Ok. No momento em que escrevo este post o dólar comercial está valendo cerca de 1,75 real. Mas a ideia do título vale mesmo assim.

Disponível em http://www.gettyimages.com/detail/photo/sale-advertisment-on-screen-of-laptop-royalty-free-image/200446206-001
Eu me recordo quando surgiram as lojas que vendiam objetos a R$ 1,00. Assim que entrei percebi que na verdade os valores eram A PARTIR de 1 real. E hoje existem tanto as que vendem tudo a R$ 1,99 quanto as que vendem a partir desse valor.
Todo o mundo se interessou pela ideia. Isso porque um real ou 1,99 são valores baixos o suficiente para que gastemos com nenhum ou quase nenhum remorso.
É um valor tão baixo, que pensamos muito pouco para gastar, essa é a verdade. E o comércio aproveita…
E veja que curioso o preço majoritáriodos aplicativos na AppStore. A maior parte custa US$ 0,99!
Aproveitando essa onda, mês passado conheci o serviço japonês “1dollarscan”. Trata-se de um serviço em que se remete livros ou documentos para um endereço que escaneia, digitaliza e envia o arquivo de volta, de modo eletrônico, para o usuário e, em seguida, recicla a papelada.
Eles propugnam o fim da poeira e do espaço inútil desperdiçado em troca de 1 dólar por centena de páginas escaneadas.
Corro um grande risco dando idéias, mas a digitalização fácil fará com que cada dia mais o conteúdo de cola seja eletrônico e se propague. Talvez num futuro não muito distante, tenhamos que repensar a forma como avaliamos os alunos por conta de o conteúdo não poder mais ser contido ou inacessado. O conteúdo perderá o sentido e o raciocínio será avaliado (finalmente).
Preocupa-me, também, a questão dos direitos autorais. Isso porque há dezenas de sites que adquirem licitamente CDs e DVDs e os digitalizam, disponibilizando livremente para download. Isso prejudica muito o artista, que não recebe pelo trabalho feito, a não ser naquela mídia corretamente adquirida.
Sendo assim, fica a questão: o que vale mais a pena? Pagar U$ 0,99 e ter uma música lícita, adquirida por um preço justo e com a qualidade verdadeira, ou não pagar nada e prejudicar toda uma classe de produtores?
Saberemos como o Brasil lidará juridicamente com isso em breve. Por hora, fique a vontade para copiar meu post.
No início não havia nada. Depois havia longos links. Em seguida, links curtos.
Aleluia, dizem alguns. Finalmente um mecanismo que evita que percamos tempo digitando longos endereços eletrônicos e, assim, evitar os erros de acesso. Certo?
Em parte.