
Aparelhos que misturam as características de um avião com sistemas inteligentes e automatizados de controle estão mudando a face da aeronáutica. Verdadeiros robôs capazes de voar, eles deram início a uma era em que os seres humanos têm papel coadjuvante no céu. Com tamanhos que podem variar das dimensões de um aeromodelo às de uma aeronave tradicional, os veículos aéreos não tripulados, ou Vants, começam a se popularizar. Muitos modelos podem voar por dezenas de horas seguidas — um stress impensável para um piloto — e trazem modernos sensores de captação de imagem. Seu uso é mais barato que o de um satélite.
Na Amazônia, o Apoena 1000, desenvolvido pela XMobots, de São Paulo, em breve terá a companhia do Heron I, da Israel Aerospace Industries (IAI). Duas unidades do modelo importado foram compradas pela Polícia Federal. O Heron I vem equipado com sensores para observação diurna e noturna e com um radar tipo SAR, capaz de fazer imagens em alta resolução sob qualquer condição climática. Com 16,6 metros de uma asa à outra, o Vant funciona por até 37 horas. Detectar atividades ilegais de desmatamento não será sua única tarefa. A PF adquiriu dois aparelhos com o objetivo de usá-los em qualquer parte do país, em operações tão diversas como a segurança de grandes eventos, o combate ao narcotráfico ou o monitoramento da chamada Tríplice Fronteira.