O concurso Call to Innovation, promovido pela FIAP, me colocou em uma das situações mais inesperadas e emocionantes da minha vida – participar do Graduate Studies Program da Singulary University!
E agora, já no início do programa, que terá 10 semanas de duração, fico pensando no que esperar da Singularity, do aprendizado e do networking que vou viver, e principalmente se estou apto a aproveitar plenamente o programa (confesso que já estou com um friozinho na barriga J).
Pesquisando sobre o GSP do ano passado, acabei descobrindo no blog da Karla Lopez, a vencedora do Call to Innovation em 2012, esse vídeo do Brasileiro Tiago Matos. O desafio: Em determinado momento do GSP todos os 80 alunos deveriam palestrar sobre tecnologias ‘exponenciais’ realizando apresentações Ignite – apresentações de 5 minutos com 20 slides que avançam sozinhos a cada 15 segundos! Como se não fosse desafio bastante, o nosso amigo resolveu fazer a apresentação completamente vendado e sobre um tema pouco usual: o abraço. O resultado foi uma apresentação sensacional!
Confiram:
http://www.youtube.com/watch?v=8Xf7eD3gz-k
Genial né? Ele teve uma excelente sacada e conduziu a apresentação de forma brilhante, com dinamismo, argumentos e criatividade!
E ai será que consigo fazer igual? #preocupado
Olá, sou João Paulo Oliveira, e estou aqui para conversar um pouco sobre Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo. E, mais especificamente, da oportunidade que, há um tempo, não passaria de um sonho. Durante 10 Semanas estarei na Singularity University (SU), que fica dentro de um dos campi da NASA, na Califórnia (EUA). Lá vou fazer uns dos programas de inovação e empreendedorismo mais prestigiados do Vale do silício, o Graduate Studies Program 2013.
Essa oportunidade foi concedida pela FIAP (www.fiap.com.br) por meio do projeto CALL TO INNOVATION, onde o desafio era apresentar um projeto de inovação tecnológica que poderia melhorar a vida de um milhão de brasileiros. Submeti no concurso o ProDeaf, que é um aplicativo de tradução do português para Língua de Sinais (LIBRAS), que ajuda na comunicação com Surdos. A ferramenta reconhece voz, e um bonequinho animado interpreta o que foi falado para LIBRAS, a língua brasileira de sinais. O programa foi desenvolvido pela startup que fundei, junto com colegas de faculdade, e pode ser baixado gratuitamente.
Cerca de 130 pessoas aplicaram para o CALL TO INNOVATION, dos quais apenas 5 foram selecionadas para apresentar seu projeto na FIAP para uma banca formada por investidores, empreendedores e ex-alunos da Singularity University. Outros projetos sensacionais estavam entre os finalistas, como o desempenhopolitico.com.br, do Breno de Assis, e o DoeSaude, da Eliana Yamaguchi. Mas tive a felicidade de ser selecionado o vencedor do CALL TO INNOVATION e ganhar a viagem para a Singularity!

Eu, de camisa listrada, Eliana Yamaguchi, Breno Asssis, e Carolina Catache, da equipe do Prodeaf, de blusa preta, junto com os outros participantes do CALL To INNOVATION.
Junto com a Campus Party, ficamos sabendo que o Carlos Pessoa Filho vai ser o diretor da Academia Wayra e que nas próximas semanas tudo começa, eba! Agora vai!
Os últimos meses foram seguidos de um pouco de frustração e muita expectativa por parte dos empreendedores, pois a academia Wayra ainda não começou e ficamos sem muita informação precisa de como tudo está sendo organizado.
A Telefônica sempre se mostrou a atenta a nos posicionar tudo que perguntavos, estavam próximos, porém, faltava novidades. E sabe como é, empreendedor respira novidades.
Na aaTag, a minha startup, estamos seguindo com os nossos trabalhos, o impacto da academia não ter começado foi médio, agora, para algumas startups está sendo complicado, pois a falta de dinheiro e de algumas definições básicas está levando a ansiedade a niveis bem altos.
Rs… nosso primeiro baile de debutantes como empreendedores Wayra no Brasil aconteceu hoje, na apresentação de resultados do ano de 2011 da Telefônica+Vivo, onde o Valente, presidente da Telefônica no Brasil, chamou os empreendedores ao palco e apresentou a todos os jornalistas presentes os fundadores das startups participando da Wayra no Brasil.
Em novembro de 2011 fui aceito, juntos com mais 10 empresas, no Wayra, aceleradora de empresas da Vivo (e da Telefônica).
Nos próximos posts vou comentar o que uma startup pode ganhar de tempo, experiência e resultados fazendo parte de uma aceleradora como o Wayra.
Como nerd/geek/hacker este post segue o estilo Star Wars, depois de eu ter falado bastante, vou falar como tudo começou.
Meu primeiro contato com a Singularity University foi pelo programa Tech Mission do Brazil Innovators da Bedy Yang que levou 11 brasileiros para uma imersão na cultura do vale do silicio em outubro de 2010. Uma das atividades programadas pela Bedy era conhecer o campus da NASA em Ames, bem, era isto que estava na minha cabeça, mas na verdade era conhecer a Singularity University, também conhecida carinhosamente como SU.
Foi um primeiro contato digamos que bizarro porque eu esperava conhecer a NASA e não uma “escola-de-gênios” dentro da NASA. Foi divertido, o Salim é brilhante, fez e vendeu várias startups, um empreendedor paralelo como ele se chama, e realmente chamou minha atenção para o programa da SU. A foto abaixo foi tirada na minha primeira visita a NASA Ames, campus que fica em Moffet Field na Califórnia:
Bem, finalizado o programa BR New Tech eu voltei para o Brasil e parei de pensar na Singularity. E foi quando um blog de startups, o Startupi, fez o anúncio de vários competições para empreendedores, e uma delas era o Call to Innovation, uma competição mundial, e que a FIAP trouxe para o Brasil. O Call to Innovation dá uma super-bolsa para uma pessoa ir a SU: US$ 30.000,00 para pagar os estudos, passagem área, seguro saúde para o tempo que vc ficar na California. Quando eu vi este comunicado, eu pensei, opa, bolsa, eu sempre tive a sorte de conseguir bolsas ao longo da minha vida, será que consigo uma para ir estudar na NASA?
Bem, a sorte bateu na minha porta e ganhei a competição e fui para SU, daí pra frente narrei aqui no blog nos posts iniciais.
Ahh, só mais uma coisa, olha a minha formatura na SU:
Nos EUA já faz um tempo que está na moda o movimento DIY (Do It Yourself) ou, em português, faça você mesmo. Você já tinha ouvido falar? Eu não conhecia até o começo de 2011, quando um amigo esteve no maior evento de DIY do mundo, a Maker Faire, na Califórnia.
Este movimento é tão grande, que uma revista de grande circulação, a Make Magazine, e Dale Dougherty, seu editor, deram um TED Talk sobre o tema:
Aqui na Singularity aplicamos o conceito DIY para fazer o Spotter, o robô de telepresença sobre o qual falei no post Aulas de Robótica.
A cultura DIY está impactando várias áreas, entre elas a genética e a biologia sintética. Sim, está no início, mas no futuro você vai poder criar sua própria bactéria ou ainda sua própria rúcula já com gosto de bacon.
Um equipamento já deu a largada para esta corrida, o OpenPCR. PRC significa polymerase chain reaction, ou em linguagem de mortais: multiplicador de DNAs. O que este equipamento faz é pegar uma sequência de DNA e copiá-las muitas, muitas vezes. Por exemplo, em termos de horas, a partir de uma molécula de DNA este equipamento pode gerar 230 moléculas.
Na produção ou sequenciamento de DNAs, o PCR é a primeira principal fase de todo o processo. O OpenPCR é, na genética, o que alguns programas open source (software livre) são para TI.
O sequenciamento e síntese de DNA ainda são feitos com equipamentos pagos, porém veja abaixo o primeiro DIY PRC. Ele foi montado por nós aqui na Singularity e o kit foi comprado da OpenPCR.
A cultura de DIY cobre muitas áreas, olha com o que eu dei de cara quando fui ao cinema em um domingo aqui:
Sim, uma pessoa DIYed (fez ela mesma) um triciclo movido a energia solar!
Eu já gostava de montar várias coisas, agora então!
Até mais. Agora vou montar mais uma parte do Spotter.
Nesta quinta-feira (11/08) tivemos uma palestra com o General Pete Worden, diretor do centro de pesquisa Ames, da NASA. Ele falou sobre a viabilidade de colocarmos painéis fotovoltaicos em órbitas baixas geoestacionárias. Ele é veemente contra, pois afirma que é mais simples e barato criar uma infraestrutura na Terra do que ficar enviando um monte de coisas pro espaço. Abaixo você vê uma foto minha com “Pete”, como ele é chamado por aqui.
Com quase US$ 1 bilhão de verba orçamentária para cuidar, ele ainda tem a competência para discutir temas tão atuais como órbitas baixas geoestacionárias! Pete é um general com cara e jeito de general. Em 1992, ele escreveu um artigo duríssimo sobre a NASA, onde ele se refere à instituição como um “sorvete de casquinha que se auto lambe”, uma metáfora doida, mas que faz sentido: um sorvete que se justifica por existir em si mesmo, como se não precisasse de um humano para fazer sentido.
Fiz uma coletânea de experiências únicas que tive nas últimas semanas aqui, espero que vocês gostem!
Você acredita que este pedaço de pedra abaixo viajou de Marte até a Terra? Bem, aqui na NASA eles dizem que sim!
Olha que legal o terminal que eles ainda usam por farra aqui na NASA: