
A ocupação policial no quadrilátero formado pelas avenidas Duque de Caxias, Ipiranga, Rio Branco, Cásper Líbero e a rua Mauá, num primeiro momento, preocupou moradores, comerciantes e consumidores que frequentam o bairro dos eletrônicos, localizado a poucas quadras da cracolândia.
Em duas visitas à região, INFO Online confirmou que na maioria das esquinas da rua Santa Ifigênia há dois ou mais policiais. Além destes, há viaturas que fazem ronda ostensiva e até a presença eventual de um helicóptero, que sobrevoa a região a procura de aglomerações de usuário de crack.
A intenção original da ação policial é coibir o uso e tráfico de drogas no centro da cidade, região onde há grande concentração de usuários de crack, moradores de rua e traficantes. Nas últimas semanas, a operação foi alvo de duras críticas do Ministério Público e de organizações religiosas e de defesa dos direitos humanos.
Para os críticos, a PM apenas espanta os usuários de um lugar para outro, além de agir com força excessiva contra os usuários. Há uma semana, o Ministério Público chegou a classificar a ação como um “desastre” acusando o governo paulista de não articular a ação da PM com serviços de apoio social e denunciar casos de abuso de poder, como o uso de balas de borracha contra os usuários de drogas e o fato de policiais masculinos revistarem mulheres, o que não é permitido pelas regras da corporação policial.

Cracolândia.. um drama
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