O 70-20-10 do Google
Bruno Ferrari, de INFO Online 28 de maio de 2009|
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Um dos fatores que tornou o Google uma das empresas mais desejadas do mundo por profissionais de tecnologia é a liberdade para a realização de projetos pessoais. A fama surgiu dentro de um conceito criado pelos fundadores do gigante das buscas, Larry Page e Sergey Brin, chamado 70-20-10. Basicamente, o profissional que trabalha no Google fica dedicado ao negócio principal da empresa – buscas e publicidade – durante 70% do seu tempo. Em 20%, o emprego do Google deve se dedicar a novos projetos relacionados à empresa de buscas. Por fim, em 10% do seu período de serviço– ou aquela sexta-feira à tarde – os profissionais estão livres a usar a infraestrutura da empresa para criar aquilo que bem entenderem.
De acordo com Alexandre Hohagen, diretor do Google para América Latina, muitos projetos importantes do Google nasceram nesses 30% de tempo em que o funcionário pode exercer livre criatividade. “O Gmail foi desenvolvido por um funcionário que queria aplicar a tecnologia de buscas do Google num serviço de e-mail”, conta Hohagen. Assim como o Gmail, serviços como Blogger, Google Mini e Picasa surgiram a partir desses 20%.
- A Google adota uma sistemática que aproveita a habilidade natural das pessoas de buscar melhorar o que fazem. E com isso, também estimula a produtividade e melhora o ambiente de trabalho e o nível de satisfação de seus colaboradores.
Pena que muitas empresas, ainda tratam as pessoas como bicho, achando que pregar alguém na cadeira, sem treinamento, sem nenhum raio de ação, vai ser mais rentável.
Pelo contrário, ao desconsiderar qualidades humanas, se perde muito dinheiro.
No tempo que se amarrava cachorro com linguiça, isto é, quando havia menos concorrência e fartura de recursos, desperdicios nem eram considerados.
Hoje, a visão estreita, controladora, moralista em excesso, ou mesmo intrusiva na vida pessoal, gera insatisfação, baixa produtividade, e pouco ou nenhum comprometimento com a empresa.
É fácil ser mau administrador quando se tem muito dinheiro e contrata-se pessoas que conseguem contornar parcialmente estes problemas, hora sobrecarregando alguns, hora dando um jeito para se virar com resultados medíocres e sistemas precários.
É como o pão-duro que mantém o velho carro queimando oleo, para não gastar num novo. E o que perde, pelo desconforto e gasto em combustivel, compraria um muito melhor em menos tempo gerando economia. Além de fazer girar a roda das finanças.
Descuidar da politica de pessoal, ou pior, ter políticas “de fachada” ou contemplar só alguns “protegidos”, é semelhante a fechar a torneira e deixar os canos furados! Não se economiza água obrigando as pessoas a usar copos pequenos!
enviado por: Gilberto Strapazon em 03/06/2009 - 10:02 - (continuação)
Faz parte do processo produtivo do bom profissional, otimizar suas funções. Aliás, acho que isto serve para tudo na vida.
O ideal, é que tenhamos quatro partes nas atividades, sendo a quarta parte já implicita na matéria acima.
A pessoa deve ter tempo para trabalho (70), estudo (20), lazer (10) e descanso (intervalos).
O tempo de trabalho (70), são as tarefas que devem ser feitas, projetos, programação, rotina do dia-a-dia, etc.
O tempo de estudo (20), é o aprendizado e pesquisa de coisas novas relacionadas ao trabalho.
Lazer (10), no trabalho, é fazer o que se gosta, e que não está diretamente relacionado ao trabalho, mas sim, ao exeercicio da criatividade pessoal.
E descanso, não é dormir. É o repouso necessário para a mente se recompor. Dar uma caminhada, ler uma revista de quadrinhos, etc.
Esta mesma divisão pode ser adotada para o nosso dia-a-dia. Trabalhar, estudar coisas novas (que não sejam assunto de trabalho), lazer (cinema, teatro, esportes, etc), e descanso (ler, passear, namorar...)
Gilberto Strapazon
Porto Alegre
enviado por: Gilberto Strapazon em 03/06/2009 - 10:01



