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Pai do WordPress elogia Windows 7
Maurício Moraes, da INFO Terça-feira, 18 de agosto de 2009 - 10h28RENATO PIZZUTTO |
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SÃO PAULO - Matt Mullenweg acha que em 2018 o Linux será o principal sistema operacional do mundo. E a Microsoft terá que abrir o código do Windows.
Ele acredita que tudo o que é feito em código aberto funciona melhor. Não que o criador do WordPress, Matt Mullenweg, de 25 anos, não goste do Windows. O desenvolvedor já carrega a versão 7 do sistema operacional da Microsoft no seu laptop, e anda entusiasmado. "É um produto excelente", diz. Mullenweg prevê, contudo, que em menos de dez anos o Windows será superado pelo Linux. Responsável por uma das plataformas de blog mais populares do planeta, ele esteve no Brasil no mês passado. Veja o que disse à INFO.
INFO - Microblogs como o Twitter estão reduzindo a relevância dos blogs?
MULLENWEG - Não. Os microblogs são uma forma muito interessante de expressão, mas às vezes você precisa de mais de 140 caracteres para dizer algo. Meus amigos no Twitter usam o site principalmente para fazer indicações e vivem apontando para blogs. Há espaço para todos. São duas formas diferentes de comunicação que se complementam.
INFO - O Wordpress está próximo da versão 3.0. Vocês planejam alguma grande mudança?
MULLENWEG - Não. Continuaremos a fazer o mesmo de sempre, que é encarar cada versão como um grande upgrade. A única grande alteração será a unificação do Wordpress com o Wordpress MU (que permite gerenciar múltiplos blogs). Ainda não sei como vamos fazer, mas ficará bem mais eficiente.
INFO - Acabou de sair a versão 2.8. O que foi alterado?
MULLENWEG - Refi zemos completamente a infraestrutura. Ficou muito mais divertido e fácil de usar. Também focamos nos temas. Agora, você pode instalá-los com um clique. E ficou mais simples de fazer edições.
INFO - O Google desenvolve várias aplicações abertas, mas mantém o Blogger fechado. Eles estão errados?
MULLENWEG - Eu prefiro sempre o código aberto a soluções proprietárias. Se é melhor fazerem isso ou não, só eles mesmos podem saber. Ser mais aberto não quer dizer que você terá mais sucesso. Ainda que um dia isso seja decidido, como fez o Movable Type, não significa que surgirá uma comunidade de desenvolvedores. Isso é bem mais difícil.
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Senhores... É lógico que o Linux tem aumentado sua participação de forma mais expressiva. Se ele tinha 5% do market share em 2005 e agora tem 14% significa que ele expandiu 180%. Nossa!!! Mas a grande maioria sempre vai ser cuidadosa em relação ao computador de trabalho e de casa: para eles, o PC ou Notebook tem que ser uma ferramenta, um eletro-doméstico. Por isso o Windows, ainda, não é abalado: pela qualidade e facilidade de uso. Eu tenho assinatura de uso e recebo atualizações automáticas: há muitos anos não entra um virus em meu PC. Quem tem Windows com virus, certeza, tem Windows ilegal. Exceto por falta de energia elétrica, nunca deixei de fazer um serviço ou entregar em dia um trabalho por causa de mal funcionamento do computador. O Windows é simples, é seguro e é muito eficiente, além de eficaz. Concordo com Matt Mullenweg quando ele diz que o Windows (ou seu sucessor da MS) será aberto. Mas não será de graça (aliás, nunca nada é de graça) e continuará sob desenvolvimento da Microsoft. Mas achar que o Linux passará a versão atualizada do Windows, em 2018, isso já são outros quinhentos. Acabo de responder a um questionário da MS sobre o uso do Windows e do Office. Recebo este tipo de solicitação mensalmente. O que eles fazem com isso: percebem as nossas necessidades e colocam seus desenvolvedores em cima do assunto para suprí-las. O sr. Matt falou de rapidez... Isso é rapidez. Perceber o que deve ser criado ou adaptado e partir imediatamente para o desenvolvimento prático. O que o pessoal do Linux vem fazendo há quase uma década é simplesmente isso: copiar o que há de básico no Windows e no MacOS. Quando tiverem alguma coisa realmente nova, para mim e para as empresas que estou atendendo, será maravilhoso. Pois isso forçará a Microsoft a baixar mais ainda seu preços de licenciamento. Então vem a pergunta: se em 2018 o Linux for realmente bom (hoje ele é sofrível), ele conseguirá competir com um Windows (ou seu sucessor) vendido a R$50,00? Além disso, a plataforma Azure e o Silverlight estão trazendo muito poder e design para os navegadores. Alguém vai desenvolver somente para o Apache, se o mercado corporativo vai ter mais opções e segurança no mundo IIS? Na verdade, eu estou imaginando que em 2018, o Linux como servidor terá é menos, não mais, participação no mercado. No desktop nem se conta.
enviado por: Ricardo Ildefonso em 20/08/2009 - 11:36 -
Mas comentando sobre o que o Matt disse, a lógica está certa, mas trabalhar com consumidores comuns a lógica vai pro espaço. Pessoas comuns, em conjunto, são seres irracionais, não trabalham na lógica, não fazer uso do pensamento custo-benefício. Pessoas comuns em conjunto são sinônimo de "massa" por isso, pq podem ser moldadas de acordo com interesses. Então é muito difícil reverter, no mercado doméstico, a dominância do Windows, pois o poder econômico da Microsoft é maior. Além disso mudar uma cultura é mais difícil ainda. Demora décadas, isso qdo muda. Pessoas comuns, mesmo agindo contra o pensamento racional correto do custo-benefício, pode nunca agir assim.
enviado por: Guilherme Macedo em 18/08/2009 - 22:29 -
Luciano tentando "flammear" por aqui. Mas respondendo, pra não pairar dúvidas no ar. Corel tinha sua própria distribuição Linux e seus produtos, mas a Microsoft deu uma ajuda financeira pra Corel e misteriosamente eles venderam pra Xandros, logo sua divisão que dava mais lucros proporcionais. Autodesk faz muito softwares pra Linux como Maya e outros, até exclusivos. Só em Linux se tem Inferno, Smoke, Flame, Flare, etc. Adobe já veio com o Flex, e o mercado de design, que é de publico restrito, só quando esse público restrito usar, claro. Agora, se vc ser os números, Linux aumenta seu público ano após ano. É uma curva ascendente muito inclinada. Com a entrada do Google no mercado doméstico, é possível ainda mais subida.
enviado por: Guilherme Macedo em 18/08/2009 - 18:12 -
Fernando Henrique, o pessoal da editora abril e da edição da Info não pagou na faculdade a cadeira de Títulos de matérias, se é que existe isso. Porque o que tem de título aqui que não tem nada a ver com o conteúdo não é brincadeira. Muitas vezes o usuário vem seduzido por um título e quando vai ler o conteúdo não tem nenhuma relação, ou foi distorcido em relação à matéria.
enviado por: José Diogenes Pedro Moura da Silva em 18/08/2009 - 17:04 -
Luciano, isso é uma tendência consolidada. Inevitavelmente chegará o dia em que o marketing share do GNU/Linux estará bastante alto para que as grandes produtoras de software ignorem estes usuários. Isso fará com que haja versões de produtos famosos no mercado para as distro GNU/Linux. Isso incluirá jogos também.
enviado por: Rodrigo de Matos Silva em 18/08/2009 - 16:20 -
Acho que o titulo da matéria foi mal colocado, pois enfatizaram toda a matéria no Windows 7, e o cara disse apenas uma frase... ele comentou muito mais sobre a comunidade Linux, os produtos do Google, codigo aberto, a nova versão do Wordpress e o que vem por ai, entre outras coisas, e o titulo sugere que ele deu uma entrevista falando do 7. Deveriam reformular este titulo na minha opiniao.
http://dominioti.wordpress.com
enviado por: Fernando Henrique em 18/08/2009 - 15:08 -
Desde de quando entrei pro mundo da informatica em 1997 que ouço a história de que o Linux vai dominar. Não tenho nada contra o linux ou o windows.
Mas acho difícil que isso seja real. Será que a Corel vai fazer sofwares para Linux? ou a Adobe? Autodesk?
enviado por: luciano betim em 18/08/2009 - 11:45





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