´Abri mão do dinheiro há 9 anos´

Por Paula Rothman, de INFO Online
• quarta, 25 de novembro de 2009
Daniel Suelo/ Facebook
Daniel Suelo: acredita que, para o bem do planeta e do homem, deveríamos abrir mão do dinheiro

SÃO PAULO - Daniel Suelo não recebe salário, não tem casa ou carro. Para comer, ele depende das sobras de restaurantes ou do que amigos e conhecidos não vão mais usar.

Seu lar é uma caverna em Moab, no estado americano de Utah, e ele não possui itens básicos de higiene pessoal, não tem um banheiro muito menos uma TV, um fogão ou uma geladeira.

Mas ele, ao contrário de milhões de pessoas em todo o mundo que sobrevivem em condições similares, escolheu viver assim: Daniel Suelo, 48 anos, abriu mão do dinheiro há quase uma década e, garante, é muito mais feliz assim.

É preciso deixar claro que Daniel não é louco, fanático religioso muito menos um ativista ambiental fervoroso. “Eu posso tocar em dinheiro, o problema não é a nota em si”, ri ele, respondendo, aparentemente pela milésima vez. Mas sua escolha, mesmo que ele não diga diretamente, tem um pouco das três opções acima.

Entre citações de apóstolos, líderes políticos e filósofos, os textos em seu site Zero Money parecem bem mais fervorosos do que ele realmente é. Em seu discurso, Daniel não soa como alguém tentando converter as pessoas – e sim um homem que decidiu fazer o que acredita.

Nascido em Denver com o nome de Daniel Shallabarger, ele é formado em antropologia pela Universidade do Colorado, em Boulder. Filho de uma dona de casa e um funcionário da indústria automobilística (seu pai trabalhou na Volkswagen e na Chevrolet antes de se tornar pastor de Igreja), Daniel é o caçula de um casal de irmãos.

Sua história começa a ganhar notoriedade agora, depois que diversos veículos se mostraram interessados em contar como vive o homem que, desde o ano 2000, não possui conta bancária – ou sequer realiza transações monetárias. Em 2011 será publicada uma biografia autorizada, redigida por outra pessoa, já que Suelo não aceitou que a editora o pagasse pelo trabalho de narrar sua trajetória.

A vida de Daniel é marcada por viagens e mudanças. O apelido foi dado na época em que sentava em árvores para impedir que fossem cortadas pela indústria madeireira (fato que o levou a ser detido por algumas horas).

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