Nos EUA já faz um tempo que está na moda o movimento DIY (Do It Yourself) ou, em português, faça você mesmo. Você já tinha ouvido falar? Eu não conhecia até o começo de 2011, quando um amigo esteve no maior evento de DIY do mundo, a Maker Faire, na Califórnia.
Este movimento é tão grande, que uma revista de grande circulação, a Make Magazine, e Dale Dougherty, seu editor, deram um TED Talk sobre o tema:
Aqui na Singularity aplicamos o conceito DIY para fazer o Spotter, o robô de telepresença sobre o qual falei no post Aulas de Robótica.
A cultura DIY está impactando várias áreas, entre elas a genética e a biologia sintética. Sim, está no início, mas no futuro você vai poder criar sua própria bactéria ou ainda sua própria rúcula já com gosto de bacon.
Um equipamento já deu a largada para esta corrida, o OpenPCR. PRC significa polymerase chain reaction, ou em linguagem de mortais: multiplicador de DNAs. O que este equipamento faz é pegar uma sequência de DNA e copiá-las muitas, muitas vezes. Por exemplo, em termos de horas, a partir de uma molécula de DNA este equipamento pode gerar 230 moléculas.
Na produção ou sequenciamento de DNAs, o PCR é a primeira principal fase de todo o processo. O OpenPCR é, na genética, o que alguns programas open source (software livre) são para TI.
O sequenciamento e síntese de DNA ainda são feitos com equipamentos pagos, porém veja abaixo o primeiro DIY PRC. Ele foi montado por nós aqui na Singularity e o kit foi comprado da OpenPCR.
A cultura de DIY cobre muitas áreas, olha com o que eu dei de cara quando fui ao cinema em um domingo aqui:
Sim, uma pessoa DIYed (fez ela mesma) um triciclo movido a energia solar!
Eu já gostava de montar várias coisas, agora então!
Até mais. Agora vou montar mais uma parte do Spotter.
Nesta quinta-feira (11/08) tivemos uma palestra com o General Pete Worden, diretor do centro de pesquisa Ames, da NASA. Ele falou sobre a viabilidade de colocarmos painéis fotovoltaicos em órbitas baixas geoestacionárias. Ele é veemente contra, pois afirma que é mais simples e barato criar uma infraestrutura na Terra do que ficar enviando um monte de coisas pro espaço. Abaixo você vê uma foto minha com “Pete”, como ele é chamado por aqui.
Com quase US$ 1 bilhão de verba orçamentária para cuidar, ele ainda tem a competência para discutir temas tão atuais como órbitas baixas geoestacionárias! Pete é um general com cara e jeito de general. Em 1992, ele escreveu um artigo duríssimo sobre a NASA, onde ele se refere à instituição como um “sorvete de casquinha que se auto lambe”, uma metáfora doida, mas que faz sentido: um sorvete que se justifica por existir em si mesmo, como se não precisasse de um humano para fazer sentido.
Fiz uma coletânea de experiências únicas que tive nas últimas semanas aqui, espero que vocês gostem!
Você acredita que este pedaço de pedra abaixo viajou de Marte até a Terra? Bem, aqui na NASA eles dizem que sim!
Olha que legal o terminal que eles ainda usam por farra aqui na NASA:
Que noite tivemos aqui na Singularity University! Você conhece o Chris Anderson, editor chefe da Wired

Além de editor da revista que marcou época, e continua definindo tendências, ele é autor de dois livros famosos:


Até aí, provavelmente sem novidades para você e para mim. Correto?
Porém, nesta noite, aconteceu algo que eu não esperava. Eu pensei que o Chris Anderson ia falar da Wired, dos seus livros, ou até de algo “social” ou “green”. Não, ele não veio aqui falar nada disso.
Ele veio falar de Drones, ou melhor, veículos autônomos, como o Carro Robô do Google que escrevi alguns posts atrás. Só que no caso dele são veículos que voam, sejam aviões, helicópteros, quadricópteros, e por aí vai.
E não para por aí: ele mistura Drone, UAVs (veículos aéreos controlados remotamente) com crowdsourcing (produção realizada por um conjunto de pessoas). Ele trouxe o exemplo da UAV Forge, uma comunidade de pessoas que constroem projetos nesta área:
Aqui na Singularity University, em Mountain View, na Califórnia, várias oportunidades surgem em paralelo. Um evento fantástico de que tive a chance de participar foi o Startup Weekend San Francisco neste final de semana. O evento reúne designers, programadores e executivos e tenta criar startups em 54 horas.
O evento foi realizado na sede da America Online (AOL), ícone do mundo digital. O local, mais precisamente, foi a área destinada a uma das incubadoras de empresas da Universidade de Stanford, a Startx
Dia 1 (primeiras 6 horas)
Mais de 100 pessoas participaram do evento e todo mundo pode sugerir uma ideia para uma nova Startup. Nesta edição tivemos 58 ideias. Cada “dono” de ideia fica com um cartaz onde os participantes votam com os post-its. Cada um de nós recebeu 3 post-its pra votar nos projetos.
A startup que ajudei a montar foi a HoodPerks, que foca nas 40 milhões de pessoas que mudam de casa todo ano nos EUA. Elas movimentam mais de US$ 150 bilhões todo ano. Uma pessoa que acabou de se mudar gasta normalmente 10x mais que uma pessoa com o mesmo perfil já residente no local. O nosso produto permite que os comerciantes locais encontrem estas pessoas que acabaram de mudar e assim fidelize-as dando vantagens e criando contextos para elas experimentarem os serviços dos seus próprios bairros. Abaixo você pode ver a forma que utilizamos para descrever o nosso “Groupon-gratuito-para-quem-acabou-de-se-mudar”.
Há algumas semanas fizemos a “festa do cuspe”, onde literalmente cuspimos nossa saliva em tubinhos para fazer nossas análises de DNA. No mesmo dia já houve certa confusão, pois tivemos que enviar os tubos na correria para a 23andme e algumas pessoas reclamaram que não tiveram tempo suficiente para ler o contrato que está no site deles.
Vamos aos resultados.
Esta é a minha herança genética por parte de pai:
E por parte da minha mãe:
Realmente é algo único. Olhe só o primeiro (e único) slide da palestra do Dr. Astro Teller:
Astro Teller é o diretor de novos projetos do Google. Ele é quem lidera a inovação através de todas as áreas do Google. Ele foi cofundador e diretor do fundo de capital de risco Cerebellum, é professor em Stanford, e fez seu PhD na famosa Carnegie Mellon University. Teller é um homem sério, mas muito divertido. A palestra foi fantástica, pois ele mostrou a inovação como algo menos “sacro e segregado”, tornando-a mais acessível para o nosso dia a dia.
Nesta foto, estou ao lado de José Luis Cordeiro, PHD , (à direita) e do astronauta Dan Barry (no centro).
Dan já participou de voos no ônibus espacial Endeavor, à direita, e da Discovery, à esquerda (mostrada durante o lançamento, na foto).
Aqui na Singularity University, assim como na maioria dos programas acadêmicos realizados nos EUA, há uma avaliação dos alunos em parte do programa. Temos duas avaliações:
1. Uma apresentação feita no formato Ignite
2. O projeto final

O Ignite é um formato especial de apresentação, no qual os slides são pré-definidos: em 5 minutos, 20 slides são mostrados, e a cada 15 segundos os slides são avançados. O apresentador não tem controle sobre a apresentação e o ritmo é sempre o mesmo: completamente alucinante!
Até mesmo no YouTube existe um canal somente sobre apresentações feitas no formato Ignite
A apresentação que realizamos no Ignite, aqui na Singularity University, deve falar sobre tecnologias exponenciais. A minha foi feita com um formato especial: não afirmei nada, somente realizei perguntas para a audiência.
Antes de vir estudar na Singularity University, já tinha ouvido falar de impressoras 3D, mas era completamente cético em relação a essa tecnologia. Até que, já no primeiro dia de aula, dei de cara com uma dessas impressoras. Pequena, quase de brinquedo. Agora, minha visão mudou mais ainda, pois fui visitar a Autodesk, empresa responsável pelo CAD-CAM (design feito a partir de computadores) mais renomado do mundo.

A apresentação da Autodesk me impressionou muito, pois praticamente qualquer projeto moderno, desde casas, prédios, ônibus espaciais como Challenger, Columbia, Endeavor, Atlantis, entre outros, são feitos com ferramentas da Autodesk. Várias outras surpresas surgiram durante a apresentação da Autodesk, como o uso de um robô de telepresença, que você pode ver na foto abaixo: