Exército usará antivírus brasileiro

Por Rafael Ferrer, de INFO Online
• Quarta-feira, 01 de fevereiro de 2012 - 09h15
Divulgação
General Antonino Santos Guerra trocou o software estrangeiro pelo nacional
São Paulo - O Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro (CCOMGEX) fechou recentemente um acordo com uma empresa de segurança brasileira para desenvolver um antivírus de uso exclusivo do exército.

O contrato de prestação de serviço prevê a instalação e o desenvolvimento de um antivírus que será usado em 60 mil computadores da corporação, além da construção de um laboratório de segurança virtual dentro das dependências do exército.

O objetivo é criar vacinas no menor período de tempo possível para evitar que malware e outros arquivos maliciosos alterem o funcionamento da rede usada pelo exército, além de incentivar o desenvolvimento de tecnologias nacionais.

A contratação da BluePex (a fabricante do antivírus) para treinar os profissionais, desenvolver o software e construir o laboratório dentro do CCOMGEX custará R$ 720 mil aos cofres do exército. O acordo entre o exército e a empresa desenvolvedora, feito por meio de licitação, está previsto para durar dois anos e inclui ainda suporte técnico personalizado.

Segurança nacional

De acordo com o general Antonino Santos Guerra, do Centro de Guerra Eletrônica, é difícil manter um contrato de prestação de serviços de segurança com empresas no exterior. "O software antivírus usado atualmente pela corporação é desenvolvido pela Panda Security e envia todos os arquivos infectados para o laboratório da empresa a fim de criar uma vacina, mas não sabemos exatamente para qual região o antivírus envia o documento infectado. Com o laboratório próprio, conseguiremos identificar o tipo de malware e, em poucas horas, criar localmente as vacinas necessárias", diz.

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    • Tecnicamente e financeiramente esta informação é muito pertubadora e leva a duas conclusões: ou a mesma está errada ou o Exército está cometendo um grande erro e precisa rever os seus conceitos de segurança da TI. Tecnicamente pela complexidade de implementação e manutenção do projeto. Apenas como exemplo, a Microsoft até hoje não consegui desenvolver uma solução para competir igualmente com as principais empresas da área, como ESET, Kaspersky, McAfee, Symantec, etc. Se tem produtos consolidados no mercado, por que desenvolver outro? Não duvido da capacidade da BluePex e de nenhuma outra empresa do Brasil, mas por que reinventar a roda? E enquanto o produto não for concluido, qual solução será adotada? Financeiramente pelos textos anteriores e qual a diferença de custo com produtos disponiveis no mercado?

      Juliano Morona • 06/02/2012 - 16:25
    • O que será mantido em sigilo é o código fonte do programa, e não a linguagem de programação, como foi dito no artigo. Também achei bem estranho esse valor de R$ 720.000 para 2 anos.

      Guilherme M. Stiebler • 01/02/2012 - 10:15
    • R$ 720 mil para desenvolver, treinar, construir laboratório e suporte técnico especializado por dois anos? R$30 mil por mes para distribuir para uma equipe inteira e ainda tirar o lucro? Valor um pouco baixo, vamos ver se será coisa boa...

      Adriano de Oliveira Colenghi Baptista • 01/02/2012 - 10:06

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