TI
Falta de mão de obra qualificada preocupa TI
Agência Brasil Sábado, 15 de maio de 2010 - 13h32RIO DE JANEIRO - A internacionalização das empresas brasileiras de tecnologia da informação (TI) acarretará um déficit de mão de obra no país, segundo o professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp), Fernando de Souza Meirelles. Sem programas de formação e qualificação, o problema tende a se agravar.
“Não tem gente para dar conta do mercado interno. Já temos aí um apagão de mão de obra especializada só para dar conta da demanda interna. Falta muita gente treinada, capacitada no cenário atual”, disse em entrevista à Agência Brasil. De acordo com ele, o problema não é só no Brasil. Há países em situação pior.
Ele avaliou, entretanto, que o setor de TI é um dos ramos em que o Brasil pode ser muito competitivo no mundo. Embora a Índia exerça a liderança global em serviços de TI, o professor da FGV afirmou que o Brasil está procurando se tornar uma alternativa estratégica.
Portanto, a internacionalização das companhias brasileiras vai apresentar, como repercussão em termos de educação, o aumento do déficit. “O que é bom. Vamos ter mais oportunidades de emprego. Só que vai ter que treinar mais gente”, disse. Do ponto de vista macro social, salientou que o importante é que haja vagas de emprego.
Como as empresas cada vez mais vão precisar de serviços de TI no mundo, o potencial de crescimento do Brasil nessa área é gigantesco. Nesse sentido, Meirelles admitiu que a busca pela expansão dos negócios no exterior é correta. Advertiu, porém, que é preciso haver uma articulação grande entre todos os setores, a fim de que o discurso e os objetivos sejam comuns entre empresas, governo e profissionais, como ocorre na Índia.
Para o especialista da FGV, os principais gargalos do setor de TI são atualmente a capacitação e a comunicação de internet, traduzida pela falta de banda larga. Em termos de inclusão digital, o acesso a computadores deixará de ser problema no curto prazo. Fernando Meirelles estimou que em 2014 o número de computadores deverá dobrar, passando dos atuais 70 milhões para 140 milhões. O ritmo vai depender do desempenho da economia nacional, sublinhou. “Para inclusão, o equipamento não vai ser problema”.
A formação necessária para a mão de obra nacional abrange todos os níveis e categorias, “desde aprendizes até especialistas”. Meirelles acrescentou que o mercado externo é grande consumidor de serviços de TI, em especial os países desenvolvidos, que buscam mão de obra mais barata. O Brasil é referência mundial em vários setores, como o bancário, por exemplo. “É um segmento que o Brasil pode explorar lá fora. É um serviço reconhecido no mundo como de primeira linha ou avançado com relação a muitos países desenvolvidos”. Meirelles está projetando para o setor de TI em 2010 um crescimento em torno de 9%. A previsão considera a manutenção do atual cenário econômico do país.
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Concordo plenamente com o Anderson Martins: o grande problema do Brasil é o ensino de baixa qualidade DESDE O INÍCIO. Trabalho na área de TI (Justiça) e também sou estudante de análise de sistemas e vejo isso todos os dias: falta conhecimentos básicos de ciências em geral (principalmente matemática na área de cursos de TI). É necessário uma grande reformulação na educação (principalmente) pública e também privada. Exemplo: estudantes pobres deveriam passar o dia inteiro na escola, se alimentando lá. Minha mãe é professora do município e ela já está acostumada a ter alunos que passam fome em casa ou são surrados pelos pais... Desse jeito o único mercado que vai continuar a se desenvolver aqui é o futebol.
enviado por: W Costa em 18/05/2010 - 09:04 -
Quem dera estivesse sobrando vagas, a cada anúncio desses me sinto mais revoltado com o mercado de TI e da mídia especializada que sustenta esta lorota com o objetivo de forçar a redução do custo de mão de obra qualificada... Não se faz jornalismo como antigamente mesmo.
Detalhe: -Não funciona direito... Os melhores profissionais são evidentemente inteligentes, percebem a situação e montam as próprias empresas deixando as corporações na mão e, às vezes, se voltando contra elas! Kkkk...
enviado por: Henrique Castro da Silva em 17/05/2010 - 23:26 -
Vejo que o maior problema de TI se resume aos salários. Se o foco da empresa não é TI, ela não vê como investimento e que pode adquirir uma vantagem em potencial fazendo uso da tecnologia. Vê como despesa e como tal, sempre querem reduzir.
enviado por: Bruno Garcia em 17/05/2010 - 16:46 -
Infelismente aqui no Brasil ainda se prefere investir em agropecuária e matéria prima. tem que continuar com esses investimentos no setores primário mais a tecnologia de informação é um realidade que necessitamos já. Os empresários também tem que começar a valorizar seus profissionais, bolsas de estudo, cursos certificações porque os profissionais de TI são os caras de confiança da empresa, se não houver essa contra-partida vai faltar gente mesmo.
enviado por: TIAGO SOUZA MUNIZ em 17/05/2010 - 16:40 -
É bom salientar também que a educação oferecida pelo nosso governo é horrível. Minha namorada é professora e vejo que o nível da maioria dos estudantes é desprezível. São poucos aqueles que saem da escola publica com capacidade suficiente para entrar em uma faculdade e se especializar. A minha opinião é bem clara, o governo tem que reformular a educação sim e de forma bem simples: Aluno ruim não passa de ano pra atrapalhar o colega no ano seguinte, tem que reprovar sim! Por que a culpa não esta nos professores, mas sim nesse sistema falido que temos hoje, e não vai ser provinha pra aumentar salário de professor que vai resolver isso.
enviado por: Anderson Martins de Araujo em 17/05/2010 - 16:37 -
O problema não é falta de pessoal qualificado. O problema é que as empresas veem a área de TI apenas cmo um custo e não querem pagar o valor que o profissional vale.
Abrem mão da qualificação para pagar menos.
enviado por: Nildo Fernandes Silva em 17/05/2010 - 14:11 -
Empresa que não valoriza software, não valoriza quem o produz.
enviado por: André Ricardo em 15/05/2010 - 20:33 -
Ney RJ, quem não gasta com licenças inúteis de software pode investir mais em salários, sem dúvida.
enviado por: Carmelo em 15/05/2010 - 19:48 -
Acredito que atualmente o maior problema de TI seja a alta rotatividade dos funcionários. Logicamente é causado pela alta demanda do mercado atrás de pessoas capacitadas. Se investir no funcionário corre o risco de colocar azeitona na empada alheia. A solução, para elas, contrato de fidelidade, como fazem as telefônicas. Prazo estipulado, salário combinado: se sair antes, multa. Na renovação, aumento salarial e por aí vai. Por isso galera, é a vez de vocês, aproveitem, mas lembro que empresas que querem profissionais que usam open source no desenvolvimento das aplicações, gostam de economizar, principalmente no salário.
enviado por: Ney RJ em 15/05/2010 - 17:33




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