segunda-feira, 16 de julho de 2012 - 12:23

Meditar muda o cérebro

Pesquisadores da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, descobriram que apenas 11 horas de prática de uma técnica de meditação induz modificações estruturais positivas na conectividade do cérebro, aumentando a eficiência de uma parte que ajuda a regular o comportamento de uma pessoa.

A técnica – formação integradora corpo-mente (IBMT) – tem sido foco de intensa investigação por uma equipe de pesquisadores chineses, liderados por Yi-Tang Yuan da Dalian University of Technology, na China, em colaboração com o psicólogo Michael Posner, da Universidade de Oregon.

Um tipo de ressonância magnética, permitiu aos pesquisadores analisarem as fibras de ligação de regiões do cérebro antes e depois do treinamento. As mudanças foram mais fortes nas ligações envolvendo o cingulado anterior, uma área do cérebro relacionada com a capacidade de controlar emoções e comportamentos.

Déficits de ativação do cingulado anterior têm sido associados com transtorno de déficit de atenção, demência, depressão, esquizofrenia e muitos outros distúrbios.

Os pesquisadores concluíram que a importância destes resultados diz respeito à capacidade de fazer mudanças estruturais em uma rede do cérebro relacionada com a auto regulação, ou auto controle.

Mais ainda, “que os resultados sugeriram a possibilidade de que o treinamento adicional pode provocar mudanças estruturais no cérebro, levando a novas pesquisas”, disseram Tang e Posner.

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