Os 5 maiores cortes em TI pós-crise
Bruno Ferrari, de INFO Online 13 de fevereiro de 2009|
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As grandes empresas mundiais de tecnologia da informação que não anunciaram cortes são muito raras, espécies em extinção em meio aos efeitos predatórios da crise financeira mundial. O termômetro das demissões assusta: só na área de TI e tecnologia, foram mais de 280 mil empregos nos últimos meses que deixaram de existir em cerca de 400 empresas pelo mundo, de acordo com dados de agências internacionais.
Mas houve situações em que o número de demissões superou a cada de dezenas de milhares, como é o caso das japonesas NEC, Sony, Panasonic, AT&T e Pioneer. Elas foram as cinco empresas de tecnologia que mais cortaram funcionários na crise. Juntas, foram responsáveis por 73 mil cortes. Outro caso emblemático é o da Circuity City, varejista de produtos tecnológicos que faliu, deixando 34 mil pessoas na rua.
| Top 5 das demissões | |||
| Empresa | Funcionários | Data | |
1 | NEC | 20 mil | 30/01/2009 |
2 | Sony | 16 mil | 09/12/2009 |
3 | Panasonic | 15 mil | 04/02/2009 |
4 | AT&T | 12 mil | 04/12/2008 |
5 | Pioneer | 10 mil | 12/12/2009 |
fonte: Plantão INFO | |||
Era final do mês de janeiro quando a NEC Corp anunciou a demissão de 20 mil funcionários no mundo todo para tentar conter prejuízos provocados pela crise financeira. No trimestre de outubro a dezembro de 2008, a gigante japonesa de tecnologia perdeu 1,46 bilhão de dólares, com expectativa de fechar o ano com balanço negativo. O objetivo da empresa foi economizar 80 bilhões de yens nos próximos dois anos.
Em dezembro do ano passado, a Sony anunciou a demissão de 8 mil funcionários no mundo, o equivalente a 4% do total de seus colaboradores, além de mais 8 mil terceirizados. O plano de economizar 1,1 bilhão de dólares também incluiu o fechamento de cinco das 57 fábricas da companhia japonesa. Em nota oficial, a subsidiária da Sony informou que a reestruturação no Brasil já vinha ocorrendo antes do anúncio mundial e a fábrica de Manaus tinha sido afeta. A japonesa não divulgou, no entanto, o número de cortes no Brasil.



