A nova cara do Windows

Por Maurício Moraes, de INFO
• Terça-feira, 08 de novembro de 2011 - 11h36
Criado para rodar em PCs e tablets, o Windows 8 ganha interface totalmente diferente. O INFOlab testou a versão de desenvolvedor e mostra o que devemos esperar do novo sistema, peça principal da estratégia da Microsof para reconquistar posições no mercado
São Paulo - A década passada não foi um período favorável para a Microsoft, em especial quando comparada ao seu momento de apogeu, nos anos 1990. soberana absoluta do software para micros de mesa e notebooks, a empresa viu florescer, depois do ano 2000, mercados novos e fora de seus domínios, como os de Mp3 players, de smartphones e, depois, dos tablets. sua influência, onde existia, foi minguando. Apresentado em setembro numa versão preliminar para desenvolvedores, o Windows 8, que vai rodar em pcs e em tablets, representa uma aposta da Microsoft para dar a volta por cima e reconquistar posições importantes. Mas o sistema, embora a empresa não fale em datas, só deverá chegar às lojas no final do ano que vem.

Para caber num tablet, o Windows precisou fazer uma plástica. A nova versão do sistema operacional da Microsoft vai ganhar uma aparência completamente diferente em relação às edições anteriores, criada especialmente para fazê-la funcionar tanto em desktops e notebooks como em dispositivos ultraportáteis. sai de cena a famosa Área de Trabalho e, em seu lugar, entram pequenos blocos coloridos e interativos, pensados para telas sensíveis ao toque. O novo Windows 8 representa a tentativa mais radical da empresa para concorrer com seus principais rivais: a Apple, campeã de vendas com seu ipad, e o Google, que conta com parceiros como samsung, Motorola, Asus e Acer para fabricar tablets com Android.

Embora ganhar relevância nesse mercado seja o principal objetivo da Microsoft, a experiência de todos os usuários de Windows vai mudar profundamente. para revelar como será esse novo mundo, o INFOlab fez uma bateria de testes no Windows 8 developer preview. A primeira prévia do sistema, ainda incompleta, foi liberada para download no dia 13 de setembro. Muitos ajustes vão ocorrer até a versão beta ficar pronta, mas as principais inovações já aparecem claramente no software. sua base é a interface Metro, um design que começou no Windows Media center e no tocador de música Zune, migrou para o Windows phone 7 e também será usado no Xbox. com ele, o Windows terá a mesma cara em qualquer dispositivo.

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A Metro não é opcional. Ao ligar um computador com Windows 8, o que se vê, em primeiro lugar, é a nova interface, e, pelo menos por enquanto, não há uma maneira oficial de desabilitá-la. cada quadro colorido corresponde a um programa e muitos deles exibem informações mesmo sem ser clicados.

 

Um aplicativo de previsão do tempo mostra a temperatura atual e indica se vai esfriar ou esquentar nas próximas horas, por exemplo. Outro, de redes sociais, traz atualizações e fotos dos seus amigos. se houver um programa de notícias, as mais recentes também surgem no tijolinho correspondente. “Há um novo modo de usar os computadores e queremos que o Windows se adapte a isso”, disse Steven Sinofsky, presidente da divisão Windows da Microsoft, durante a conferência para desenvolvedores Build, no mês passado, na Califórnia.

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O novo ambiente funciona bem em telas sensíveis ao toque. No INFOlab, o Windows 8 foi instalado em dois desktops all-in-one com essa capacidade, que normalmente vêm com Windows 7, mas que é pouco ou nada usada: o Vostro 330, da Dell, e o Vaio 3D L225FB, da Sony. Só no primeiro deles, no entanto, a tela touchscreen foi reconhecida. A interação com os aplicativos é muito simples. Basta tocar com o dedo no quadro correspondente para abrir qualquer programa. Quando se desliza o dedo da borda esquerda da tela para o centro, abre-se um menu com as opções de compartilhar, abrir as configurações, buscar, acessar dispositivos ou voltar para a tela inicial. Dentro de um aplicativo, basta correr o dedo do alto da tela para baixo para acessar os menus do software, que ficam ocultos. Toda essa interação é, no entanto, bem mais trabalhosa com mouse e teclado.

Um recurso interessante da nova interface são os charms. Trata-se de menus de diferentes tamanhos, que vão de pequenas janelas a faixas que ocupam uma porção da tela de alto a baixo. Embora o conceito seja outro, e mais voltado para dispositivos com tela sensível ao toque, o charm é uma nova encarnação dos menus e caixas de diálogo.

E a antiga Área de Trabalho, com suas tradicionais pastas e ícones de atalho para aplicativos? Não, ela não morreu, embora o velho menu Iniciar tenha desaparecido. Para acessá-la, é necessário clicar no quadro Desktop que aparece na interface Metro ou abrir um programa tradicional, como o Paint. Seu aspecto é praticamente o mesmo do Windows 7. O Windows Explorer agora conta com uma faixa de opções para os comandos mais usados, nos mesmos moldes do Office 2007 e 2010.

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