Na contramão do mercado, sobram vagas em TI

Taís Fuoco, da Reuters 28 de janeiro de 2009
Na contramão do mercado, sobram vagas em TI
A Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) acredita que existem cerca de 30 mil vagas em aberto no segmento de software e serviços

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Maior empresa mundial de serviços de tecnologia, a IBM passou recentemente a dedicar esforços no Brasil para reduzir a lacuna entre o perfil do estudante que sai das universidades e o almejado pelas companhias que têm vagas.

A idéia é tentar minimizar uma peculiaridade dessa indústria. Enquanto boa parte dos setores da economia começa a promover demissões, inclusive, no Vale do Silício , o segmento de prestação de serviços de tecnologia da informação (TI) tem vagas em aberto que não consegue preencher.

A Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) acredita que existem cerca de 30 mil vagas em aberto no segmento de software e serviços, tanto para o mercado interno como para o externo, e não espera encolhimentos, especialmente no que se refere à exportação de serviços, em 2009.
Comentários
  • As vagas da IBM são ilusórias, acompanhei várias delas onde se pede um profissional sênior com vários anos de experiência pagando salário de um júnior, recem-formado. Os valores refleem não o mercado, mas o que a IBM quer pagar. Para bons profissionais sempre há oportunidades,porém, que a oferta de novas oportunidades diminuiu drásticamente, isso acontceu de fato, na própria IBM pelo menos um projeto de dezenas de milhões de US$ foi cancelado devido à recessão.
    enviado por: Rogerio Sisti Peres em 02/02/2009 - 17:31
  • Isso é uma baboseira, existem profissionais sim a procura de emprego! O problema é que grandes companhias $$$ querem estagiários, pois não tem nenhum vínculo empregatício, e quando terminam a faculdade, são trocados por novos estagiários... É assim que funciona a lei em nosso país, quando o estagiário esta pronto para o mercado de trabalho, ele cai fora dele rapidamente... E profissionais qualificados são obrigados a trabalhar na informalidade.
    enviado por: Antonio Ferreira em 29/01/2009 - 08:11
  • O Mercado de TI está sofrendo sim, e muito, com a crise mundial e isso é muito visível em SP. Antes da crise, existiam várias vagas pra cada candidato. Hoje o que se vê, são vários candidatos concorrendo a uma vaga. O valor pago por hora no caso de PJ, também caiu bastante. A IBM tem uma particularidade que impede que ela consiga um número expressivo de profissionais de TI, na velocidade que precisa, ela trabalha apenas com contratações CLT e terceiriza algumas dessas contratações, que tem que ser CLT também, então as consultorias parceiras dela criam alguns artifícios pra atrair os profissionais como CLT Cotas e CLT Flex, oferecendo ainda inpúmeros benefícios. Os consultores de TI de SP estão acostumados a trabalhar na modalidade PJ, desviando-se dos inúmeros encargos trabalhistas da CLT, não sendo muito atrativa essa modalidade. Vagas sempre existirão, boas ou ruins, mas o fato é que estamos passando por um momento difícil e que já não é tão fácil conseguir algo bom e rápido como se conseguia em 2007 e começo de 2008.
    enviado por: Nelson Troccoli Santos Júnior em 28/01/2009 - 15:58

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Na contramão do mercado, sobram vagas em TI

Taís Fuoco, da Reuters

28 de janeiro de 2009


Maior empresa mundial de serviços de tecnologia, a IBM passou recentemente a dedicar esforços no Brasil para reduzir a lacuna entre o perfil do estudante que sai das universidades e o almejado pelas companhias que têm vagas.

A idéia é tentar minimizar uma peculiaridade dessa indústria. Enquanto boa parte dos setores da economia começa a promover demissões, inclusive, no Vale do Silício , o segmento de prestação de serviços de tecnologia da informação (TI) tem vagas em aberto que não consegue preencher.

A Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) acredita que existem cerca de 30 mil vagas em aberto no segmento de software e serviços, tanto para o mercado interno como para o externo, e não espera encolhimentos, especialmente no que se refere à exportação de serviços, em 2009.
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A gigante de informática IBM ainda não tem indicações de como será o seu ritmo de contratações em 2009, já que isso depende dos contratos de exportação que fechar, mas lembra que foram 3 mil admissões em 2007 e as 1,5 mil previstas para 2008 foram alcançadas em agosto daquele ano. Em relação a 2005, o número de empregados da IBM no país já saltou mais de 50 por cento e chegou em 2008 a 15,4 mil pessoas.

"Em meados de dezembro, tínhamos 140 vagas em aberto", cita Edson Luiz Pereira, executivo de parcerias educacionais da IBM Brasil, responsável por costurar os acordos que darão ao profissional graduado o perfil mais adequado às necessidades do mercado.

"A crise pode ser, de repente, uma oportunidade para o Brasil, já que a terceirização é uma forma de reduzir custos", disse também Ruth Harada, diretora de cidadania corporativa da subsidiária da IBM.
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O Brasil é considerado um país com bons profissionais, está em um fuso horário relativamente favorável e o custo da mão-de-obra não é dos maiores, apontam os executivos da IBM.

O presidente da Brasscom, Antonio Carlos Gil, também acrescenta que "a curva de crescimento da TI é quase independente da curva da economia". Segundo ele, em tempos de recessão as empresas precisam de TI para controlar gastos e, em época de aceleração, usam a TI para gerenciar o crescimento, afirmou, em entrevista à Reuters.

Vagas em aberto
A estimativa da Brasscom é que sejam gerados entre 40 mil e 50 mil postos de trabalho na área de tecnologia este ano no país, dentro de uma projeção de que 100 mil novas vagas sejam criadas entre 2009 e 2011. "Se incorporarmos as vagas em call center, estamos falando em mais 50 mil vagas", afirmou Gil.
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Mais de 80 por cento das contratações da IBM Brasil são para exportação de serviços, segundo Pereira. Por isso, o desafio da empresa é ter o profissional qualificado na velocidade exigida pelo cliente.

"Às vezes perdemos contratos porque não conseguimos montar a equipe na velocidade que o cliente quer", cita Pereira. Se uma companhia quer um time de 150 especialistas em banco de dados que comece a trabalhar em um mês, por exemplo, nem sempre a IBM consegue formá-la a tempo.

Segundo ele, as universidade fornecem um número considerável de profissionais, mas eles saem dos bancos acadêmicos "muito generalistas", enquanto o mercado precisa de especialistas, com certificados.
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Enquanto não se adequa a grade curricular das universidades a esse tipo de exigência, a companhia empregadora é que tem de adaptar o funcionário à necessidade. "A empresa gasta dois a três meses para formar o profissional", afirma Pereira.

Em parcerias com um grupo de cerca de 700 instituições de ensino do Brasil, a IBM quer incentivar a obtenção de certificados ainda na graduação, assim como estimular que o inglês técnico seja fortalecido desde o nível médio de ensino.
(Edição de Alberto Alerigi Jr.)

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