Tecnologias verdes
Artigo: Vai um carro verde aí?
Sandra Carvalho, da EXAME.com Quarta-feira, 08 de dezembro de 2010 - 09h39Divulgação |
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Está fácil ajudar o planeta. Basta tirar R$ 134 mil do banco.
Estandes de carros em salões de automóvel são idênticos a desfiles de alta-costura, de certa maneira: os modelos que mais dão o que falar são os que praticamente ninguém compra. Este ano, no Salão do Automóvel de São Paulo, os astros mais comentados são os carros verdes. Chegou para nós, brasileiros, a chance de rodar por aí sem agredir o meio ambiente? Não segure a respiração.
Este ano, nós devemos comprar 3,5 milhões de carros novos de todos os tipos no País. É um número pra lá de respeitável, que faz do Brasil o quarto maior consumidor de automóveis do mundo. Mas nem com muito fervor ecológico dá para achar que os carros verdes, híbridos ou elétricos, têm algo a ver com isso.
O apelo dos carros híbridos é fácil de captar — são carros que combinam dois motores, um elétrico e outro a combustão, para economizar combustível e jogar menos poluentes no meio ambiente. A atração dos carros elétricos também é forte, a despeito dos seus desafios logísticos, já que vários modelos não garantem muito mais do que uma ida autônoma à padaria do bairro vizinho. Mas quem, hoje em dia, pode esnobar a possibidade de poupar o planeta?
Nós, brasileiros, temos até uma história bonita para contar nesse capítulo de combate à poluição, com o etanol e os nossos carros flex. O mercado já pune carros que não são flex com um preço pífio na hora da revenda. Levar biocombustível no tanque se tornou uma vantagem econômica óbvia.
Mas carros verdes? O mais acessível está sendo lançado agora no País, por 134 000 reais, nas concessionárias da Ford. É um carrão, sem dúvida: o Fusion Hybrid, feito no México, com motor 2.5 e bateria de níquel-metal capaz de se recarregar com a ajuda do próprio uso do freio do automóvel. Nos cálculos da montadora, a quantidade de combustível consumido é 30% menor que a de um carrinho 1.0, em média. Nada mau para o planeta. Já para o bolso, não haveria alternativa mais low end? Algo que, em vez de cinco Ford Ka, custasse, digamos, apenas dois ou três?
O primeiro carro híbrido a desembarcar no Brasil foi outro carrão: o sedã Mercedes-Benz S400, com motor 3.5 capaz de fazer 250 quilômetros por hora, movido a bateria de íon de lítio recarregável com a movimentação do carro. Ele estreou por 430 000 reais. Emite 21% poluentes a menos que o S400 convencional. No mundo do luxo, é difícil achar algum outro veículo mais convictamente limpo que ele. A meta da Mercedes-Benz é vender entre 70 e 80 S400 este ano no País.
No Salão do Automóvel há vários outros modelos verdes expostos, com promessas vagas de estreia ou com data marcada para o ano que vem. A lista das marcas vai longe. Até onde se sabe, nenhum lançamento que chegue perto do Fit híbrido que a Honda está colocando nas lojas no Japão por cerca de 34 000 reais — um carro verde para pessoas comuns, com preço sensato para adoção em massa, capaz de fazer diferença para a saúde do planeta.
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Alex da Silva • 08/12/2010 - 17:04
É por isso que o mundo vai continuar com aquecimento global, pois eles metem a faca pra de fato desmotivar as boas ideias.
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Drigotav Tav • 08/12/2010 - 13:40
Ajudar o planeta ou o dono da fábrica?





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