Tecnologias verdes
Chips para salvar a Amazônia
INFO Online Sexta-feira, 26 de março de 2010 - 09h41Manoel Marques |
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SÃO PAULO - Aviões não tripulados, robôs e até os supercomputadores do Google são as novas munições para combater o desmatamento na Amazônia
Vista do alto, a paisagem de muitos pontos da Amazônia é chocante. Em vez do tapete verde formado pelas árvores, avistam-se clareiras de terra remexida por tratores e arrasada por motosserras, além de diversos focos de queimadas. Em solo, a vista de quem percorre uma das muitas estradas clandestinas revela espaços ocupados pela expansão agrícola e pecuária, atualmente o principal problema da Amazônia. Além de reduzir as emissões de gás carbônico, o governo brasileiro precisa conter o avanço do desmatamento ilegal. Esse combate tem nos céus um grande aliado. Lá está uma das principais armas para conter as emissões. É o satélite CBERS-2, que registra, a cada dois dias, alterações na densidade da floresta amazônica a uma altitude de pelo menos 778 quilômetros da superfície terrestre. Ele é um dos bons exemplos nacionais de tecnologia adotada contra o desmatamento.
As informações captadas pelo satélite são enviadas aos computadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Cada pixel das imagens equivale a 250 metros quadrados de floresta. O equipamento faz parte do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que desde 2004 alerta os órgãos de fiscalização sobre novos focos de desmatamento. Há 20 anos, os 4,1 milhões de quilômetros da Amazônia que ficam no Brasil são vigiados do espaço pelo INPE. Há quase um ano, o monitoramento foi estendido ao Cerrado e à Mata Atlântica.
A expectativa é de que nos próximos anos mais sistemas de alta tecnologia integrem as rotinas de combate à derrubada de árvores. A redução do desmatamento é o centro de uma série de ações do Governo Federal para diminuir as emissões de gás carbônico no país. Em um estudo apresentado na Conferência do Clima (COP-15), em Copenhague, o INPE estimou que em 2020 a contenção do desmatamento da Amazônia faça o nível de emissões de gás carbônico cair em 560 milhões de toneladas. A estimativa é de que em 2020 o país emita 1,7 bilhão de toneladas de CO2 — 1 bilhão a menos do que emitiria sem as ações de contenção.
O INPE já deu o primeiro passo para isso. Até 2012, pelo menos dois novos satélites prestarão serviço para o sistema Deter. O Amazônia-1 e o CBERS-3 serão capazes de enviar imagens com resolução de 40 e 60 metros, respectivamente. A promessa é de que os dados tenham uma precisão cinco vezes maior que a atual. É com base nos dados de satélite analisados pelo INPE que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) faz a fiscalização da Amazônia.
As formações de nuvens registradas nos meses de chuvas são agora um problema superado para identificar os indícios de desmatamento. Um acordo assinado no ano passado com a Agência Espacial Japonesa permite que o Ibama receba imagens diretamente do satélite Alos durante o período de chuvas. Ele usa radares para mapear a Terra. “Os sensores ópticos, utilizados pelo INPE até agora, funcionam como máquinas fotográficas. Eles precisam da luz do sol para fotografar o planeta”, diz George Porto Ferreira, coordenador-geral de zoneamento e monitoramento ambiental do Ibama.
Por enquanto, os dados recebidos são analisados pelo próprio Ibama e combinados às informações que chegam do INPE. Mas o INPE também tem interesse em usar os dados do satélite japonês. “Estamos em fase de testes. Com esse sistema será possível fazer a cobertura completa da região e enviar dados para o Ibama com uma frequência maior”, afirma Dalton Valeriano, coordenador do Programa Amazonas do INPE.
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O governo só quer saber de petróleo, o greenpeace também ajuda bastante, mas infelizmente pelas noticias não é o bastante. Agora o GOOGLE nessa me surpreende, cadê "$microsoft$ contra o desmatamento"; só vejo noticias tipo o windows é mais caro no brasil, o bing do brasil ainda esta em versão beta, o office 2010 não tem versão ptbr e etc. O GOOGLE disponibiliza até uma biblioteca virtual nas Américas com suporte a DOC grátis, na África, ou seja, sem distinção de raça, cor ou credo.
enviado por: Fabricio em 26/03/2010 - 10:43





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