Preparem suas caixas de entrada. Eles estão chegando. E se multiplicam mais rápido do que os gremlins em dia de chuva[1]. Para piorar,
quanto mais perto de outubro, mais e mais freqüente eles são!
São os UEM ou “Unsolicited Electoral Messages”. Nada mais do que as Mensagens Eleitorais não solicitadas. Propaganda política pela internet, usando nossos emails sem dó nem piedade.
Em suma, a maior parte entende que são SPAMs, mas ao invés de trazerem publicidade, trazem ideais políticos. Se preferir, pedem voto direta ou indiretamente. E não se esqueça que denunciar o adversário e tirar dele votos beneficia o propagandeador.
Eu confesso que não gosto de aglomerações.
Como professor, estou quase que diariamente em contato com meus alunos ou com plateias de interessados para discutirmos temas dirigidos, e, quando chega no final de semana, procuro evitar filas, shows, jogos de futebol. Tudo em prol de um pouco de reserva. Um pouco de intimidade. Mas, pensando bem, como eu sou hipócrita!
Durante um bom período de tempo se questionou acerca da possibilidade de os empregadores fiscalizarem e lerem os emails enviados pelos
seus empregados. Alguns argumentaram que isso violaria o direito à intimidade do trabalhador. Mas afinal de contas, o chefe pode ler o que você escreve?