
SEUL/HELSINQUE - A Samsung, maior fabricante de smartphones do mundo, planeja fundir o bada, seu sistema operacional para celulares, com a plataforma de código aberto Tizen como forma de buscar alternativas à plataforma Android, do Google, em seus aparelhos.
A nova plataforma precisará ir além das tentativas da Nokia e da Palm, que no ano passado amargaram maus resultados como desenvolvedores e fabricantes de aparelhos, à medida que Google e Apple consolidaram ainda mais o mercado.
Um porta-voz da Samsung disse que a empresa está trabalhando na fusão do bada e do Tizen, confirmando comentários do vice-presidente Kang Tae-jin em entrevista com a revista Forbes na semana passada.
"Com uma liderança forte de uma fabricante de grande-porte como a Samsung, acredito que o sistema operacional pode ter uma chance, já que a maioria das empresas que usam o Android está procurando uma alternativa à dependência do Google", disse Francisco Jeronimo, analista da empresa de análises IDC.
O apoio de muitas fabricantes de aparelhos móveis fez com que o Android acabasse dominando mais de 50 por cento do mercado, fatia que diminuiu após a Google revelar sua oferta de 12,5 bilhões de dólares pela fabricante de telefones Motorola Mobility no ano passado.
A Samsung, que se tornou a maior fabricante de smartphones em função do aumento da demanda por modelos que utilizam o sistema Android no terceiro trimestre, aliou-se à Intel no ano passado para dar força a seu investimento em softwares para celulares.
Em setembro, dois grupos do software Linux, um apoiado pela Samsung e outro pela Intel, concordaram em desenvolver conjuntamente o Tizen, um novo sistema operacional para smartphones, tablets e outros dispositivos, ao fundirem as plataformas LiMo e Meego com a finalidade de ganhar participação de mercado e apoio do consumidor.
O Tizen, que pode ser utilizado em smartphones, tablets e notebooks, ainda está em desenvolvimento, e seu antecessor MeeGo ainda é utilizado em alguns dispositivos, incluindo o smartphone N9 da Nokia.
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