
São Paulo - O Governo da Itália confirmou nesta quarta-feira (18) que existe um alto risco de um desastre ambiental de grandes proporções na região da ilha de Giglio (Toscana). O problema é consequência do naufrágio do transatlântico Costa Concordia após se chocar em uma rocha.
O ministro do Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini, disse que o dano ambiental já ocorreu no fundo do mar da ilha por causa de um pequeno vazamento de óleo do navio. No entanto, existe o risco de um possível vazamento de grandes proporções de combustível que pode se disperar ao longo da costa do Tirreno.
O combustível usado no Costa Concordia é extremamente denso. O seu vazamento pode ser danoso ao ecossistema, pois pode se sedimentar no fundo do mar. As condições ambientais dependerão das correntes martítimas, as quais podem ameaçar não só a ilha, como também o arquipélago e a costa. A ilha de Giglio faz parte de um parque natural marinho, considerado um dos mais importantes ecossistemas do Mediterrâneo.
O Governo italiano deve declarar estado de emergência da área onde naufragou o Costa Concordia por causa dos possíveis vazamentos de combustível, além de outros materiais poluentes. O estado de emergência ajuda a liberar fundos extras para ajudar a evitar vazamentos.
A expectativa é que o procedimento de retirada do combustível comece entre quinta e sexta-feira. Serão necessárias de duas a quatro semanas para retirar as 2,3 toneladas de combustível no interior do cruzeiro. O Costa Concordia encalhou e adernou com 4,2 mil passageiros a bordo. Até o momento, já são 11 mortos no naufrágio e 22 desaparecidos.
Seja o primeiro a comentar!
Para comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.
Os comentários da INFO são moderados. Ofensas, spam, publicidade não são permitidos neste espaço. Para mais detalhes, leia nosso termo de uso.