Embratel vai oferecer TV a cabo na Rocinha

Por Vinicius Aguiari, de INFO Online
• Sábado, 19 de novembro de 2011 - 13h46
Flickr / Alicia Nijdam

São Paulo - Menos de uma semana após a ocupação da favela da Rocinha, no Rio, a Embratel anunciou que irá oferecer TV por assinatura aos moradores da comunidade a preços populares.

O plano, chamado Via Paz, terá mensalidade de R$ 29,90 e taxa de instalação de R$ 50. O pacote inclui 99 canais, sendo 49 canais de variedades (filmes, esportes, documentários infantis, canais abertos, noticiários e entretenimento), 32 canais de música e 18 rádios.

O Via Paz já é ofertado pela empresa em outras comunidades pacificadas, como o Complexo do Alemão, Vila Cruzeiro e Mangueira. O objetivo é estender o serviço a 20 comunidades do Rio de Janeiro até o final deste ano.

Disponibilizar serviços de TV por assinatura e internet nas comunidades pacificadas é uma  nova oportunidade para as teles, uma vez que os serviços antes eram oferecidos de forma irregular por milícias e facções criminosas. A expansão está sendo desenvolvida em parceria com o Governo do Estado do Rio.

 

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comentários

  • E porque não oferecem com esse preço para todo mundo?? Bom aqui tá 300 reais o gatonet vitalício, e viva o download da internet!

    Rogerio Rodrigues da Rosa • 21/11/2011 - 10:54
  • O título está certo? é TV a cabo mesmo? pergunto isso porque a Embratel presta serviço de TV por assinatura por satélite e não por cabo. O intuito do governo é tentar minar com a renda das milícias e de traficantes que usam o "gatonet" pra ajudar a financiar suas ações, mas também acho injusto que somente nas favelas existam tais subsídios já que tem gente por aí que não mora em favela e tem renda mais baixa ainda de quem mora.

    Max Soares • 21/11/2011 - 10:20
  • Também discordo dessa oferta de serviços/produtos não-essenciais subsidiados só para as favelas com UPP. Há muitas comunidades de baixa renda no Rio de Janeiro que não recebem esse tipo de privilégio populista. Também é demagogia do governo dizer que vai melhorar a vida na favela. O certo seria construir novas moradias e retirar os moradores dessas áreas, que pela própria geografia favorecem a proliferação de coisas erradas.

    J-Chist • 21/11/2011 - 08:15
  • Roberto, introduzir uma comunidade carente, coberta durante anos por um assistêncialismo baseado em armas, a cidadania de fato não é para amadores. Subsidiar e incentivar o uso de produtos legalizados é uma prova de confiança para aquele mercado específico. Empresas inteligentes descobrem nestas horas que menos é muito mais. Menor preço, mais mercado, mais retorno de imagem.

    Denis • 20/11/2011 - 14:42
  • isso é um escalabro, porque oferecer TV por assinatura para uma favela com preços subsidiados, porque eles podem e o cidadão comum ( talvez eu não seja comum), não? Vou me mudar pra uma favela, lá as coisas são mais subsidiadas, quem sabe eu pague mais barato um IPAD, ou consiga ter acesso a uma banda larga mais em conta, brincadeira, já que é para integrar a comunidade, vamos fazer isso de forma democrática

    Roberto de Souza • 20/11/2011 - 13:39

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