Volto ao ponto da diversidade de padrões e plataformas na indústria do software. Na revista Sabático deste fim de semana, Umberto Eco, intelectual, escritor e semioticista italiano (segundo alguns, nesta ordem de importância) dá, em deliciosa entrevista, um tiro certeiro no tema do fim do livro de papel, e no surgimento do livro eletrônico. Ele caminha por um argumento já discutido por aqui na obra “O livro depois do livro” da artista, professora e intelectual Giselle Beiguelman, a saber: como podemos pensar em livros eletrônicos numa indústria mutante como é a industria de TI (hardware, software e padrões).
Se há 20 anos, alguém adotasse disquetes como suporte de armazenamento para livros, hoje não teria como lê-los, seja porque não encontraria dispositivos de leitura, seja por eventuais problemas de software. O ponto é: numa indústria marcada pela obsolescência contínua como é possível pensar em armazenamento perene da memória – sejam livros, imagens, documentos oficiais ou registros pessoais?
Sim, esse é um problema bem conhecido. Estão aí as linguagens de marcação de documentos (SGML, HTML, XML, etc) que visam estabelecer padrões de “expressão de conteúdos” de forma intercambiável. By the way, você só está me lendo aqui por conta de um certo consenso sobre tais padrões. Porém, o livro eletrônico terá o desafio de ser hiperligado, atualizável dinamicamente, portátil entre leitores (não quero ter que pagar 2 ou 3 vezes pela mesma obra!!) e multimídia. É possível? Não me venham com respostas técnicas…
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sábado, 13 de março de 2010 -
9:30
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Há quase 1 mês atrás saiu a notícia da compra da Omniture, importante fornecedor de plataforma de web analytics, pela Adobe Systems, empresa que produz dentre outras soluções, o Flash, plataforma dominante no desenvolvimento de interfaces ricas (rich media). Tal operação me chamou a atenção.
Vejam a trajetória da Adobe: originalmente nascida no mundo do desktop publishing, vem a ser a criadora do padrão PDF, hoje um padrão aberto, e adquiriu em 2005 a Macromedia, empresa por sua vez destacada no mundo das plataformas de desenvolvimento multimídia (Director, Flash). O Flash estabeleceu-se como um padrão de fato para o desenvolvimento de aplicações web ricas – imagens, áudio, animações e interatividade avançada. A posição do Flash no mercado de desenvolvimento/consumo de internet parece atualmente imbatível – o Silverlight da Microsoft não faz sequer cócegas no gigante.
A manobra de aquisição da Omniture posiciona Adobe no ciclo (quase) completo da web: da experiência dos usuários navegando por interfaces multidispositivos (desktop, celular, e o que mais vier) até o tracking de atividades desses mesmos usuários. Parece que a Adobe tem tudo para se tornar um gigante de gestão de conteúdo e de inteligência de dados. Interpreto esses fatos como sendo a Adobe caminhando para uma posição competitiva forte frente ao Google e à Microsoft. Aí, eu penso comigo mesmo: se eu fosse a MS, tentava armar uma bela coreografia de negócios com a Adobe.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009 -
13:36
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Sim, diversidade faz bem. Diria isso sobre quase todos os aspectos da vida. Quando se trata de software, confesso, às vezes tenho dúvidas. Vejam o caso do Android, plataforma open-source do Google voltada a dispositivos móveis, hoje na versão 1.6. Lançado para atender a um mercado extremamente fragmentado em termos de padrões e soluções, o Android tem o desafio de se estabelecer como uma plataforma de sistema operacional cercado por um rico ambiente de aplicativos.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009 -
18:45
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Cesar Pradela -
olhando para os simbolos atuais da torre de babel, tais como: acelerador de particulas, estacoes orbitais, ida do homem a ... |