CPM Braxis clama por profissionais de TI no Brasil

Bruno Ferrari, de INFO Online 26 de novembro de 2008
CPM Braxis clama por profissionais de TI no Brasil
A cada mês, abrem 340 vagas, mas somente 280 são preenchidas. Java, .Net, ERP e até Cobol são prioridades para a empresa de serviços de TI brasileira. Saiba como se preparar.

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A maior dificuldade da CPM Braxis, uma das principais empresas brasileiras de serviços de TI, não é lidar com a crise financeira, conseguir novos clientes ou conviver com a altíssima carga tributária do Brasil. Todos os meses a companhia, que possui 5,4 mil funcionários, quebra a cabeça com o déficit em relação às vagas que ela oferece em diferentes áreas de TI e os profissionais que aparecem para preenchê-las.

E não são poucas. De acordo com Alexandre Ullmann, gerente de recrutamento da CPM Braxis, todos os meses a companhia abre 340 vagas, mas consegue preencher apenas 280 postos. O déficit atual chega a 304 cargos que estão "sobrando", de acordo com uma planilha conseguida com exclusividade pelo INFO Professional. As demandas maiores estão em profissionais de Java, .Net, Share Point, analista de suporte e ERP (Oracle e SAP). “A falta de profissionais acaba alterando a política salarial dos cargos. Tivemos de rever as remunerações por causa da demanda do mercado”, diz Ullmann.

Algumas dessas demandas são modismos, na visão do gerente: tecnologias que aparecem com grande apelo para os negócios, mas duram seis meses na prioridade das empresas. No entanto, há aquelas profissões que sofrem com a carência de pessoal, como os de ERP e Java. Só nesse mês, aliás, foram abertas 55 vagas para Java.

Segundo Ullmann, falta alinhamento das universidades com o que o mercado pede na prática. “A faculdade não ensina mais o Cobol, linguagem usada em mainframes e que ainda é demanda forte em bancos e empresas de telecomunicações. O Cobol não tem glamour para a carreira acadêmica e hoje muito profissionais especializados nessa linguagem têm mais de 50 anos”, diz Ullmann.
Comentários
  • Leandro, Difícil achar uma empresa de serviços de TI que não esteja precisando de programador Java em todos os níveis - júnior, pleno e senior. Por isso, acho que existe espaço para recém-formados sim. Lembrando que a fluência em inglês segue como grande diferencial para essa área. abs
    enviado por: Bruno Ferrari em 28/11/2008 - 11:44
  • Olá, se a demanda por profissionais é grande assim, tanto pra especialistas quanto para estagiários, será que se esqueceram dos recem-formados? Não tenho experiencia em desenvolvimento, porém tenho o objetivo de ser desenvolvedor Java, sou recem-graduado e estou fazendo treinamento Java. Analisando o mercado de TI como um todo, será que existem vagas para esse perfil? Grato
    enviado por: Leandro Freitas Maringolo de Proença em 27/11/2008 - 17:38

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CPM Braxis clama por profissionais de TI no Brasil

Bruno Ferrari, de INFO Online

26 de novembro de 2008


A maior dificuldade da CPM Braxis, uma das principais empresas brasileiras de serviços de TI, não é lidar com a crise financeira, conseguir novos clientes ou conviver com a altíssima carga tributária do Brasil. Todos os meses a companhia, que possui 5,4 mil funcionários, quebra a cabeça com o déficit em relação às vagas que ela oferece em diferentes áreas de TI e os profissionais que aparecem para preenchê-las.

E não são poucas. De acordo com Alexandre Ullmann, gerente de recrutamento da CPM Braxis, todos os meses a companhia abre 340 vagas, mas consegue preencher apenas 280 postos. O déficit atual chega a 304 cargos que estão "sobrando", de acordo com uma planilha conseguida com exclusividade pelo INFO Professional. As demandas maiores estão em profissionais de Java, .Net, Share Point, analista de suporte e ERP (Oracle e SAP). “A falta de profissionais acaba alterando a política salarial dos cargos. Tivemos de rever as remunerações por causa da demanda do mercado”, diz Ullmann.

Algumas dessas demandas são modismos, na visão do gerente: tecnologias que aparecem com grande apelo para os negócios, mas duram seis meses na prioridade das empresas. No entanto, há aquelas profissões que sofrem com a carência de pessoal, como os de ERP e Java. Só nesse mês, aliás, foram abertas 55 vagas para Java.

Segundo Ullmann, falta alinhamento das universidades com o que o mercado pede na prática. “A faculdade não ensina mais o Cobol, linguagem usada em mainframes e que ainda é demanda forte em bancos e empresas de telecomunicações. O Cobol não tem glamour para a carreira acadêmica e hoje muito profissionais especializados nessa linguagem têm mais de 50 anos”, diz Ullmann.
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Quem indica amigo é
A dificuldade em preencher as vagas cria até programas de incentivo para o popular QI, ou Quem Indica. “O funcionário que indicar algum colega de fora e ele for contratato recebe um bônus em seu salário após três meses da admissão de seu amigo”, afirma Veronika Falconer, diretora de RH da CPM Braxis.

Outra estratégia da companhia tem sido investir na formação de estagiários. A CPM faz alguns programas ao longo do ano. O cara que consegue entrar na companhia está com a vida feita. Tem treinamento de três meses, seis horas por dia, e a garantia de ser efetivado 18 meses após o início do seu estágio ou seis meses antes de se formar.

No último processo, dos 38 mil inscritos, apenas 140 foram chamados. Os motivos? Falta qualidade técnica e inglês decente (não precisa nem ser fluente) aos que se formam no país. Segundo a empresa, 90% dos que avaliam o seu nível de inglês supervalorizam os seus conhecimentos. E a diferença é sentida na prática.

A CPM Braxis aplica testes de raciocínio lógico aos candidatos antes de serem chamados para dinâmicas de grupo. E não é apenas nos cursos de TI que a empresa vai buscar seus futuros talentos. Áreas de exatas, como estatística, física e matemática, também têm espaço no programa de estágio da companhia.

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Quer ser contratado?
Para ter acesso ao banco de vagas da CPM Braxis, acesse a área de carreira no site da companhia. Há oportunidades em São Paulo, Belo Horizonte, Vitória, Salvador, Brasília e Rio de Janeiro. O destaque é para Salvador. Lá, a empresa está montando um pólo de exportação e está atrás de profissionais com inglês fluente e capacitação em Java.

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