
São Paulo - A discussão sobre que tipo de automóvel deve prevalecer no futuro ainda é incipiente e há muito debate sobre como será o carro do futuro.
Um dos principais ponto de controvérsia é a forma de alimentação dos veículos. A indústria automotiva tem buscado formas de produzir veículos que sejam ao mesmo tempo econômicos e pouco poluentes. Veja os prós e contras de cada tipo de alimentação.
Combustão - Prós: Graças a técnicas como downsizing, sistema stop&start, desligamento variável de válvulas e compressão variável, carros a gasolina mais avançados poluem 30% menos do que a geração anterior. No etanol, vem aí o etanol de segunda geração, que aproveitará palha e bagaço da cana, e gerará mais combustível verde, reduzindo o preço e ameaças de escassez.
Contras: As normas serão cada vez mais rígidas para os motores à combustão. Em 2020, os carros europeus e americanos a gasolina ou diesel deverão emitir uma média de 90 g/km de CO2. Há petróleo no fundo do mar, mas extraí-lo é uma operação cara e arriscada.
Elétricos - Prós: Carros silenciosos e que não soltam um grama de fumaça pelo escapamento. Interesse nessa tecnologia por parte de governos na Europa, América do Norte, China e Japão para implantar infraestrutura de abastecimento e subsidiar a compra. Dinheiro na pesquisa de novas fórmulas para melhorar eficiência, como a combinação de íon de lítio com óxido de manganês ou óxido de níquel, para dobrar a eficiência.
Contras: As baterias ainda levam um banho do petróleo, que tem capacidade de estocar cinco vezes mais energia. A autonomia de cerca de 200 quilômetros deve fazer dos carros elétricos, ótimos veículos urbanos, mas ainda não indicados para viagens mais longas.
Hidrogênio - Prós: A tecnologia para fabricar carros a hidrogênio, com o combustível gerado em reformadores embarcados nos veículos, está dominada e garante autonomia para viagens mais longas. Ela gera vapor d’água e uma quantidade mínima de poluição pelos escapamentos.
Contras: As pilhas de combustível ainda custam caro (a começar porque usam platina, vendida a R$ 90, o grama). Também é caro bancar a infraestrutura para levar hidrogênio aos postos de abastecimento. Para distribuí-lo a 1 milhão de carros, estima-se um gasto de 12,5 bilhões de reais.
Híbridos na tomada - Prós: Nos carros plug-in, como o Chevrolet Volt, convivem, dois mundos. De um lado, baterias de íon de lítio de 16 kWh garantem uma autonomia de cerca de 80 quilômetros e economia de combustível de 10% a 30% na estrada. Do outro, a autonomia é garantida por um tanque de gasolina. O mesmo conceito é aplicado em carros esportivos como o Porsche 911 GT3, movido por um V6 com 480 cavalos somado aos 82 cavalos gerados por motores elétricos.
Contras: Os críticos dos automóveis híbridos argumentam que colocar dois sistemas diferentes para funcionar ao mesmo tempo é caro, redundante e ineficiente. Mais peso embarcado gera poluição e consumo adicionais no motor térmico.
Nos elétricos é importante destacar o problema básico: Gerar Energia elétrica, ou seja, o carro elétrico em si é apenas o final da cadeia, problema é que a maioria dos países no mundo utiliza Diesel ou outros poluentes para produzir energia elétrica fora a Nuclear... ou seja, a energia elétrica como combustível não é tão limpa e sem impacto como se pensa.
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