Era uma vez…
… uma enorme vontade de ser o sistema operacional da vida online. O centro de controle de bites que trafegam em rede descrevendo quem são as pessoas e o que fazem. E o que é melhor, o que foram e o que fizeram, onde passado e presente estão absolutos sobre o controle central de uma espécie de “Grande Irmão” (Big Brother), como no romance 1984 de George Orwell, e preparados para uma influência no futuro dos passos e decisões das pessoas.
A cultura que Steve Jobs deixará à indústria de inovação é inestimável. Sem dúvida ele pensou e fez seus pares e consumidores pensarem diferente. Mas como empreendedor, Steve teve um outro componente: ele realizou diferente.
É definitivo e consenso que “pensar fora da caixa”
Ashton Kutcher, ator, produtor, primeiro twitter a conseguir 1 milhão de seguidores e invejavelmente marido de Demi Moore, está adicionando mais uma habilidade a sua lista: a de anjo investidor. Este novo papel de Ashton teve seu mais recente episódio com o investimento que fez na startup MemSQL baseada em San Francisco. Antes a celebridade-investidor havia dado sua participação angelical nas startups Fab and Fashism.
O mundo na ponta dos dedos. Suas decisões nas pontas dos dedos. Dedos indicando cada detalhe dos caminhos de trajeto, informação, consumo ou diversão que você desejar. Podemos pensar que este será um futuro dominante das massas funcionais em novos tempos?
Outro dia eu estava conversando em um café com minha esposa. Ela olha para nosso filho de 3 anos, que apoiado num pufe deslizava seus dedinhos num iPad, e me diz: Geração Touch. Esta cena foi decisiva para uma série de discussões com as pessoas na empresa, amigos da vida pessoal, e uma cadeia de gente que encontrei observando cenas similares, desde que os dedos movimentaram-se freneticamente a disparar SMS’s.
Se você pedir indicação de um caminho para empreender tecnologia, é capaz que grande parte de jovens potenciais empreendedores indiquem começar por Cumbica ou pelo Galeão. A sugestão, talvez, seja a de se dirigir à Califórnia – o estado americano que ficou sinônimo de ambiente ideal para se começar um negócio de tecnologia – especificamente ao Vale do Silício, berço de um aglomerado de empresas que a partir da década de 1950 geraram o centro das inovações científicas e tecnológicas e da vida online que encontramos hoje. Sem contar com os cérebros da produção de chips, da eletrônica, que fizeram os bites possuírem a dimensão irreversível que assistimos hoje, e a possibilidade de que meros serviços fossem trocados por uma incrível experiência, onde processos antigos de vendas, de pesquisa ou entretenimento fossem revolucionados por gente jovem e que queria fazer história.
Faz alguns anos que a figura de um “novo” agente econômico surgiu ou se transfigurou em outro termo: o empreendedor. Lembro que antes o termo usado era: o empresário. Acho que uma figura pejorativa colou nesta anterior e “ser empresário” pareceu ser “coisa feia” depois de algum tempo. E daí talvez nasceu o empreendedor.