Tecnologia pessoal
Deletar livro foi ´estúpido´, admite Amazon
Felipe Zmoginski, de INFO Online Quarta-feira, 29 de julho de 2009 - 19h09Divulgação |
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Amazon e O Grande Irmão: arquivos somem sem autorização do usuário |
SÃO PAULO - O principal executivo da Amazon, Jeff Bezos, pediu desculpas pela decisão da empresa de deletar arquivos do Kindle de terceiros sem sua permissão.
O procedimento aconteceu há uma semana quando os donos dos direitos autorais de obras de George Orwell procuraram a Amazon para denunciar que a gigante da web havia caído num golpe.
A companhia vendia e-books de obras como ´1984´ fornecidas por uma editora que não tinha autorização para comercializar obras de Orwell. Quando soube do golpe, a Amazon tirou os livros ´piratas´ do ar e, mais do que isso, programou seu sistema de sincronia de arquivos para deletar as obras digitais de Orwell dos usuários que já a tinham comprado.
Assim, alguém que adquiriu o e-book de 1984 na Amazon viu seu arquivo sumir ao conectar-se à web. Na ocasião, a Amazon enviou um e-mail aos usuários afetados dizendo que devolveria o dinheiro pago por eles na forma de um cheque a ser enviado pelo correio.
Bezos classificou a decisão como “estúpida” e pediu desculpas aos clientes da companhia. Na avaliação de Bezos, não é adequado apagar arquivos do dispositivo de terceiros sem sua permissão. Apesar das desculpas, a atitude pode terminar em processo contra a Amazon, já que grupos de defesa da privacidade afirmam que a decisão feriu um direito fundamental dos consumidores, o direito de ter seus arquivos pessoais preservados.
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Concordo plenamente com você Tiago.
Ainda assim, o procedimento é invasivo, pois é o mesmo que afirmar que eles colocam a possibilidade de executar instruções em qualquer máquina a que tenham acesso, sem o consentimento.
Imagine se as lojas de eletrodomésticos decidem que não poderiam ter vendido algum produto, e entrassem na casa das pessoas, sem mandado judicial, nem nada.
Ou, descobrirmos que o sofá novo vem com um robot escondido esperando a ordem de levar o sofá embora sem aviso. Imagine o constrangimento (além da incomodação), se você estiver com visitas e repente, o sofá sai porta afora, e as pessoas terem que levantar de repente para sentar no chão?
Se for um livro que você está na melhor parte? Vai perder tempo até conseguir outro. Os casos são inúmeros.
A internet é muito flexível e permite todo tipo de ação. Mas é preciso muito cuidado ao pensar em atitudes senão a coisa toda vai virar um território sem lei (para os mais fracos) e a mercê de quem tiver recursos de impor sua vontade.
Felizmente o Jeff Bezos, da Amazon, pediu desculpas, espero que com isto, também esteja expressando a intenção de buscar formas mais adequadas para lidar com situações imprevistas.
enviado por: Gilberto Strapazon em 11/08/2009 - 10:36 -
Gilberto Strapazon, voce esta enganado. Nem a Amazon nem a Apple precisam "entrar" no seu dispositivo. Isto é muito comum num sistema "pull", mas nao é o caso aqui. Tanto a Amazon quanto a Apple (e tambem a DirecTV, que usa um sistema similar) trabalham num sistema "push", onde um canal de dados monitorado por todos os aparelhos emite um comando, no estilo: "se voce tem tal livro, apague-o". No caso da Apple, teriamos o "se voce tem tal programa, apague-o", ou da DirecTV: "atencao aparelho xxx, voce agora tem permissao para exibir canal yyy". Nao significa que alguem (ou algum sistema) da Amazon entrou em todos os Kindles do mundo e verificou um a um se eles continham o livro (e por consequencia, outras informacoes). Regards,
enviado por: Tiago Duarte em 31/07/2009 - 11:45 -
Para deletar arquivos no seu equipamento, tanto a Amazon, quanto a Apple (IPhone), e outras, precisam ter acesso ao conteúdo do mesmo.
Ou seja, durante o procedimento, seus dados pessoais estão amplamente acessíveis para serem vistoriados sabe-se lá por quem.
Claro que essa invasão íntima será com a maior das boas intenções, sem pretender faltar com o respeito. Mesmo que isto signifique você descobrir que as suas fotos íntimas que deveriam ser vistas apenas por você e pela pessoa amada, por "puro acaso", foram parar na Web.
Brincadeiras a parte, ao que eu saiba, só quem tem autoridade para revistar alguém é a polícia, e ainda assim, você é comunicado antes do procedimento.
Eu qualificaria esta prática de entrar sistemas alheios sem autorização, de invasão e constrangimento ilegal. Além de caracterizar roubo, por retomar sob ação ilegal, produtos que foram legalmente adquiridos.
Outra coisa, parece que ainda não li em lugar algum, que pelo fato de não terem averiguado a legitima procedência do material vendido, isto poderia caracteriza receptação de mercadoria roubada. Seria isto possível? Ou foi mais fácil empurrar o problema para o usuário?
Quem é que está lá do outro lado bisbilhotando (ou inspecionando) o que você tem no computador? E com qual intenção?
Gilberto Strapazon
Porto Alegre
enviado por: Gilberto Strapazon em 30/07/2009 - 10:25 -
tomara q tome processo por isso!
enviado por: bruno augusto em 29/07/2009 - 20:19





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