Basicamente, o delinquente instala na gaveta de depósito do caixa eletrônico um dispositivo que impede o envelope de entrar totalmente na máquina (porém ele entra o suficiente para ser perdido) e, quando o mecanismo de devolução é acionado, o dispositivo também impede a saída do envelope. Assim, o envelope com cheque ou dinheiro fica “preso” dentro do caixa e a vítima, sem ter o que fazer, vai embora e ali abandona seu numerário. O golpeador aguarda não haver ninguém por perto, entra no caixa e retira o dispositivo e, quando o puxa, junto vem o envelope da vítima.
Eu quase cai mas não cai. Me abaixei e notei o aparato e o arranquei. Estava nos dois caixas eletrônicos que estavam disponibilizados aos clientes. E veio o envelope junto. Mas eu dei sorte.
Como consegui arrancar o artifício, decidi por a boca no mundo. Compartilhei para meus cerca de 3000 contatos do facebook e pedi compartilhamento. Devemos ter atingido um bocado de gente. Isso no sábado, dia 28.04.2012.
E hoje pensei: puxa vida… qual a vantagem que leva alguém que denuncia um golpe na rede e ajuda as pessoas a terem/ tomares ciência de tal prática e evitarem cair nesses golpes? A vantagem é humana. É uma conduta cidadã.
Mas pensei eu que já que participamos em todo o lugar de programas de recompensa que visam fidelizar o cliente, será que a segurança pública não poderia fazer o mesmo?
As equipes de segurança digital, prevenção de fraudes e demais certamente são pequenas e limitadas àquilo que conseguem detectar. Mas e se potencializássemos a “equipe de investigação” a TODOS os cidadãos? Criaríamos uma equipe alerta para golpes e pulverizaríamos para todos os lugares do Brasil a identificação de fraudes. Como? Recompensas! Pontos no programa xis, um troféu de agradecimento, prêmio em dinheiro…
Certamente os benefícios do banco em reduzir os custos de ressarcimento e aumentar sua equipe de prevenção de fraudes compensaria. E cada vítima potencial, viraria um detetive, numa invasão de homens morcego e mulheres morcego.
Can we Gotham?