Tecnologias verdes
Brasil discutirá patentes de energia limpa
Mariana Amaro, de INFO Online Quinta-feira, 23 de julho de 2009 - 19h51SÃO PAULO – Em dezembro acontecerá a Conferência de Copenhaguen, para discutir as mudanças climáticas. Lá, o Brasil pretende tocar em um assunto delicado: as patentes.
A Organização das Nações Unidas escolheu a Dinamarca para sediar uma conferência cujo objetivo é fechar um novo acordo para conter as mudanças climáticas, depois dos fracassos do Protocolo de Kyoto e da reunião do G8, o grupo de países mais industrializados e a Rússia, que aconteceu em L’Aquila, na Itália, há duas semanas.
O Brasil terá um papel importante na conferência e deve apresentar, como principal iniciativa, o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que estabelece para o país a meta de redução em 70% do desmatamento na Amazônia até 2017.
Deve ser abordado ainda um ponto delicado, o compartilhamento das tecnologias verdes, que poderá sofrer grande oposição dos países desenvolvidos. A discórdia acontece porque os países ricos preferem “transferir” tecnologia, ou seja, vendê-la.
O Brasil defende que, em situações extremas, certas tecnologias úteis para determinados problemas poderiam ser transferidas sem custos. O mesmo princípio já foi adotado na área da saúde. Em caso de pandemia e outras emergências de saúde pública, patentes podem ser quebradas sem risco de sanções.
As patentes de remédios que controlam o vírus HIV, por exemplo, foram quebradas pelo Brasil. O mesmo, espera-se, acontecerá com tecnologias limpas desenvolvidas por países ricos que podem ajudar os pobres a alcançar a sustentabilidade.
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Nada haver xará. A iniciativa do governo brasileiro com isso vai mais além do que só a questão financeira; é um exemplo de que questões que dizem respeito ao mundo sejam compartilhadas, ao invés de serem cobradas, o que pode dificultar para países pobres o acesso a estes recursos. Acho que determinados tipos de questões que envolvem o mundo deveriam receber um tratamento diferenciado, sim. É como se o Brasil dissesse: "Todos nós somos atingidos por isso, a poluição prejudica toda a humanidade, eu aqui no Goiás e o fulano lá de Amsterdã, então vamos compartilhar a tecnologia ao invés de vendê-la que beneficia todo mundo". É diferente de piratear. Piratear é você copiar uma coisa que não tem o direito de o fazer. Se o Brasil for ouvido, a coisa poderá ser usada por todos, logo, não haverá pirataria.
enviado por: Rodrigo de Matos Silva em 24/07/2009 - 21:52 -
Em vez de pagar caro pelo produto original, você copia sem pagar os direitos autorais. Como isso se chama? PIRATARIA. Que hipocrisia, varias associções mutilando os usuários e comunidades que copiam filmes e mp3 enquanto nosso governo pensa em piratear tecnologia de ponta numa boa. Não estou querendo dizer que não devemos fazer, acho justo se for para o bem maior, agora dando esse tipo de exemplo depois não venha pra cima de mim porque eu copio MP3.
enviado por: Rodrigo em 24/07/2009 - 09:43




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