TI
Software livre economiza R$380 mi ao governo
Agência Brasil Quinta-feira, 19 de agosto de 2010 - 09h00Getty Images |
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BRASÍLIA- A adoção de softwares livres, programas de computador que podem ser usados gratuitamente, possibilitou uma economia de R$ 380 milhões ao governo federal até 2008.
Segundo o coordenador do Programa de Software Livre do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Paulo Pastore, nos últimos dois anos, essa economia pode ter dobrado.
“É um dinheiro que pode ser investido em outras áreas, na construção de hospitais, escolas, ou também pode ser reinvestido na contratação de mais gente para as áreas de tecnologia do governo”, avalia.
O tema começou a ser discutido hoje (18) no 3º Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico, que reúne mais de 5 mil pessoas em Brasília. O evento vai até a próxima sexta-feira (20).
Outra forma de o governo economizar com tecnologia da informação é a computação em nuvem, ou cloud computing, que permite o acesso de arquivos e programas remotamente, por meio de uma rede. Segundo Pastore, um dos usos possíveis dessa tecnologia ocorre no recebimento das declarações do imposto de renda pela Receita Federal.
“Todos os anos, quando chega a época da entrega do imposto de renda, a gente tem uma grande necessidade de servidores, então temos que comprar ou realocar cerca de 30 servidores. A ideia é que, em vez de termos 30 servidores só para imposto de renda, que na outra parte do ano vão ficar ociosos, vamos ter uma nuvem com 100 servidores. Os serviços que tiverem pico vão ocupar a parte que está ociosa, independentemente de ser um servidor dedicado apenas para imposto de renda, vários serviços vão estar rodando lá”, explica o representante do Serpro.
Para a coordenadora do Programa de Engenharia de Computação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Karin Brietman, o país está avançado do ponto de vista do desenvolvimento de tecnologia para a computação em nuvem, mas ainda falta rapidez de inovação, tanto na formação de pessoas hábeis para trabalhar com essas novas tecnologias como na criação de empresas que funcionem de maneira mais ágil no mercado.
Segundo ela, o maior gargalo ainda é o acesso à banda larga. “Mas imagino que o Plano Nacional de Banda Larga vai ser o divisor de águas, vamos ter uma infraestrutura tecnológica que realmente dê conta de suportar a mudança de todos os softwares para um modelo de nuvem”, avalia.
O presidente da Telebras, Rogério Santanna, também participou do evento e disse que a implantação do Plano Nacional de Banda Larga será fundamental para a adoção da computação em nuvem no país. “A possibilidade de compartilhar as informações não é possível sem dispor de uma infraestrutura adequada.”
A meta de levar a conexão em alta velocidade a 100 cidades ainda este ano está mantida, segundo Santanna, mesmo com o atraso da publicação dos termos de referência para os editais de licitação para contratação de serviços e equipamentos necessários para dar início ao projeto.
Ele disse que o edital deve ser publicado até o fim deste mês e que, até o fim de setembro, a licitação deverá estar concluída. “O edital é de uma grande complexidade e é importante a gente gastar muito tempo melhorando a qualidade do edital para evitar depois problemas e discussões jurídicas em torno dele”, afirma.
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Há sim... só complementado software livre não representa grátis (putz... essa é velha). Mas uma subscrição da Red Hat (válida só por um ano) é mais cara que uma licença de Windows Server 2008 R2 Enterprise que não tem limite de validade...
Uma treinamento de administração de servidor Linux em uma boa instituição é mais caro que um equivalente para plataforma Windows... até mesmo pela grande procura que existe hoje.
Esses são fatores de custo. Quando se coloca isso "na ponta do lápis", nem sempre é vantajoso a migração para o software livre.
enviado por: Erismar S. Lúcio em 29/08/2010 - 23:19 -
Veja só Dalmer... como disse no final de meu texto, não tenho nada contra o software livre, tenho como se encaminha a tecnologia dentro do governo.
Pode parecer uma visão muito gresseira disser que aumentou o uso de software livre e a receita caiu... mas não é. O problema é a forma como o governo encaminha a tecnologia. Software é ferramenta e deve ser analisado a implentação do mesmo em todas as fases. Trabalhei em uma grande empresa privada que, na época estudava a implentação de software livre. Como o idealizador era um xiita e a empresa visava o lucro acima de tudo, o projeto simplesmente não foi para frente, sabe porquê? Como o primeiro esboço feito, a mudança do paradigma demoraria 27 anos para ser pago.
O software livre implantado pelo governo é um projeto xiita. Temos uma aplicação importante, com repercursão na midia... então vamos migrar para software livre... opá! Mas é uma aplicação estável, tem bom desempenho, a equipe de desenvolvimento está bem treinada, a infra funciona perfeitamente com com a estrutura de desenvolvimento... não interessa vamos mudar! Se vai sair caro... não interessa o dinheiro não é meu!
Agora, temos uma aplicação estagnada, não está evoluindo, a equipe de desenvolvimento está perdida, o alinhamento com a infra é precário... vamos reescrever a aplicação para software livre! Perai... tem repercursão na mídia? Não! Então deixa do jeito que está!
Veja, esse é o problema! O problema não é o software livre, mas a forma como o mesmo está sendo implentando! Por isso a oposição de lucro vs implantação de software livre tem uma ligação direta.
enviado por: Erismar S. Lúcio em 29/08/2010 - 23:12 -
Se são mesmo 99% Erismar, significa que ainda existe muita gordura pra queimar, concorda? Eu concordo com vc que existe um ônus com treinamento e capacitação de usuários na adoção de software livre, assim como haveria com a adoção de qualquer outro tipo de sistema novo, livre ou não, mas também creio que esse ônus é temporário e se paga com a economia gerada nas licenças. Custos com suporte e consultoria em software livre não são maiores que com softwares proprietários já que a implantação dos dois tipos demanda profissionais capacitados. Quanto ao que acontece no Serpro, realmente não posso dizer nada, mas acredito que o entrevistado da matéria não citaria a economia gerada se isso realmente não tivesse acontecido.
enviado por: DALMER DA MOTTA VIEIRA em 25/08/2010 - 18:29 -
O software livre no governo é uma faca de dois legumes... as pequenas aplicações desenvolvidas em software livre estão sempre sendo anunciadas na mídia. Agora o que o governo não mostra é que 99% das aplicações críticas do governo estão em ambiente proprietário, seja ele em plataforma Microsoft ou nos dinossauros da IBM...
Essa massa publicitária de software livre não tem nenhum custo com licença, mas isso não quer dizer que seja sem nenhum ônus. O custo de treinamento, consultoria, segurança é um buraco sem fundo, ainda mais no SERPRO, onde os funcionários ganham tão mal que os que se destacam mais passam em concursos que pagam mais (e trabalham menos) ou simplesmente são contratados pels iniciativa privada (que presta a consultoria no SERPRO). A maoir prova de que a economia com software livre é balela é que o SERPRO, no curso que vai implantando o software livre, vem tendo cada vez menos lucro. Em 2005 o lucro liquido do SERPRO foi superior a 100 milhões. Nesse período o uso de sofware livre ainda era minúsculo... pracitamente só se usava software livre nas estações de trabalho (com dual boot). Hoje onde já existe um parte de serviços nessa plataforma a empresa praticamente não dá lucro e ainda corre o risco de ter que pedir auxílio a União.
Deixo claro que não tenho nada contra software livre, mas penso que tecnologia deve ser vista como estratégia de negócios.
enviado por: Erismar S. Lúcio em 20/08/2010 - 21:33 -
Ney, a economia ocorre quanto deixamos de pagar os royalites de uso dessas licenças para empresas como a Microsoft, que geram rendimentos em Redmond ou Bangalore, não no Brasil. Quantos computadores vc acha que os órgãos públicos possuem só na esfera federal? A questão de formatos é outro motivo de confusão para as pessoas, formatos como doc, docx, xls e companhia limitada são fechados, portanto se há algum tipo de incompatibilidade em algum software ao abrir algum documento nestes formatos, a culpa é destes formatos não dos aplicativos. Se vc é um usuário do Office, ao invés de salvar seus arquivos em um formato fechado como o DOC, procure salvá-lo em um formato aberto como o ODF (que inclusive é reconhecido pela ABNT), assim vc estará garantindo que mesmo daqui a 50 anos seus documentos poderão ser abertos por qualquer software apenas por respeitar padrões livres. Concordo com vc quando vc diz que o mundo evolui, mas a evolução está nos padrões abertos, formatos fechados estão sujeitos a cair cada vez mais em desuso, principalmente porque as coisas estão migrando cada vez mais para a internet (ou nuvem se assim for mais moderno).
enviado por: DALMER DA MOTTA VIEIRA em 20/08/2010 - 14:19 -
Diz o texto: “É um dinheiro que pode ser investido em outras áreas, na construção de hospitais, escolas..."
Esse valor foi de economia até 2008 e até hoje não vimos o investimento desse dinheiro nessas áreas.
enviado por: Elizabeth N em 20/08/2010 - 13:17 -
Desde a versão 3.2, o BrOffice possui compatibilidade com a plataforma Office da Microsoft. Ele consegue abrir e editar arquivos .docx, .xlsx, etc... Eu uso diariamente e não sinto falta da suíte da Microsoft. E o melhor de tudo é grátis e não preciso usar Office pirata. Recomendo: http://info.abril.com.br/downloads/broffice-3-2
enviado por: Rudinei Edgar Weschenfelder em 19/08/2010 - 10:25 -
Tem de economizar com software mesmo, pois os servidores públicos trabalham tão pouco, às vezes fico ate pensando se precisam mesmo de computadores, hihihih.
Quanto ao plano nacional de “banda estreita” acho que até vai dar certo, mas, não passa de “banda estreita”.
enviado por: André Ricardo em 19/08/2010 - 10:14 -
380 milhões? Que número mágico é este? Ele poderia explicar de que forma ocorre a economia quando optam pelo uso do software livre. A economia maravilhosa feita pelo SERPRO criou situações inusitadas. Os servidores públicos que recebem dos contribuintes arquivos no formato Office 2007/2010 são obrigados a abri-los nos computadores de suas residências e transforma-los para ficarem compatíveis com o Open Office ou Ofice 97 pois o SERPRO não comprou a licença da Microsoft por uma fraçãozinha daquele valor. Ou seja, o mundo evolui e esses experts do governo ainda como hippies nostálgicos defendem o passado e ainda querem reserva de mercado.
enviado por: Ney RJ em 19/08/2010 - 09:54 -
Legal o Governo ter essa iniciativa de uso de software livre. Pena que essa economia não vai para hospitais, e sim para cuecas, meias, e sacolas de nossos politicos.. quanto ao Plano Nacional de Banda Larga, não estou colocando muita fé nele não. Pode até sair.. mas com o selo de qualidade Governo Brasil.
enviado por: Thiago Alberto de Souza em 19/08/2010 - 09:37





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