
As mudanças vão além das citadas acima. O MercadoLivre, que existe há 12 anos e um dos líderes no setor de comércio eletrônico, investe em novidades para se diferenciar dos concorrentes lançados recentemente. A empresa pretende agregar mais conteúdo às plataformas, firmar parcerias com desenvolvedores e tornar-se uma empresa de código aberto.
Segundo Daniel Rabinovich, CTO do Mercadolivre, “a empresa certamente aumentará o núcleo de profissionais que atuam aqui no Brasil. O objetivo é tornar nosso código aberto e atrair desenvolvedores para que usam nossas APIs”. Para incentivar a troca de experiência entre os desenvolvedores, o MercadoLivre diz que irá trabalhar com o sistema de divisão de lucro.
“A empresa quer desenvolver novas tecnologias por meio da troca de conhecimento. As APIs usadas pela equipe de engenharia do MercadoLivre serão as mesmas usadas pelos desenvolvedores parceiros da empresa. Queremos reescrever nosso site. Deixaremos os desenvolvedores alterarem nosso código e, após aprovação, torna-lo oficial”, diz Rabinovich.
Segundo Hellison Lemos, diretor geral das operações do Mercadolivre no Brasil,
aproximadamente 27 segmentos usam a plataforma da empresa.
Lemos comenta que as APIs permitem desenvolver sistemas complementares ao ecossistema do MercadoLivre. Isso inclui o site de vendas MercadoLivre, o sistema de classificados, sistema de pagamento fora da plataforma, links patrocinados e lojas online.
“As APIs podem facilitar o uso de nossos serviços por empresas que ainda estão offline. Um sistema de gestão, por exemplo, permitirá a automatização de envio do produto, emissão de nota fiscal e controle de estoque”, diz.