Tecnologia pessoal
Salvem as palavras
Dagomir Marquezi Terça-feira, 12 de janeiro de 2010 - 07h51Alexandre Battibugli |
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SÃO PAULO - É hora de digitalizar a papelada antes que ela se deteriore.
Há pelo menos cinco anos repito a mesma coisa: se a música e a imagem se tornaram digitais, ler digitalmente seria uma questão de tempo. O tempo de desenvolver um leitor portátil com estratégia comercial convincente. Há seis meses, digitalizar profissionalmente livros, jornais e revistas era encarado com ar de espanto e uma expressão de “sobre o que você está falando?”. De repente ficou chique carregar um Kindle e um iPhone. Na verdade, foi uma longa luta. E teremos mais luta para implantar a cultura da leitura digital. Agora as pessoas sabem do que eu falava.
É hora de lançar a campanha: CHEGA DE PAPEL! Não peço o fechamento das gráficas, mas um esforço para diminuir o volume de papel e preservar o que foi escrito. A Amazon deu um grande passo com o Kindle. Espero pela concorrência.
Como escritor e roteirista de 56 anos, passei a maior parte da carreira escrevendo em papel. Por degeneração, perda e bolor, perdi muito do que escrevi em 35 anos. Mesmo assim, carrego parte da obra em livros, recortes de jornais, roteiros para cinema e TV, cartas, documentos. Quero digitalizar o máximo da papelada, que ocupa espaço, se deteriora e é difícil de modificar e compartilhar.
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Também sou advogado e trabalho com a tecnologia voltada a digitalização de documentos em papel a 19 anos. Esta tecnologia denominada no Brasil GED ainda está em sua fase embrionária. Algumas pessoas e ou empresas tem acesso a ela e, a utilizam muito bem. Outra sequer sabem de sua existência. A reportagem descreve os passos para esta transformação do documento em papel para um arquivo digital. As vantagem são inúmeras, além da principal já descrita que é a não deterioração da informação. Um dos comentários acima toca em um assunto muito importante que, em suma, trata da impossibilidade de abertura de um arquivo no futuro em razão de mudanças na tecnologia.
Em produtos profissinais este temor não deve exister pois sempre haverá uma forma de recuperação destas informações. Os produtos a que me refiro, prefiro não citar nomes, disponibilizam "viewers" visualizadores, que são armazenados em midias opticas junto com as imagens dos documentos. Desta forma sempre poderão ser recuperados, desde que, o usuário se atente ao fato que também os leitores de midia opticas podem sofrer atualizações mas, neste caso, normalmente os novos produtos conservam a característica de ao menos lerem os formatos antigos.
Nós deveríamos estar usando esta tecnologia há muito tempo mas, a falta de leis que validem a informação digitalizada é o grande problema a ser vencido. Poucas são as situações em que um documento digitalizado tem valor jurídico. É uma pena.
Fechando, parabéns pela iniciativa do artigo e também a todos os comentários precedentes.
enviado por: Rogerio Picilli em 14/01/2010 - 10:34 -
A coisa não é bem assim não. As mídias mudam muito a tecnologia também o que vc armazena hoje pode não ser lido amanha devido alteração na mídia nos leitores e etc....
Um formato de vídeo que é reproduzido hoje pode nao ser mais reproduzido daqui a 5 anos e etc....
Alguém lembra das fitas Betamax ? pois é praticamente ninguém lembra dessa tecnologia a não ser que vc tenha tido um desses equipamentos na década de 80 alias procuro um para comprar pois tenho muito filme em Betamax e gostaria de ver.
Digitalizar sim mas papel ainda é a melhor forma de armazenar dados. A sim aquela fota da tia candinha que foi feita na década de 20 heheh e ainda esta em bom estado.
Alguns anos o formato de imagem era BMP hoje existe pelo ao menos uns 20 formatos diferentes que pode sumir no decorrer do tempo e vc claro para não perder sues dados terá que migrar tudo.
Possivelmente falei um monte de asneira com um monte de erros de português mas ta valendo hehehhe
enviado por: Antonio Andrade em 13/01/2010 - 14:40 -
Apoiado (2). Sempre achei isso. Se o texto é digital, você faz uma indexação, modifica, transfere daqui pro Japão, etc. muito mais rápido.
Mas não adianta nada se mantiverem o hábito de cada um imprimir o seu texto pra ler em casa.
enviado por: Elton Gomes Rosa em 12/01/2010 - 14:20 -
Sou fotógrafo amador e uso scanner para digitalizar fotos antigas. Às vezes, escaneio algum texto também. Uso um multifuncional da Epson e não gasto estes 10 passos mencionados, apenas 6: 1 abrir o programa de escaneamento, 2 esperar o scanner esquentar, 3 acertar os parâmetros de escaneamento, 4 esperar a página ser digitalizada, 5 reconhecer caracteres e exportar automaticamente para o Word, 6 corrigir o texto com cuidado porque uma frase como “Bom dia, senhor Oliveira” pode ser lida como “b0nn cia; sen1nh0r 01iveiwk”, mas isso é raro (diria que tem uma fidelidade de 95%). Se houver mais de uma página, basta repetir os passos 3 e 4 para cada página, todos os demais são feitos uma vez só. Em suma, não é simples, mas é bem menos complicado que o descrito.
enviado por: Senhor Serviços Integrados Ltda em 12/01/2010 - 14:16 -
Sou advogado e, como tal, uso scanners profissionalmente desde o final da década de 80.
Em relação à facilidade de uso, o campeão dos meus scanners foi de 1990, o HP modelo 4S, P/B, 400 dpi, cut sheet feeder, custou apenas US$50. Era um pequeno rolo sem botões, bastava colocar o papel, ele automaticamente puxava e abria o programa de edição de imagem que vinha junto (Paperport 3.0 da Visioneer) para exibir a imagem digitalizada.
O OCR embutido era fraco, por isso usava o Wordscan, melhor que Omnipage da Caere, TextBridge da Xerox e outros.
Descobri depois que a HP era apenas cessionária do produto, que saiu de linha pouco depois, junto com os modelos Flatbed P/B, que eu também usava.
Um ano depois, as patentes foram negociadas com as ações da companhia Taiwanesa na bolsa de NY.
Foi aí que começo a concentração desse mercado.
A Caere comprou e tirou do mercado o Wordscan na excelente versão 3.0 e incorporou suas idéias e seu engine de OCR à versão 5 do Omnipage, e seguiu comprando outros softwares relacionados, por exemplo reconhecimento de voz (Dragon Naturally Speaking), leitura de textos (RealSpeak), inclusive a própria Visioneer e seu Paperport, que havia passado a fabricar seus próprios scanners cut-sheet feeder.
Uma nova companhia foi criada para juntar isso tudo: Nuance.
A Nuance detém todas as patentes: Scanners, Paperport, Omnipage, Dragon etc, foi quando a IBM vendeu o Via Voice, então na versão 9, primeira a trazer a língua portuguesa.
Embora procure bastante, nunca ouvi ninguém falar dessa história.
enviado por: Roberto H Barchilon em 12/01/2010 - 11:08 -
Se daqui alguns anos tudo for digitalizado não faz sentido ter um scanner "potente", pois não terá mais uso.
enviado por: Joao Paulo em 12/01/2010 - 10:23 -
Sou muito mais ler um livro a moda "antiga".
enviado por: Rodrigo de Matos Silva em 12/01/2010 - 09:25 -
Apoiado
enviado por: Jefer em 12/01/2010 - 08:06





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