Não estou falando que a rede agora é brasileira.
Também não estou falando do antigo carro da volkswagen, mesmo porque hoje a rede é razoavelmente moderna e veloz, data maxima vênia às cláusulas de limitação e redução de velocidade de bandas.
Estou falando do município de Brasília, Capital Federal da República Brasileira.
De acordo com @danilogentili, a capital é como Las Vegas porque construída no meio do deserto para alguns ganharem dinheiro fácil…
Mas não é essa a comparação que quero fazer (apesar de dar certo também).
Brasília é a capital galáctica do “você-sabe-com-quem-está-falando-?”. Nada contra as pessoas de lá, sempre muito solícitas, receptivas e gentis comigo.
O fato de ser lá ser o nosso centro político faz com que ABSOLUTAMENTE TODO O MUNDO seja amigo de alguém que tem um nome digno de nota no cenário nacional.
O taxista já levou o ministro do STF “para lá e para cá”. O ascensorista consegue levar às alturas deputados que produzem leis orçamentárias. O porteiro abre portas para quem “abre portas”…
O atendente do supermercado é amiga da vizinha do diplomata e esnoba as compras pela esteira afora.
E ai de quem procura encrenca com alguém que tem um quê de quase talvez influência.
A internet, nesse sentido, popularizou a amizade com alguém relevante. Todo o mundo pode ser seguidor ou até mesmo amigo do super star da mídia hoje. Eu mesmo sou “amigo” do Tas, do Kevin Mitnick, do José Eduardo Cardoso, da Soninha… seria legal vê-los um dia…
Isso porque os artistas famosos, os políticos populares e os ícones de suas áreas não se escondem mais. A moda de usar óculos escuros (máscara?) e passar desapercebido acabou. Pelo menos na rede.
As pessoas QUEREM ser perseguidas!!! Os famosos, inclusive, PEDEM que os sigamos ou adicionemos. É ORGULHO ser perserguido por milhares de pessoas!
Sendo assim, todos podemos ser amigos de pessoas importantes. Ou que se julgam (ou nós julgamos) importantes.
Outro dia lia no Facebook um cidadão desconhecido que tinha sido recém aceito como “amigo” de um grande jurista. Ele escrevia assim: “Olá, grande amigo! Obrigado por me aceitar”.
…
Comecei a rir. Fiquei me imaginando mandando uma mensagem para o papa ou para o Obama, chamando-os de “queridos amigos desconhecidos que nunca vi em toda a minha vida e certamente nunca verei”…
O conceito de amigo perdeu sentido com as redes sociais até a lógica dos círculos do Google+ (por enquanto a melhor coisa), recém adotada pelo FB.
Curiosamente, isso gerava vários impactos jurídicos. Antes de você poder selecionar os alvos de suas postagens, suas mensagens saíam em direcionamento geral.
Algo como alguém que atira para todos os lados. A megaamizadização é um perigo!
Eu mesmo sofri os revezes da postagem generalizada.
Quando queria postar que saiu um novo texto deste blog, sem problemas. Mas quando critiquei uma posição política do governo, ganhei inimigos.
Postei uma foto minha, particular, com um querido amigo, fazendo careta. Muitos interpretaram que divulgava naquela foto um modo de caçoarmos das pessoas.
Postei uma foto minha na Disney. Alguns interpretaram um modo esnobe de mostrar que pude viajar enquanto outros não puderam…
Cliquei num “like” em uma foto de uma amiga e questionou-se se estava paquerando-a…
Dá um trabalho danado apresentar o “nada-disso”…
Os crimes contra a honra existem e a mera publicação de uma opinião para terceiros pode gerar consequências criminais…
Pensei muitas vezes em deletar perfis por motivos pessoais, profissionais, familiares… afinal, eu era obrigado a misturar formas diferentes de ser e viver para grupos sociais diferentes…
A lógica da nova segmentação está prestes a tentar resolver tal problemática. Bondade dos desenvolvedores? Estou mais tendente a crer que isso é uma estratégia para evitar a dispersão dos consumidores, afastando-os de publicidade lucrativa. Forma de evitar que uma parte das pessoas se retire desses serviços e, assim, deixarem de poder ser influenciados em potencial.
No mais, além disso, as redes sociais nessa nova toada farão com que possamos ter comportamentos pessoais e profissionais simultaneamente, num mesmo perfil, sem eventualmente ofender sem querer alguns. E sem perturbar muitos com mensagens enchendo suas páginas acerca de assuntos que não interessam.
Sem querer, nós mesmos poluíamos as páginas alheias com assuntos de interesse exclusivo.
Já disse a Constituição Federal: ninguém está obrigado a fazer ou deixar de fazer senão em virtude de lei. E ter que ler opiniões religiosas ou brigas, muitas vezes, ninguém merece…
Cabe a nós mesmos, agora, nos educarmos e criarmos o hábito de segmentar nossos contatos e enviar posts, fotos, vídeos, links e mensagens de modo mais focado, para, assim evitarmos ser incômodos com nossos próximos.
E quem avisa, amigo é…
Xi… Amigo? Aceita primeiro, vai.
Finalmente a ONU se pronunciou. A rede é, sempre foi e deve continuar sendo livre. E todos têm de ter direito de utilizar dela igualmente,
sem privilégios econômicos.
Na verdade, com o devido respeito e cá entre nós, pista pedagiada em que usuário que paga mais pode dirigir com maior velocidade é um absurdo. Fila VIP em que os que chegam depois entram primeiro na casa noturna é um absurdo. A cortininha que separa a classe econômica da primeira classe, e que impede os “comuns” de verem os “especiais”, é um absurdo. Tudo o que coloca pessoas que estão em situação de igualdade em uma artificial desigualdade, é absurdo.
A pista pedagiada rápida é um jeito de dizer que carros em igual situação de trânsito podem ter tratamentos diferentes. A fila VIP significa que pessoas que se encontram igualmente em uma espera, podem ter tratamentos diferentes (e, pior, pessoas que chegaram antes, entram depois). A cortininha de separação é a concessão de um privilégio de não ser visto dentro de um avião que, se cair, mata todos igualzinho.
Mas há que se entender que o dinheiro compra distinções e ser igual perante a lei, como muitos sabem, é ser desigual, conforme sua desigualdade. E temos que aturar: numa sociedade capitalista, quem tem mais dinheiro, tem mais privilégios, numa meritocracia ditada pelo dinheiro.
Entendo que há diferenças sutis entre a imposição de igualdade em situação de igualdade e a opção pela desigualdade numa sociedade desigual em sua essência.
Explico.
Se você tem muito dinheiro, você pode ter um carro melhor, um celular melhor, uma cueca de marca.
Mas numa ilha deserta, após um naufrágio, todos somos iguais, independentemente da cueca. Com câncer em estágio avançado, todos somos iguais, independentemente do carro. Pelados, numa sauna, todos estamos numa situação de igual fragilidade e exposição, independentemente do celular. Há situações em que o dinheiro não pode e não será relevante.
Na rede há a mesma concepção de igualdade. Somos todos números IPs e somos todos usuários com idêntica capacidade de navegação. Ainda que paguemos por conexões mais velozes (e não há mesmo como reduzir velocidade hoje em dia), o acesso às páginas e a velocidade com que as informações navegam na rede deve ser tratada da mesma forma. Não é porque você tem um iPad que o livro que você baixa no site da Apple deve desrespeitar a lógica do tráfego de informações.
O dinheiro serve para comprar o equipamento melhor, a tela maior e a conexão mais veloz. Mas uma vez dentro da rede, a única coisa que ele pode fazer é dar acesso a conteúdo que, por sua vez, tem velocidade única. Meu blog e seu blog estão igualmente na rede para acesso. Não é porque o seu blog é mais famoso, mais acessado, mais requisitado que haverá privilégio para acessar o seu em detrimento do meu. Nem privilégio quanto ao acesso, nem quanto à velocidade.
Imagine se, no futuro, precisássemos baixar um driver para a impressora X. Um programa gratuito. Imaginemos agora que esse driver pudesse ser baixado no site da própria impressora ou na Amazon. Imaginemos que na Amazon (cheia de patrocinadores) o driver pudesse ser baixado em 3 minutos e no site da empresa, sem patrocinadores, em 30 minutos.
E imagine que na Amazon só se poderia baixar rapidamente porque os tais patrocinadores pagassem alto para que ali as transmissões fossem melhores, mais confiáveis e mais velozes. Que tal seria?
O mais curioso é que grande parte das pessoas com as quais conversamos acha isso bom e estariam propensas a aceitar as tais publicidades porque creem-se imunes a tais ataques e acreditam haver grandes vantagens nisso. Afinal, tempo é dinheiro!
Mas pense comigo.
Você se sente a vontade vendo que o preço do combustível está uniformizado nos postos de sua cidade? Você não enjoa de ver outra vez o Francisco Cuoco e a Regina Duarte na novela? Ou o Eymael no horário eleitoral gratuito?
Com o devido respeito à comparação, é isso que a queda da neutralidade da rede geraria: domínio, abuso, monopólio, mesmice, limites…
Seria o fim da democracia idealizada na rede. E o fim, dentre outras coisas, da possibilidade de todos serem potencialmente alguém.
Sejamos honestos conosco mesmos: você conhece alguém que já ganhou na loteria? Conhece alguém que já acertou mais dezenas naquele título de capitalização? Conhece alguém que já ganhou ALGUMA coisa grande e que mudou de vida por isso?
Mas a rede fez isso com várias pessoas. Veja o @rafinhabastos que de anônimo virou o homem mais perseguido do twitter…
A rede dá chances para o escritor de fundo de quintal ser publicado. Para o ator de 5ª categoria ser visto. Para o tocador de ocarina mostrar sua diferença.
E também dá chance para o super escritor famoso se divulgar ainda mais, se popularizar ao limite. Dá chance ao ator de 1ª categoria ampliar seu espectro de atuação. E para o pianista clássico manter a beleza do tradicional viva.
Se cair a neutralidade da rede, estaremos de volta à época do padrinho, do editor, do produtor. Seremos guiados e recentralizados, numa espécie de concorrência desleal em que a plutocracia se autoalimenta e sustenta.
Só serão relevantes para a mídia eletrônica aqueles que os responsáveis pelos sites especiais disserem que são.
E preparem-se para ver programas como “se vira nos 30”, “videocassetadas” e “dança dos famosos” online.
Todo o dia parecerá um chuvoso domingo a tarde sem tv a cabo…
Estamos de volta! Puxa vida… que saudade de vocês!
E como já é perceptível, começamos com um título intrigante.
Dentre tantas facetas (instrumento, meio ambiente, plataforma, etc), a minha opinião é a de que a rede também pode ser considerada uma mão. E não só pelo fato de que você a manipula, mas por vários sentidos diretos e figurados.
Isso é corroborado pelos ditados populares. Olhe só.
A rede é uma mão na roda: eu não tenho dúvidas de que você está escravizado pela rede. Eu também estou. Enviar mensagens, fazer pesquisas, pesquisas preços, publicar opiniões… a rede deu uma grande ajuda. Se em algum momento a sociedade estava na mão de um pequeno grupo de pessoas, pode-se dizer que foi a rede quem deixou que pessoas com mérito tivessem sua vez, apesar da oligopólio.
Aliás, a rede também gerou uma nova forma de emprego (ou trabalho) e uma nova forma de estudo (ou aperfeiçoamento), através do conceito de trabalhe-em-casa (work-at-home) e do EAD (ensino a distância). Sem contar o SaaS (software as a service) e as inúmeras possibilidade de empreguiçamento como poder-ficar-em-casa-nas-noites-de-inverno-sem-precisar-ir-até-a-locadora, deixar de ter que pegar as filas de banco para pagamento de contas é sensacional…
E não adianta você relutar: o futuro é você trabalhar a partir de um notebook e estudar através de seu tablet ou celular.
A propósito. Anote aí uma previsão. Um dia haverá uma nova categoria de professores. Professores exclusivamente online que darão aulas muito mais íntima, cheias de recursos interativos conosco e que receberão seus honorários de acordo com o quanto são capazes de cativar os alunos. Proporcional ao seus espectadores estudantes e não pagos por hora aula. Aliás, sou candidato.
Não haverá mais necessidade de abaixo assinado: o aluno escolherá seu professor. Não gostou dele? Troque… de canal…!!! Chega de o consumidor ser obrigado a ficar com serviço que não lhe agrada… (aliás, corpo docente parece tv a cabo… para poder ususfruir de um ou outro satisfatório, temos que comprar um pacote inteiro…)
Próximo.
Na rede, uma mão lava a outra: afinal, ela é colaborativa. Quando todos dão uma mãozinha, compõe-se um serviço extraordinário. Vide wikipedia, código fonte aberto e composição coletiva de documentos. Mas isso todo mundo já sabe.
O que parece faltar é a discussão para se saber quem responde quando uma criação coletiva ocorre. Digo isso porque vejo o gritante desrespeito à dublagem no mercado e percebo o mesmo ocorrendo na rede. Diversos atores participam na composição de uma obra e na hora de responsabilizar ou beneficiar alguém, a grande dúvida. Ou o delinquente sai impune, ou não se remunera quem de direito.
Afinal, quem merece as glórias por um vídeo viral? Quem ganha quando uma obra é escrita a centenas de mãos? E quem perde? Um dia o direito terá que tentar resolver essa questão de mensuração.
A mão que afaga é a mesma que apedreja: aqui há um misto de desabafo e constatação.
Quem lê os post do #Blogleg@l sabe que além de advogado, sou professor.
E apesar de eu ter dito que a rede é/foi uma mão na roda, que o futuro do estudo está no ensino à distância, no momento presente a situação é dúplice.
Se por um lado os mecanismos de busca nos permitem aumentar nosso espectro de pesquisa e estudo, por outro lado encontramos uma avalanche de abobrinhas.
Se por um lado as fontes que encontramos tornam-se mais vastas e facilmente internacionais, por outro lado, ficamos preguiçosos.
Se por um lado conseguimos, graças à imensa quantidade de material existente na rede, fazermos nosso trabalho de faculdade de um dia para outro, por outro lado, nossos professores também têm Google. E existe mais: existe um site chamado Plagium (www.plagium.com), maravilhoso. Ele diz até QUANTOS POR CENTO de um trabalho foi copiado de fontes da rede, e o percentual de originalidade.
Reitero sempre que plagiar é crime. É delito que viola o bem imaterial chamado direito autoral. E como bem assevera o meu caro amigo Guilherme, é um verdadeiro furto de idéia.
Abaixo a desonestidade acadêmica. Abaixo os plagiadores e os professores coniventes. Abaixo ao crime intelectual!
Usemos a mão. Mas com muito cuidado quando se tratar do nosso futuro. Ele é feito de cristal e basta uma atitude sinistra para acabar com o que estava direito.
Você sabe como funciona um júri popular? 
Sem querer ofender os legisladores e doutrinadores responsáveis pelo procedimento em tela, que serve para julgar crimes dolosos contra a vida (homicídio, infanticídio, aborto e instigação ao suicídio), o júri é um grande teatro.
Digo isso porque não ganhará necessariamente quem tiver razão, mas sim aquele que conseguir tocar a cabeça ou o coração do juiz.
Mas no caso do júri, vejam só, o juiz não tem NENHUM preparo para estar ali. E é por isso que se chama júri popular.
Porque os julgadores são pessoas comuns, do povo. O juiz concursado, que fica lá na frente, é carinhosamente apelidado de samambaia por sua complexa função de (praticamente) nada fazer.
A função de se colocar pessoas sem formação e preparo é dar ao réu que está sendo julgado a chance de ser avaliado por seus pares, ou seja, pela comunidade, representada por aqueles 7 cidadãos que ficam ali sentados a força (ser jurado é obrigatório).
Mas eu refletia com meus botões (do teclado): será que a tecnologia não pode ser usada para transformar o júri numa coisa realmente popular?
Pense comigo. A lei da Ficha Limpa foi uma iniciativa denominada popular. O direito chama de iniciativa popular o projeto de lei que tem assinatura de ao menos 1% do eleitorado.
Quando os institutos de pesquisa fazem aquelas prévias para saber quem venceria as eleições, usa-se uma amostragem de milhares de pessoas para dar uma ideia do pensamento nacional.
Sempre que se dá o nome de “popular”, se consulta muita gente.
Mas no júri, bastam 7?
E aí vem a ideia: que tal se todos pudéssemos votar nos júris? Que tal se todo o júri fosse REALMENTE público? (em tese todos são, mas o número de assentos é limitado) Que tal se fosse obrigatório que câmeras filmassem os júris e os interessados em assistir se cadastrassem, houvesse uma assinatura digital, protocolos eletrônicos de segurança, verificação de IP e, então, ao final, centenas de brasileiros votassem culpado ou inocente, numa página protegida?
Aí sim seria a voz do povo! Ou ao menos uma amostra não desprezível…
Acabariam os impedimentos aos jurados. Tanto faria o pai do réu votar por sua absolvição porque este seria somente mais um no mar de votantes…
As vezes o júri tem que sair de uma comunidade (de uma cidade) e ir para outra porque a população daquele local está contaminada pela parcialidade. Num júri popular eletrônico, problemas como este estariam superados! Gaúchos poderiam julgar amazonenses, roraimenses poderiam julgar paraibanos!
Tantas possibilidades… tanto poder poderia ser exercido pelo povo…
A Constituição da República prevê instrumentos maravilhosos como o referendo e o plebiscito.
A Internet poderia ser tão bem usada para tantos fins…
Já pensou poder votar diretamente num processo contra deputado corrupto? Já pensou poder transformar a democracia indireta em democracia direta?
De repente poderíamos até trocar a presidente por uma webmaster…
É impressionante como temos capacidade de dar opinião na vida dos outros, nas ações dos governos e até mesmo em assuntos que
praticamente nada entendemos. “Se fosse eu” ou “se fosse comigo” são as expressões que mais usamos.
Com base nessa ação corriqueira, outras contraexpressões surgiram como “não se meta onde não é chamado”, “se conselho fosse bom não se dava, se vendia” e o mais recente “cada um com seus problemas”: geralmente ninguém quer saber nossa opinião, apesar de a Constituição Federal garantir nosso direito de expressá-las, desde que identificadas.
Mas agora querem saber nossa opinião sobre algo que entendemos muito bem!
Eu confesso que não gosto de aglomerações.
Como professor, estou quase que diariamente em contato com meus alunos ou com plateias de interessados para discutirmos temas dirigidos, e, quando chega no final de semana, procuro evitar filas, shows, jogos de futebol. Tudo em prol de um pouco de reserva. Um pouco de intimidade. Mas, pensando bem, como eu sou hipócrita!
Infelizmente, somos todos preconceituosos de um modo ou de outro.
Rimos de um email que fala sobre o caráter dos torcedores de certos times de futebol, fazemos piadas com nacionalidades, exibimos nossos novos gadgets com ar de superioridade, enfim todos queremos ser diferentes. E isso nos faz preconceituosos conosco ou com terceiros.
No Japão, por exemplo e sabidamente, os habitantes fazem penteados exuberantes, pintam os cabelos de cores fortes, fazem piercings e tatuagens chamativas. Tudo em prol da diferença. Tudo para sermos especiais.
Mas se você algum dia pensou ou ouviu que o Direito defende que somos todos iguais e assim devemos ser tratados, se enganou.

Você já pensou o quanto você está prestes a ser vítima na Internet? Já pensou o quanto já expos outras pessoas? Já pensou que pode já ter cometido crimes sem saber que o fez? Já pensou que é consumidor de serviços que nem sabe que contratou? Já pensou que assina contratos online diariamente sem lê-los? Prepare-se para debater a Internet sob a ótica jurídica, e seja bem vindo ao mais novo blog da INFO!