Tecnologias verdes
Medalhas Olímpicas 2010 terão e-waste
Paula Rothman, de INFO Online Sábado, 17 de outubro de 2009 - 14h21Vancouver 2010 |
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Medalhas onduladas de Vancouver 2010 serão feitas de e-waste |
SÃO PAULO - Nas Olimpíadas e Paraolimpíada de Inverno Vancouver 2010, os atletas que subirem ao pódio carregarão no pescoço circuitos eletrônicos.
Não se trata de nenhuma mudança na premiação olímpica, mas de um toque de reciclagem dado à fabricação das medalhas de ouro, prata e bronze.
Isso porque a empresa canadense Teck, fornecedora dos metais utilizados na confecção das medalhas, possui um sistema para recuperar metais provenientes de aparelhos como TVs, computadores e teclados.
Serão as primeiras medalhas da história a conter metais de circuitos de aparelhos eletrônicos usados – o chamado e-waste. O processo adotado envolve a recuperação de tubos de raios catódicos, partes de computadores e circuitos por meio da fundição. Após o desmanche, as peças são separadas e aquecidas para a obtenção dos metais.
Os usados na medalhas foram processados na Bélgica e devem ser combinados a metais de outras fontes, como a mineração, para a confecção dos objetos.
No total, serão 2,05 kg de ouro, 1950 kg de prata e 903 kg de cobre utilizados (as medalhas de ouro olímpicas são compostas por 92,5% de prata, daí a diferença na quantidade dos materiais). A porcentagem de metais de lixo eletrônico nas medalhas será 1,52% nas de ouro, 0,122% nas de prata e 1,11% nas de bronze (cobre).
Apesar de a porcentagem de metais reciclados utilizada ser ainda pequena, a técnica permite a redução da quantidade de lixo destinado a aterros.
A Royal Canadian Mint, responsável pela confecção, irá produzir 615 medalhas olímpicas e 399 paraolímpicas para os Jogos de Inverno. Elas estarão entre as peças mais pesadas da história, pesando entre 500 e 576 gramas.
As suas formas foram inspiradas em ondas do oceano, neve e na paisagem montanhosa do Canadá, e foram baseadas em duas grandes obras de arte de uma orca (para as Olimpíadas) e um corvo (Paraolimpíadas), feitas pela designer canadense Corrine Hunt.
O arquiteto e designer Omer Arbel, de Vancouver, estudou os materiais para criar o padrão ondulado, em um processo de fabricação de 30 etapas.
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Hum... e o troféu do GP Brasil de F1, que foi feito com o lixo reciclado recolhido durante a própria corrida? Foi o que disseram na TV pelo menos... acho interessante não ter nenhuma menção a isso aqui ou em qualuer outra reportagem.
Acho essa idéia uma boa, e fiquei na dúvida, Laércio: se boa parte dos materiais vem dessa cidade, não significa que essa cidade terá parte desse lixão recolhido e reaproveitado?
enviado por: João Aloysio da Costa Schneider em 19/10/2009 - 11:35 -
Olhando as medalhas e a materia ate parece que foi um feito memoravel, porem, se os fatos reais forem analisados, talvez fosse melhor que as medalhas tivessem sidos confeccionados pelo metodo tradicional. Esta se perguntando pq? Boa parte destes metais vem da cidade chinesa Guiyu, considerada o e-LIXAO do mundo. Extremamente poluida, e seus moradores tem o maior indice de cancer do mundo.
Quer saber mais, visite o site da revista TIME, veja as fotos e a materia.
http://www.time.com/time/photogallery/0,29307,1870162_1822148,00.htm l
Caso nao consiga abrir o link, va no google e pesquise
"china city Guiyu waste"
O primeiro link deve ser o da revista time com o titulo
"China's Electronic Waste Village - Photo Essays - TIME"
Como dizia um prof meu, o mais importante de uma noticia é aquilo que nao esta escrito.
[]s
enviado por: Laercio Azevedo em 17/10/2009 - 16:13





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