Karel Obluk, cientista-chefe do AVG Virus LabSegundo o especialista, apesar de ainda haver poucos vírus para mobile, a tendência é que eles aumentem em número muito mais rápido do que aconteceu no passado com as ameaças de PC, por exemplo.
"A penetração de aparelhos móveis é enorme e está crescendo exponencialmente também em mercados emergente, países como Índia, China, Brasil, Rússia. E, ao mesmo tempo, são criadas formas completamente novas de monetização para os crackers."
Entrevistado pela INFO, Obluk ainda falou sobre as tendências do mercado de segurança e do desenvolvimento de antivírus como os benefícios e riscos da computação em nuvem, a suposta segurança do Mac e do Linux e os ataques por engenharia social. Sobre o último, aliás, disse que não acredita que um dia os antivírus serão capazes de detê-los ("Eles usam a fraqueza da mente humana, do comportamento humano. Tem mais a ver com psicologia que tecnologia") e defendeu a educação dos usuários como arma contra os cibercriminosos.
Gostei deste trecho: "Além disso, muitas pessoas que usam esses aparelhos são "analfabetos informáticos", não sabem como usar computadores. Se você der um PC para eles, provavelmente vão procurar um expert para ajudá-los. Contudo, essas pessoas consideram os celulares um sistema mais simples, acham que é só usar. Mas se você olhar para o celular de um ponto de vista técnico, ele é um computador muito poderoso e os crackers estão se aproveitando do fato de que ele está sempre online, tem a confiança do dono e permite ao atacante acessar o dinheiro diretamente." Infelizmente isso é verdade, ainda mais com a tão propalada "inclusão digital"...