
São Paulo – O Google e outras empresas de publicidade são acusadas de invadir a privacidade de usuários do iPhone para monitorar seus hábitos de navegação.
Segundo o jornal The Wall Street Journal, o Google teria utilizado um código especial que enganava o navegador Safari, da Apple, para poder rastrear o comportamento do usuário na web. O Safari possui proteções embutidas contra este tipo de rastreio.
O jornal citou um estudo de dois pesquisadores da Universidade de Stanford, que descobriram 23 sites, entre os 100 principais na rede, que utilizavam os códigos do Google no Safari.
Os pesquisadores enviaram um relatório ao Google informando sobre as violações, e a empresa acabou desativando os códigos de rastreio no Safari.
Um porta-voz do Google enviou um comunicado à imprensa afirmando que o cookie temporário utilizado pelo Google serviria apenas para criar um link de comunicação temporário entre o navegador Safari e os servidores do Google.
“Nós conhecemos esta funcionalidade do Safari e a utilizávamos para fornecer ferramentas que os usuários do Google haviam habilitado. É importante reforçar que estes cookies não coletam informações pessoais”, afirmou o Google.
De acordo com o Google, o objetivo do cookie era assegurar que as informações trocadas entre o Safari e os servidores do Google se mantivessem anônimas, criando uma barreira entre os dados pessoais e o comportamento do usuário na web.
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