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Artigo: Yottabytes e o futuro
Dagomir Marquezi, da INFO Terça-feira, 18 de maio de 2010 - 13h55Ilustração Vectorstock |
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SÃO PAULO - A interpretação dos dados mudará tudo em nossa vida.
Um bit é a unidade básica digital: um ou zero. Um byte são 8 bits. Um quilobyte equivale a 1 000 bytes, ou meia página de texto. Mil quilobytes somam 1 megabyte, um quinto de toda a obra de William Shakespeare. Mil megabytes equivalem a 1 gigabyte, tamanho suficiente para armazenar um filme de uma hora. Com 1 000 gigabytes temos 1 terabyte, e com 15 terabytes digitalizamos toda a biblioteca do Congresso americano. Mil terabytes dão 1 petabyte, um quinto do conteúdo de todas as cartas distribuídas pelo correio dos Estados Unidos durante um ano. Mil petabytes somam 1 exabyte, que equivale a 10 bilhões de exemplares de uma única revista. Mil exabytes equivalem a 1 zettabyte, que é um pouco menos que a soma total de dados a serem produzidos pelo mundo inteiro durante este ano de 2010. Mil zettabytes equivalem a 1 yottabyte, que...
Esses cálculos foram apresentados numa edição especial da revista britânica The Economist sobre esta grande mercadoria do século 21: dados. Uma casa “normal” hoje pode receber 34 gigab0y de informação per capita a cada dia. Somente cinco por cento dessa massa0 é “estruturada”, ou seja, pode ser lida e analisada em computadores. Os outros 95 por cento surgem num caótico fluxo de sinais de TV e conversas pelo telefone. Segundo a The Economist, vai se dar muito bem quem souber “garimpar ar” 0 esses dados. Todos os dias geramos mais e mais informação como nas compras online. Além das transações em si, elas geram informações que podem ser aproveitadas ou não.
E a questão não é só comercial. Com a análise de dados, pode-se criar uma nova forma de relacionamento entre governo e cidadão. Uma prefeitura pode, por exemplo, indicar num mapa da cidade os crimes que ocorrem a cada dia. A partir dele, os habitantes podem verificar onde estão os pontos críticos que precisam de providências e os locais mais seguros.
Ou seja: sinais digitais em proporções gigantescas podem ser usados em papo-furado pelo celular, ou podem mudar o próprio conceito de administração pública. Ou de engenharia, nutricionismo, educação. E criamos um novo tipo de profissão: gente que possa traduzir graficamente, de maneira prática e clara, o que está sendo computado. O economista Herbert Simon levantou esse problema já em 1971: “Informação consome a atenção de seus receptores. Portanto, a riqueza de informação cria a pobreza de atenção”.
Está chegando o momento em que nossa saúde será medida em fluxos contínuos de informação. A solução de uma crise cardíaca poderá depender do modo como nossos dados clínicos estão sendo lidos pelos computadores. E pelo modo como nós e nossos médicos entendemos essas informações transmitidas pela internet. A leitura de dados vai passar a ser uma questão literal de vida ou morte. Nossa próxima casa poderá ser escolhida segundo o mesmo princípio. A profissão dos nossos netos também. Tudo vai depender do jeito como vamos lidar com nossos yottabytes.
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Eita povo dificil!
enviado por: Daniel Geraldo de Oliveira Memoria em 20/05/2010 - 17:18 -
@ Marcos Antonio.
Mesmo economista tem o direito de saber que estão lidando com dados simplificados.
E não estamos lendo uma revista de economia, e sim a Info. No mínimo esses dados deveriam ser adaptados.
" Odeio gente que fica reclamando de detalhes como estes e não discutem a essência do texto. "
Eu discuti tanto o erro (que considero grave) quanto a essência do texto.
Contei mais 3 pessoas que questionaram o erro. Apenas duas questionaram apenas o erro, e não o restante da matéria.
Portanto esse comentário não condiz com o que discutimos.
" Parece que tem que achar algo pra criticar pra mostrar que entende, mas nem lê o texto, ou se lê, não entende... "Maldita inclusão digital!" "
A questão é que o texto apresenta um erro. Os editores devem entender as críticas e procurar corrigir e melhorar a qualidade dos textos. E o que a inclusão digital tem a ver com isso? Acredito que ninguem que discutiu aqui seja oriundo da inclusão digital. Eu uso computador há mais de 10 anos.
enviado por: Patrik em 20/05/2010 - 11:53 -
Mauricio da Cruz Junior "A matéria foi feita pela Revista The Economist"
Em lugar algum diz que a matéria foi feita pela revista The Economist, e sim que os dados foram retirados de uma matéria dela. Seria muito grave se copiassem e não colocassem a fonte.
A Info tem responsabilidade nisso sim. Se os dados estão incoerentes, os editores da Info devem pesquisar e corrigir antes de escrever a matéria. Afinal, o público alvo da Info tem esse conhecimento, ou deveria ter, ou vai ter.
Mesmo a revista The Economist não pode cometer esse erro. Ela pode sim simplificar, mas deve deixar claro que trata-se de uma simplificação. O público alvo dela não tem a obrigação de conhecer sistema de numeração e a maioria nem quer saber, mas sempre tem alguém que interpreta os dados como verdadeiros e vai se basear neles no futuro. Para quem entende causa uma péssima impressão.
enviado por: Patrik em 20/05/2010 - 10:56 -
Caraio! Se lerem o texto vão ver que no segundo parágrafo fala "Esses cálculos foram apresentados numa edição especial da revista britânica The Economist " OU SEJA, o publico do texto original citado no primeiro paragrafo eram economistas, portanto, NÃO TÉCNICO. Odeio gente que fica reclamando de detalhes como estes e não discutem a essência do texto. Parece que tem que achar algo pra criticar pra mostrar que entende, mas nem lê o texto, ou se lê, não entende... "Maldita inclusão digital!"
enviado por: Marcos Antonio Ferreira Domingues em 19/05/2010 - 15:10 -
cada vez aparece muitos data center com poder de armazenamento incriveis...
mas como ja foi abordadado " Portanto, a riqueza de informação cria a pobreza de atenção"..
muitos dados sao armazenado, mas a pobreza deles.. exemplo na vida
praticA metereologia. Niguem esta entereçado nas correntes de ar. de onde esta vindo. qual a temperatura do oceano, so ta entereçado se vai chover ou nao na sua cidade...
oque toquerendo disser, e que as vezes armazenos muitas coisas e pouco nos intereça...
ex: no meu HD tem planilhas que nunca li simplesmente ta la pooque tenho espaço.
enviado por: lucas ribeiro lima em 19/05/2010 - 11:20 -
Pessoal vamos ler antes de criticar.A matéria foi feita pela Revista The Economist e não pela INFO.Os leitores desta revista não são obrigados a saberem se a unidade de potência é 2 ou não.Provalmente como disse o Marcos Antonio Ferreira Domingues foi apenas para facilitar a explanação.Vamos prestar mais atenção!
enviado por: Mauricio Constâncio da Cruz Junior em 19/05/2010 - 10:25 -
Marcos Antonio Ferreira Domingues se vc quer discutir publico alvo, entao vai... quem se interessa em ler as matérias da info no minimo se interessa por computadores e tecnologias e terá maturidade suficiente pra entender q no mundo binario é base 2.
E se nao é nada dificil entender isso, só flar pra minha tia de 60 anos que cada unidade muda de 1024 em 1024. Se a minha vó de 90 anos entende... a minha tia tbm vai entender.
enviado por: Leon Cesar Martins Toledo em 19/05/2010 - 09:47 -
"Uma prefeitura pode, por exemplo, indicar num mapa da cidade os crimes que ocorrem a cada dia."
John Snow em 1854 já fazia isso... http://en.wikipedia.org/wiki/John_Snow_(physician)
enviado por: Raphael de Freitas Saldanha em 19/05/2010 - 09:01 -
E a questão dos dados desperdiçados isso é perfeitamente natural. No começo da informática os dados representavam coisas primordiais.
Antes tínhamos apenas arquivos texto, planilhas, programas sem interface gráfica, até porque não existia hardware que permitia muito além disso em formato digital. Um disquete tem 1,4MB (os mais antigos tinham 300kB).
Um CD cabe 650 a 700MB. Hoje temos HDs com mais de 1TB. A internet que antes sofria para passar dos 5kbps hoje qualquer pessoa pode ter mais de 200kbps. O poder de processamento aumentou muito.
Então nada mais natural que substituir antigos métodos de gravação e transmissão de informação por meios digitais. Antes tínhamos um disco de vinil de um cantores ruins, hoje temos as músicas ruins trafegando por banda larga.
Antes falávamos besteiras pessoalmente, hoje falamos por comunicadores instantâneos.
enviado por: Patrik em 19/05/2010 - 08:21 -
"Mil quilobytes somam 1 megabyte, um quinto de toda a obra de William Shakespeare."
@Rodrigo Viana: Deve ser uma simples estimativa, levando em conta que cada caracter corresponde a 1 byte (arquivo de texto, txt). Em 1 MB 1 milhão de bytes (opa, 1.048.576bytes). 5 vezes isso talvez corresponda a toda a obra de Shakespeare.
Claro que se colocar uma simples figura já aumenta muito.
enviado por: Patrik em 19/05/2010 - 08:17 -
Realmente essa matéria foi muito ruim, a começar pelo erro primário. Se está fazendo uma simplificação, isso deveria ficar claro. Da forma como foi apresentado está errado mesmo.
enviado por: Patrik em 18/05/2010 - 18:29 -
sinceramente, que matéria mal escrita e chutada. além de errada tecnicamente: 1Kb não equivale a mil bytes, nem 1 mega a 1000 Kb etc. E quem sabe quantos Kb tem a obra de Shakespeare? alguém contou?
e o que quer dizer esta expressão: sinais digitais em "proporções gigantescas" podem ser usados em papo-furado pelo celular?
meu amigo: a telefonia móvel é uma tecnologia baseada em sinais eltromagnéticos, isto é sinais analógicos.
esse blablabla só prá dizer o óbvio, isto é que estamos recebendo mais informação que conseguimos processar.
www.fronteiravirtual.wordpress.com
enviado por: Rodrigo Viana em 18/05/2010 - 17:35 -
Realmente, como o Leon falou, a unidade é potência de 2, e não potência de 10. Logo, 1024 para aumentar uma grandeza é regra. A não ser que estejam falando de Kibibytes (KiB), Mebibytes (MiB), Gibibytes (GiB), etc..., que são os padrões binary bytes, criados pela IEC em 2000 para não confundir com o Sistema Internacional de medidas. Agora quanto ao Marcos Antonio que falou de "ambiente não técnico", não creio que seja o caso da área de TI da Info Plantão.
enviado por: Eduardo Fávero Pacheco da Luz em 18/05/2010 - 15:57 -
quando abri a matéria achei que tinha algo com star wars... mas depois vi que não eram YODAbytes... e sim Yottabytes... hehehe
enviado por: Marcos Antonio Ferreira Domingues em 18/05/2010 - 15:20 -
sim, explica pra tua tia de 60 anos que é 1024... cada um neh... é só pra facilitar a explanação em ambiente não técnico, comparando com grandezas do dia a dia como m e Km.
enviado por: Marcos Antonio Ferreira Domingues em 18/05/2010 - 15:17 -
Até aonde eu sei a base ae num é 10 ein.. seria 1024bytes=1kbyte e 1024kbytes=1MB e 1024MB=1GB e 1024GB=1TB e assim por diante...
enviado por: Leon Cesar Martins Toledo em 18/05/2010 - 14:45 -
/medo
enviado por: Marcelo Machado Araújo em 18/05/2010 - 14:14





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