
Segundo um relatório feito por especialistas da empresa, a explicação para a previsão está no aumento intenso nas vendas de smartphones (associado a um baixo nível de preparo de seus usuários) e na participação crescente da Apple no mercado de computadores.
A principal forma de atuação dos ataques aos celulares seria através de SMS Premium, o mesmo serviço que muitas empresas usam para ganhar dinheiro com promoções e votações de reality shows. A diferença do SMS premium para o comum é que, ao invés de pagar apenas a taxa cobrada pela operadora, o usuário paga um valor maior, que é repassado para a empresa que realiza a promoção.
No caso dos ataques, o cracker pode levar o usuário a instalar um aplicativo que, secretamente, faz o celular enviar essas mensagens tarifadas para números pré-determinados. E é difícil identificá-los pois, além de serem numerosos (a AVG estima que haja cerca de 300 mil), vários são clones de apps conhecidos e alguns estão escondidos em sites supostamente confiáveis como o Android Market.
A análise bate com o relatório da russa Kaspersky, publicado há cerca de um mês, que identificou um aumento de 65% nas ameaças mobile entre 2009 e 2010, com mais de 1000 diferentes tipos de malware.