
São Paulo - Uma operação de emergência teve que ser montada para retirar o lixo no arquipélago de Fernando de Noronha (PE) e levar para o Porto de Suape. O acúmulo de resíduos está relacionado à falta de um aterro sanitário na região.
Todo o lixo produzido no local e não tratado é levado para o continente. O processo acontece há muito tempo. Porém, nos últimos três anos, a transferência tem sido menor do que a quantidade produzida por turistas e moradores do arquipélago.
O resultado desta enorme quantidade de resíduos é uma pilha de lixo a céu aberto, que contrasta com a bela paisagem de Fernando de Noronha. Por isso, foi montada uma operação de emergência para retirar esse acúmulo.
Apesar de o arquipélago ter uma usina de compostagem e tratamento, as sete toneladas diárias de resíduos produzidas pelos turistas e moradores são superiores à capacidade da pequena usina. Somente um barco pequeno fazia a retirada mensal dos resíduos e sempre sobrava lixo na ilha.
A operação de emergência custará ao governo do Estado 2,2 milhões reais. As toneladas de lixo já começaram a ser descarregadas no Porto de Suape, no litoral Sul de Pernambuco. O processo deve durar três dias.
A partir de fevereiro, dois barcos farão o transporte dos resíduos mensalmente por 90 mil reais. No entanto, a solução definitiva deverá vir de uma empresa transportadora, cujo procedimento já está em análise pelo Tribunal de Contas de Pernambuco.
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