
São Paulo - A RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) anunciou que, até o fim deste ano, instalará salas de telepresença na rede Ipê, a rede acadêmica brasileira operada pela RNP. A tecnologia permite conversar à distância com mais de um colaborador ao mesmo tempo.
O serviço usa telas de alta definição, câmeras e conexão com a internet para proporcionar a interação entre os colaboradores. Os painéis reproduzem a imagem das pessoas em tamanho real. Esta tecnologia também agrega maior capacidade de transmissão de dados ao serviço de videoconferência instalado nas universidades da rede.
“As salas de telepresença permitem consultar pacientes à distância, fazer telediagnósticos por imagem, entre outros benefícios. Além disso, atenua o problema da carência de especialistas em locais afastados”, diz Luiz Ary Messina, coordenador nacional da Rute (Rede Universitária de Telemedicina), iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia sob a coordenação da RNP.
As seis salas de telepresença serão instaladas em núcleos de telemedicina e telessaúde da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no escritório da RNP em Brasília e na Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), no Rio de Janeiro.
“Além da redução de gastos com viagens, a tecnologia evita horas perdidas em deslocamentos”, diz Hélder Vitorino, gerente de Projetos da RNP. As salas de telepresença fornecidas pela Polycom, empresa americana de comunicação colaborativa, usam a tecnologia OTX (Open Telepresence Experience). Veja abaixo um exemplo do uso das salas de telepresença (em inglês):