Tecnologia pessoal
Para escritores, digital não eliminará papel
AGÊNCIA BRASIL Segunda-feira, 09 de agosto de 2010 - 17h04PARATY - Coexistência é a expressão mais utilizada pelos autores que participam da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no Rio, sobre o futuro do livro em papel e plataformas digitais.
O inglês Peter Burke, autor de mais de 30 livros - entre eles A Fabricação do Rei, Uma História Social do Conhecimento e, em parceria com sua mulher (Maria Lúcia Pallares-Burke), a obra Repensando os Trópicos: Um Retrato Intelectual de Gilberto Freyre -, acredita que o livro de papel ainda resiste por mais 30 anos, mas, em longo prazo, pode desaparecer como gênero literário.
"Como tantas inovações, isso tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é a acessibilidade e o lado ruim é a imaginação de crianças crescendo com a internet e lendo mais na tela que nos livros de papel. Eles vão ler de outro modo, diferente da minha geração. Para eles é fácil ler rapidamente para achar informações, mas lendo tudo na tela é muito difícil se entregar completamente à literatura. Para ler jornais, tudo bem. Para ler livros pequenos não há grande problema. Mas, não consigo ver alguém lendo na internet um livro como Guerra e Paz", afirmou Burke.
O autor cearense Ronaldo Correia de Brito, que tem suas obras caracterizadas pela mescla do imaginário sertanejo e da cultura popular nordestina, acredita que há espaço para todos. "Quando surgiu a imprensa e o livro, foi disseminada a escrita, mas isso não acabou com a oralidade. As histórias continuaram sendo narradas. Da mesma forma, acho que o livro vai continuar existindo enquanto houver celulose".
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Ué... e de que diabos importa a opinião desses caras? Escritores de velha guarda vão rejeitar a tecnologia a todo custo, assim como os idosos não se entendem com o caixa eletrônico. Isso pra mim é só uma tentativa de resistir ao que não conhece. Ninguém vai ler livro grande sentado olhando pro monitor mesmo, mas alguém precisa alertar esse cara da existência dos ebook readers tipo Kindle. É por essas e outras que não há mais tanto interesse no livro... com tanta cabeça quadrada em torno deles...
enviado por: Arthur de Oliveira Cavalcante em 09/08/2010 - 19:01




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