TI
Texto da IIPA é confuso, diz Sérgio Amadeu
James Della Valle, de INFO Online Terça-feira, 09 de março de 2010 - 18h21Wikimedia Commons |
![]() |
´Documento é um instrumento de intimidação´, afirma Sérgio Amadeu |
SÃO PAULO – No final de fevereiro, a Aliança Internacional pela Propriedade Intelectual (IIPA em inglês) liberou um documento afirmando que o Brasil, entre outros países, poderia ser punido por causa da pirataria e utilização de software livre.
Composto por quase 500 páginas, o relatório pede ao governo americano a aplicação de sanções aos países que não se adaptarem às suas normas, consideradas absurdas por especialistas como o sociólogo Sérgio Amadeu, por exemplo.
O professor, conhecido por seu envolvimento com causas relacionadas ao software livre e liberdade na rede, diz que o texto é obscuro e falha ao colocar a pirataria e o código aberto no mesmo patamar.
Em entrevista à INFO, ele afirmou que o texto é confuso e foi elaborado para intimidar os governos. Confira:
INFO - Você leu chegou a ler o relatório da IIPA inteiro?
Sérgio Amadeu - Eu li quase todo. Na verdade, pulei algumas partes porque não interessavam muito. Meu objetivo é a questão do Brasil e do software livre. Tem coisas ali que são muito repetitivas, principalmente as recomendações feitas aos governos, que são um padrão para esse tipo de documento.
INFO - E o que chamou mais a sua atenção no texto em relação às acusações de pirataria e queda na produção artística?
Sérgio Amadeu - Eu cheguei a traduzir algumas passagens que achei interessantes. Elas são uma fonte sintomática de um comportamento extremamente obscuro, onde os autores citam a França, Espanha e Brasil sobre a questão do P2P (ou compartilhamento de arquivos).
Em primeiro lugar, há um dado que não bate. Eles falam que aproximadamente um quarto dos downloads feitos na França são ilegais. Mas como eles têm certeza disso? É apenas uma estimativa. Em segundo lugar, dizem que o lançamento de novas produções caiu em 65%. Mas o texto é confuso, pois não fica claro se é uma queda nas vendas ou na criação. De qualquer forma, existem estudos sérios que contestam essa informação.
A minha percepção é de que a internet aumentou a oferta de música. A diversidade tem gerado queda do número de fãs por artistas. Essa hipótese é mais forte que a deles, pois eu não consegui encontrar uma fonte confiável, mas apenas “chutes” e estimativas. São dados extremamente suspeitos.
Além disso, você tem bilhões de pessoas que, segundo o relatório, praticam compartilhamento de arquivos. Tem algo errado. Não é possível tratar milhões e milhões de pessoas como criminosas.
A verdade é que a tecnologia mudou e viabilizou práticas cotidianas de compartilhamento que eram pequenas na nossa sociedade.
-
Caro Wellington de Oliveira Teixeira, você tocou no ponto chave desta discussão, deveríamos estar focando o assunto justamente nas declarações da IIPA com relação ao Software Livre e na interferência que esta deseja provocar aos países envolvidos.
enviado por: Trevor Scrawl em 10/03/2010 - 17:49 -
Fico impressionado como alguem consegui brincar com um assunto como este. A decisão disto irá influenciar a forma como o governo de diversos países irá se comportar frente a GPL.
Querendo ou não, gostando ou não, isso terá um impacto direto em toda a área de TI.
Estes formam um pequeno exemplo de softwares e tecnologias sob a licença GPL que podem ser impactados com a questão:
Blender, The Gimp, Audacity, gEDA - GPL Electronic Design Automation, Abiword (Processador de texto), GnuCash (Gerenciador financeiro), Inkscape (Desenho vetorial), Scribus (Editoração eletrônica), KompoZer (Criação de páginas para web), 7-Zip (Compactador de arquivos), Pidgin (Mensageiro instantâneo), Mozilla Firefox (Navegador web), Mozilla Thunderbird (Cliente de e-mail), Mozilla Sunbird (Calendário), FileZilla (client FTP), Apache web server, Database Design Tool, MySQL - Database, PHP.
Este assunto merece uma atenção considerável.
enviado por: Trevor Scrawl em 10/03/2010 - 17:41 -
Caros James, redação e comentadores, o que estamos avaliando é a interferência de organismos na soberania dos países. Além disso, os modelos de software livre e de licenciamentos para usos. O que perpassa na fala do Sérgio é o modo como - intencionalmente - foi redigido o texto para criar pressões: misturando categorias e confundindo o leitor desatento.
Vê-se a mão dos monopólios das indústrias tentando manter seu quinhão e impedir desenvolvimentos, sejam em tecnologia, em legislação ou em produção de novas mentalidades e ambientes de competição.
Acostumados que foram com manter o domínio mundial, não se adaptaram às novas tecnologias e realidades geradas a partir delas.
A questão não está em se o uso do P2P ou outra forma de distribuição é para fins 'ilegais' mas se esta é uma tecnologia que auxilia milhões de pessoas.
E, mesmo com relação às distribuições de produtos (músicas, imagens), softwares, com licensiamento privado (copyright) já deveríamos ter alcançado o entendimento do modo totalitário como a maioria deles se coloca no mercado, produzindo exclusão ao acesso e uso por parte de milhares de cidadãos, por seus custos impeditivos.
Desenvolvimento tecnológico deve ser usado para inclusão. Produção e competição, também, mas não monopolização.
A sociedade brasileira cansou de dominada pelo que os cientistas sociais chamaram de Capitalismo Selvagem. E não é à toa que o Brasil é um dos maiores incentivadores do software livre e da forma de licensiamento copyleft (e assemelhados), haja vista como o BR Office (open office do Brasil) foi adotado e hoje é uma super ferramenta disponível à população.
Proponho uma reflexão nas questões e não apenas nas grafias, senão teríamos que anotar também: 'se quer' ao invés de sequer, 'testo' ao invés de texto, 'garfes' ao invés de gafe, e por aí vai (incluo os meus possíveis erros aqui!).
James, não o conheço pessoalmente, mas o incentivo a continuar trazendo temas para novas discussões, apesar dos críticos (sem causa) de plantão.
enviado por: Wellington de Oliveira Teixeira em 10/03/2010 - 17:13 -
Ney do RJ, Então pelo teu comentário eu entendo que tu é a favor dessa carta da IIPA ?
enviado por: Rafael Netto da Silva em 10/03/2010 - 17:05 -
Baixar Distribuições Linux por P2P é uma forma legal e praticada por muitos. Pois quando alguem lança uma versão maior que o DVD fica caro começar a pagar pela quantidade de tráfego que se pode ter se ela se popularizar muito rápido.
enviado por: Laércio Carvalho Silva em 10/03/2010 - 15:30 -
O texto, com erros e acertos está entendível, o que importa. Entretanto achei inocência do entrevistado não desconfiar que o P2P praticamente só favorece a troca de arquivos protegidos por direitos autorais, como música mp3 e filmes. Ou será que alguém aqui já usou o P2P para outra finalidade, tipo trocar receitas, etc...?
enviado por: Ney RJ em 10/03/2010 - 14:57 -
Olá Deyson. As perguntas foram elaboradas em com base nas declarações da IIPA, feitas em seu último relatório (presente no link disponível no "Leia também").
enviado por: James Della Valle em 10/03/2010 - 13:45 -
Será que a Info, até hoje não entendeu o que é Software-livre....:?
Acho que devemos ensinar sobre tipos de softwares e licenças desde o Jardim de infância ... pois da forma coma as pessoas perguntam sobre software-livre hoje parece piada, da a entender que nasceram ontem ou possuem algum problema de ordem mental....
enviado por: Deyson Thome em 10/03/2010 - 13:11 -
Venho me desculpar com o Davi Anderson Oliveira Pessanha pela forma que me dirigi a ele, sem antes entender o que foi escrito por ele. Desculpe-me Davi. Errei em meu julgamento. Por favor, desculpe-me.
enviado por: Deyson Thome em 10/03/2010 - 13:04 -
Davi Anderson Oliveira Pessanha... concorrendo ao trféu estúpido do ano....parabéns........!!!!! Idiota.Trabalhei com BrOffice fazendo traduções para a NTT - Nippon Telegraph and Telephone Corporation em 3 província do Japão, convertendo em PDF inclusive e a aceitação por parte do escritório japones que usava windows office foi normal....Parece que vc é incapaz....
enviado por: Deyson Thome em 10/03/2010 - 12:57 -
"Se esse texto fosse escrito com Word, e não BrOffice, OpenOffice ou CópiaOffice, seria facilmente revisado e acabaria com coisas assim... Pode ser livre, mas a qualidade passa longe dessas coisas free, open source..."
É cada coisa que se lê... ¬¬
enviado por: Davi Anderson Oliveira Pessanha em 10/03/2010 - 12:31 -
Alliston, pára de falar besteira. Se não entende de um assunto, cala a boca que tu ganha mais ;)
enviado por: Igor da C. M. Belchior da Cunha em 10/03/2010 - 11:34 -
Se esse texto fosse escrito com Word, e não BrOffice, OpenOffice ou CópiaOffice, seria facilmente revisado e acabaria com coisas assim... Pode ser livre, mas a qualidade passa longe dessas coisas free, open source...
enviado por: Alliston Carlos Rosa Aleixo em 10/03/2010 - 10:49 -
ai ai ai ai ai, ¬¬
enviado por: Cristina Nascimento em 10/03/2010 - 09:23 -
Só pra constar, a palavra "garfe" também não existe. Quanto a matéria, realmente está muito bem colocada a opinião dele. Software livre nada tem a ver com pirataria, aumenta e muito a concorrência e, sim, o governo deveria exigir uma retratação da IIPA por ter a sua soberania questionada de uma maneira tão obscura e sem embasamento.
enviado por: Igor da C. M. Belchior da Cunha em 10/03/2010 - 08:34 -
De fato o "testo" foi uma garfe inegável, mas não retiro o que falei. Não fiz para reclamar desta matéria e sim para reclamar da INFO pois esta não é a única matéria com problemas na verdade são muitas. Cabe uma pergunta: Existe revisores na INFO? Sobre o conteúdo da entrevista, esse é de grande importância e deveria, de fato, ser mais divulgado.
enviado por: nfermat em 10/03/2010 - 04:58 -
Frase mais pertinente do artigo: "Software livre não é sinônimo, em hipótese alguma, de software gratuito".
enviado por: cax em 10/03/2010 - 02:42 -
A coisa mais importante é o conteúdo. O assunto é pertinente, mas infelizmente ainda não caiu na boca do povão. Nem no jornal nacional ninguém falou nada de leve....
Divulgação aí, pessoal!
enviado por: José Humberto da Silva Soares em 10/03/2010 - 01:10 -
Olá Eduardo! Houve um erro de versões na hora de publicar. Erro meu. Subi o texto sem edição. Desculpem pelo engano.
enviado por: James Della Valle em 09/03/2010 - 22:21 -
Valeu, Info ;)
enviado por: Eduardo Franz Schubert em 09/03/2010 - 21:59 -
Realmente tá se tornanado casativo ler os teXtos porque como sempre ao inves de comentar sobre os assunto decorrente, o pessoa vai é dá uma de Google corrigindo os outros, vai te lascar se não gosta de ler meu amigo compre a revista garanto que lá a gráfica não deixa erros, abestado. Isso é revoltante se um Jumento desses fosse escrever no prazo que as matérias tem que ser entregues ele escreveria como no MSN... Disse!
enviado por: Alecsandro Ferreira Melo em 09/03/2010 - 21:54 -
Essa do "teSto" foi dose... Tudo bem que o X no teclado, está bem abaixo do S, percebe-se que foi só um erro de digitação. Mas antes de detonar os outros é bom se ligar nos próprios erros.
enviado por: Overbits Technology em 09/03/2010 - 21:00 -
Caro nfermat, teXto escreve-se com X.
enviado por: Ana Rezende em 09/03/2010 - 20:18 -
Info, o professores da lingua portuguesa se sentiriam decepcionados com os editores da Abril. Diversos erros ortográficos e de concordância.
Agora se o Sérgio Amadeu, o entrevistado, respondeu exatamente o que está escrito, ele também é tão confuso quanto IIPA ao dizer "O software livre não é uma tecnologia, mas um modelo de licenciamento." e no final da entrevista diz a respeito do software livre: "Os governantes podem escolher os modelos tecnologia que ache melhor." Corrijam esta matéria imediatamente, é vergonhoso.
enviado por: Eduardo Franz Schubert em 09/03/2010 - 20:17 -
A cada dia fica mais triste ler as matérias da INFO, o completo desrespeito com o leitor é brutal. A redação se quer é capaz de revisar o testo antes de publicar e como esse trata-se de uma entrevista fica parecendo que o entrevistado é quem cometeu tantas garfes.
Foi-se o tempo que um bom serviço era feito na INFO.
Meus pêsames.
enviado por: nfermat em 09/03/2010 - 19:48
|
|








22



