4 mil mercados de São Paulo não vão mais distribuir sacolas plásticas São Paulo – Cerca de 4 mil mercados da capital São Paulo param, a partir de hoje, de distribuir sacolas plásticas para o carregamento das compras.
Com a iniciativa, esses mercados aderem a um acordo entre o governo paulista e a Apas, uma associação que representa os supermercados de São Paulo. Nele, os estabelecimentos banem as sacolas plásticas para contribuir com o meio ambiente.
Os sacos plásticos oferecidos pelos mercados, além de serem feitos de um produto que demora dezenas de anos para se desfazer, chega às praias e é responsável pela morte de vários animais marinhos. As tartarugas, por exemplo, comem as sacolas e acabam morrendo.
O fim das sacolinhas, por ora, não é obrigatório. Contudo, a iniciativa dos supermercados deve tirar de circulação cerca de 2 bilhões de sacolas. O dado é da Apas. Mas o número poderia ser bem maior caso uma lei municipal de São Paulo (que proibia a distribuição da sacola nos estabelecimentos comerciais) estivesse valendo.
Mudança de comportamento – Muitos dos mercados que aderirem ao acordo devem oferecer aos clientes sacolas biodegradáveis. Elas, no entanto, serão cobradas em alguns deles – devem custar, em média, R$ 0,20.
Por conta disso, a iniciativa deve criar um novo hábito nos consumidores: o de levar para as compras a própria sacola ou caixa. Segundo dados da Apas, a população de São Paulo deve seguir o exemplo de Jundiaí, no interior de São Paulo. Lá, as sacolas não são mais distribuídas desde 2009 e a iniciativa contou com amplo apoio dos moradores da cidade.
De acordo com números de uma pesquisa do Ibope, feita em setembro de 2011, 73% da população de Jundiaí não quer que os mercados voltem com as sacolas de plástico nos caixas dos supermercados.
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