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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 - 10:02

Enfim, SOS

Quem nunca viu um telefone celular de um amigo, que se vangloriava pelas incríveis

por Bloomberg/Contributor

disponível em Gettyimages.com

tarefas que o aparelho era capaz de executar e fez a fatídica pergunta: “E ele faz ligações também?”

Atire a primeira pedra quem nunca ouviu a frase: “eu só quero um aparelho que faça e receba ligações” ou então “10 anos atrás a gente viva muito bem sem celular”.

Eu compreendo perfeitamente certas indignações com o fato de estarmos cada dia mais sendo vigiados porque se exige ou porque nós mesmos permitimos que nos vigiem. Mas dizer que a tecnologia é dispensável e pregar um retorno à vida sem celular, me parece irreal.

Afinal, o conceito de TECNOLOGIA não está associado puramente à lógica da informática. Manuel Castells, sociólogo famosíssimo, mostra em suas obras que tecnologia deve ser compreendida como toda a técnica capaz de gerar melhoria no uso dos recursos disponíveis. Por isso, por exemplo, o uso de rotação de culturas no plantio, é tecnologia e ninguém pensa como era melhor a vida sem ela.

Idem no que se refere à penicilina, ao papel ou ao cartão de crédito. Sendo assim, é possível afirmar que tecnologia é um conceito cumulativo e progressivo. Não há que se pensar em sociedade dando passos para trás em tal conceito (os naturistas que me perdoem).

E tem muita gente que acha que as geotags são o novo big brother. Que elas violariam o conceito constitucional de intimidade.

Em parte eu concordo. Se você pensar em câmeras te filmando sem que você saiba ou celulares te seguindo e monitorando seus passos sem o seu consentimento, isso certamente é ilegal. É como se as pessoas livres tivesses as tais tornozeleiras eletrônicas sem nunca terem feito nada de errado.

Mas se houve liberdade, a disposição da intimidade é totalmente aceitável.

E vejam que interessante o recente caso de um casal que se perdeu na floresta e graças à tecnologia geolocalizadora foram encontrados em 3 horas, numa situação que, caso tivesse se alastrado por mais tempo, poderia gerar suas mortes.

Também existem programas que combatem crime contra o patrimônio, quase que numa autotutela. O cidadão instala no celular um aplicativo passivo. Caso alguém furte, roube ou se aproprie do aparelho e tente utilizá-lo, o erro da senha por 3 vezes, por exemplo, tira uma fotografia secreta do usuário, aciona o geolocalizador e manda, de tempos em tempos um email informando onde o celular está, com precisão de míseros 30 metros!

A ineficiência das forças públicas, cada vez mais é superada pela criatividade e pelos incríveis avanços da tecnologia!

Será que a tecnologia de geolocalização também resolve isso aqui: http://www.findwaldo.com/ ?

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011 - 23:15

Formas Tecnológicas de Evitar Preconceitos

A rede tem, como a própria metáfora promete, o condão de tratar todos os peixes que nela estão do mesmo modo. Sejam de água doce, de

por Atomic Imagery

água salgada, coloridos ou monocromáticos, todos são peixes e ali devem se tolerar. Se não, o espaço deixa de existir.

Pois tolerância na rede é algo variável. Isso porque, por exemplo, nos Estados Unidos da América do Norte, a primeira emenda constitucional garante ampla liberdade de expressão e, no Brasil, a inexistência do marco civil (ainda) gera muitos abusos.

Grupos de ódio, flaggings em bate papo, cyberbullying, injúrias e tantas outras condutas são frequentes.

Lembro-me de um fato repugnante de uma pessoa que usava a internet como ferramenta para pregar o ódio ao nordestino na época das eleições a presidência da República.

Mas a rede também serve para que diversos ou semelhantes se unam. Redes de relacionamento, foursquare, fóruns que acionam coletividade para movimentos de greve… tudo para unir objetivos, destinos e até mesmo corações.

E veja que interessante. Ao mesmo tempo a rede une e desune. Ela ajuda a criar mas também ajuda a vencer o ódio.

Especialmente neste post, gostaria de falar de uma interessante ideia sobre união e vitória sobre o ódio.

É a ideia de misturar geolocalização com redes sociais e criar o serviço GRINDR que nada mais é do que um programa que você instala no seu smartphone e permite que acesse sua localização ao mesmo tempo que mostra interesse em relacionamento.

Ali, a pessoa homossexual coloca seus dados, suas fotos e, ao invés de se expor buscando paquerar pessoas que eventualmente não têm a mesma orientação, o serviço informa a ela se há alguém com os mesmos interesses próximo. Com isso, a exposição gerada por uma paquera que poderia gerar ódio e violência, fica superada. E olhares tortos e estranho, também.

Não estou dizendo que o serviço dispensa uma boa ida a um bar ou uma balada, mas sim que há formas de contornar as dificuldades da timidez, acentuadas pela (ainda) intolerância que há quanto à orientação sexual das pessoas.

Você já notou que ironicamente a maior parte das pessoas chama de “diferente” pessoas que gostam de iguais?

Pois independentemente da sua opinião ou orientação sexual, uma vez que o Estado não consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo para coibir condutas racistas, a tecnologia ajuda internautas a focarem seus interesses de modo inteligente.

Todos são iguais, na medida de sua igualdade.

Um brinde ao jeito particular de resolver um problema público.

E não se esqueça que virtualmente somos todos compatíveis.

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011 - 19:28

Como diferenciar bobagens de verdades na web?

R7, G8, F1

Batalha naval? Não. É a mania da sociedade em criar siglas e combinações com significados que se popularizam com o uso. por Jupiterimages

E quem não conhece o NSEOQEAV que tanto rodou por emails e posts?

Mas esse post não é sobre siglas em geral mas sim sobre a sigla do título. O G17 entitula-se o “portal de humor sem compromisso com a informação”. Em outras palavras, é um portal que só veicula boatos falsos e mentiras com aparência de verdade.
O problema? Como diferenciar a bobagem da verdade, na Internet?

Isso é um ponto que venho identificando ao longo de meus 9 anos de docência e pesquisa.

O joio e o trigo realmente precisam ser separados. E é dificílimo. A melhor ferramenta? Credibilidade e instituições sólidas…

O primeiro problema que enfrentamos nas e-ladainhas está no fato de que fofoca não é delito, boato não é difamação e a sociedade tem liberdade de expressão. Ainda bem. O primeiro passo da democracia é permitir que o povo se expresse.

Nossa Constituição Federal faz isso, mas impõe a ressalva de que o anonimato é vedado. Fale o que quiser, mas se mostre. Uma espécie de “se você é macho para falar, tem que ser macho para assumir”. Senão não pode.

Isso está no artigo 5º, IV, assim: é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.

Mais conflito: é impossível regular, filtrar ou controlar todo o conteúdo colocado na rede. E nem se quer fazer isso. E nem se deve. A rede é livre por essência.

Mas isso um problema ainda mais grave: a consequencia desastrosa das publicações bizarras.

A melhor forma de se aplicar um golpe, fazer uma publicidade ou espalhar uma fofoca é fazê-lo de modo inteligente.

Basta você ter um pônei em mente (maldito ou não), saber quem matou a Norma ou informar que tem fotos do crime que abalou o país.
Ou seja: desperte o interesse e você ganha credibilidade. A sequência arrasadora? Maquie sua mentira com pó de realidade e voilá, você tem sucesso.

No passado, eram os jornais e as revistas que possuiam a credibilidade. Mas não qualquer publicação mal feita e torta. As revistas de qualidade, todas coloridas, com fotos tiradas por profissionais e linguagem adequada. O que veiculasse ali, era verdade para quem lia. Ainda é. Temos o hábito de achar que o que lemos é verdade. O escrito é mais crível que o dito.

Pois a rede profissionaliza as publicações. Tudo ali parece verdade porque as fontes usadas são perfeitas, as bordas, certinhas. As fotos estão a um Google Images ou Flickr de distância. Em outras palavras, publicar com aparência de realidade é uma realidade.

“Contruído o primeiro presídio 5 estrelas.”

“Lei punirá gente feia que se passa por bonita na Internet.”

“Governo do Rio lança projeto para presos usarem twitter.”

“Dilma define o tipo de pessoas que podem ser algemadas.”

São manchetes falsas produzidas e escritas em linguagem jornalística que aparecem no “portal” G17. A maior parte delas, para piorar, foi divulgada e comentada por pessoas que participam de minha rede social.

Debates sobre a subjetividade do conceito de “feio” e da inconstitucionalidade do poder executivo legislar, além de questionamento sobre a igualdade substancial dos presos. Tudo isso foi levantado e discutido por colegas.

A mentira é tanto mais saborosa, quanto mais verdadeira se afigura

Enquanto a brincadeira estiver no nível irreal, fantasioso e impossível de crer, há graça. Mas a incitação vazia do internauta pode gerar problemas.

Já li trabalhos acadêmicos com notas de rodapé do site em questão. O problema cresce.

Se um dia uma leitura de boato gerar uma reação exagerada, se um dia um boato gerar um delito, se um dia uma mentira ofender alguém, a liberdade de expressão poderá sofrer limitações.

Não acho correto que todos tenhamos que arcar com restrições e limites graças a alguns que não souberam lidar com a liberdade social.
Assim, sou a favor de que antes de o problema surgir, nos previnamos. Sempre que formos compartilhar uma informação, seja por twitter, seja por blog, seja por rede social, citemos a fonte.

Isso evitará que mentiras assumam aparência de verdade. Isso fará com que respeitemos a origem da notícia, a fonte da piada, o crédito da ideia. Isso fará com que possamos acreditar ou duvidar com base.

Por hora, contemos com o bom senso. E não ajudemos a empurrar a bola de neve que é a mentira.

SP

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sexta-feira, 15 de julho de 2011 - 22:12

O programa que derrubou o Facebook

O ser humano é um animal social por natureza, disse Aristóteles.

O homem é o lobo do homem, disse Hobbes.

por Thinkstock

Não cobiçai a mulher do próximo, disse Deus (em todas as religiões que conheço).

E assim fez-se o polêmico “Breakup notifier”. Considerando todas essa premissas.

O serviço nada mais é do que um aplicativo que usa dados do Facebook para que usuários saibam quando outro usuário selecionado teve mudança no status de relacionamento de “comprometido” para “não comprometido”. Em outras palavras, é um dedo duro de rompimentos. E do outro lado da lâmina, um incentivador de novas relações sociais.

Mais ainda, é um bisbilhoteiro que, se previamente provocado, divulga o estado de solteiro de alguém. Expõe a intimidade amorosa (http://www.releituras.com/fpessoa_cartas.asp) fazendo com que o fragilizado ser seja cobiçado pelo lobo próximo, por um smartphone de olhos de águia…

O interessante é que não há cobiça da mulher do próximo. Há eletrônico aguardo, paciente e virtual, como quem não quer nada, mas espreita… Há admiração interessada que se revelará se e somente se a pessoa usuária de facebook permanecer na rede social e voluntariamente modificar o seu status.

Em verdade, o serviço serve como uma possível bandeira verde para a paquera. O(A) usuário(a), após ser informado do novo estado, fará (ou não) o movimento de paquera com maior grau de chance após a notificação legitimadora.

E onde está o direito nisso? Em vários lugares. Em primeiro lugar na questão da intimidade. Depois, na lógica da publicidade do estado civil. Em terceiro plano, na situação de fragilidade instalada por uma pessoa após o fim de um relacionamento, facilitadora de vitimização.

O direito constitucional garante a cada um sua individualidade. É aliás, o inciso X do artigo 5º, aquele que diz que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”. Mas observemos que a lógica constitucional proibe a violação mas não a disposição. Assim, apesar de ser inviolável, é dado a cada um dispor de suas informações pessoais como bem entender.

Depois, a questão da publicidade do estado civil. Você já notou que casamento (cerimônia) e enterro (velório) nada mais são do que a forma como a sociedade mostra a todos que a vida acabou? (de solteiro ou de verdade). É o princípio da publicidade. É obrigatório.
O Direito quer que todo mundo saiba quando certas coisas acontecem com você.

Mas quando você termina um namoro, um relacionamento ou uma união, ninguém te pede para contar. Mas o programinha em tela conta. E publica seu estado de disponibilidade aos interessados.

Curioso é que você não pode impedir porque, afinal de contas, foi você mesmo quem publicou a mudança. É certo que ninguém pode obrigar ninguém a fazer algo senão em virtude de lei. Mas no momento em que alguém publica seu novo status, parece que autoriza ou assume o risco da disseminação de tal informação, ainda que implicitamente.

Mas a questão que poucos reparam é o quanto aumentamos nossa própria fragilidade conforme publicamos dados sensíveis na rede (dados importantes).

Perceba que o marketing para solteiros é diferente daquele para casados. Os interesses são diversos. Os gastos mudam. Até o modo de vestir… Para isso foram desenvolvidos os tais “cookies”: para traçar sua tendência de navegação e suas características. E são dados valiosíssimos!

Acredite. Existem muitos golpes no mercado. Vários dedicados a casados/casadas. Vários a viúvos/viuvas. Todos eles exploram vulnerabilidades. E a mais efetiva é a carência afetiva.

Quando alguém se declara solteiro, há todo um movimento de marketing nesse sentido. E quando alguém se declara frágil, há todo um movimento para arrancar dinheiro ou aplicar um golpe.

Uma das curiosas trocas que exploram carência versus dificuldade financeira é a oferta de noivas pela rede. Mulheres muitas vezes lindas, do leste europeu, se oferecem para casar com americanos e europeus do oeste em troca do visto, oportunidade de trabalho e auxílio às suas famílias. De outro lado, marido carentes de países desenvolvidos aceitam. Não raro o caso termina em tragédias.

Interessante que esse programa fez TANTO sucesso, que o FB o tirou do ar. Tantas pessoas vincularam suas contas ao programa, que houve uma sobrecarga de acessos na rede social e a empresa decidiu por retirar a parceria do ar. Hoje, tudo está reestabelecido.
Tantos amores ou interesses escondidos… tanta expectativa de fofoca…

Nesta semana, porém, veio ao Brasil o site OHHTELL.COM. O objetivo? Arrumar para os usuários um “amante discreto”. Mas isso é tema para outro post.

Bom final de semana!

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quinta-feira, 17 de junho de 2010 - 14:13

OS UEM VÊM AÍ !

Preparem suas caixas de entrada. Eles estão chegando. E se multiplicam mais rápido do que os gremlins em dia de chuva[1]. Para piorar, quanto mais perto de outubro, mais e mais freqüente eles são!

São os UEM ou “Unsolicited Electoral Messages”. Nada mais do que as Mensagens Eleitorais não solicitadas. Propaganda política pela internet, usando nossos emails sem dó nem piedade.

Em suma, a maior parte entende que são SPAMs, mas ao invés de trazerem publicidade, trazem ideais políticos. Se preferir, pedem voto direta ou indiretamente. E não se esqueça que denunciar o adversário e tirar dele votos beneficia o propagandeador.

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segunda-feira, 31 de maio de 2010 - 20:23

CHOQUE

A palavra do título é muito interessante.

Foto de João Gomes

Pode significar aquilo que levamos na tomada – e nesse sentido trata-se de interação por troca de energia. Isso gera susto.


Pode significar colisão ou impacto entre forças. Isso gera destruição.


Mas pode significar também conflito de direitos. E isso gera muita coisa…


Pois eu fiquei em choque. Em todos os sentidos acima ao ler a seguinte notícia em um portal conhecido: “Google mapeou com intenções comerciais toda a rede Wi-Fi britânica”.
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domingo, 2 de maio de 2010 - 12:59

LEMBRE-SE DE ESQUECER

É melhor arrepender-se de algo que fez do que se arrepender por nunca ter feito.

Essa máxima que corre a boca dos “bon vivents” – ou dos indivíduos “carpe diem” como eu os prefiro chamar – é absolutamente compreensível. Afinal, a vida é curta, o tempo é efêmero e ninguém quer ser coadjuvante da própria vida.
Mas imagine se tudo o que você fez, seja certo, seja errado, pudesse ser registrado.

Imagine que, como naquele filme com Robin Willians chamado “The Final Cut” (trazido ao Brasil com o nome “Invasão de Privacidade”), todos tivéssemos implantes cerebrais capazes de gravar cada momento de nossas vidas.

E imagine que, ao morrermos, essas memórias todas pudessem ser acessadas por nossos descendentes. Você gostaria que tudo fosse público? Gostaria que pudessem ver tudo?

Eu duvido.

E confesso que não me orgulho de tudo o que fiz. Muito pelo contrário. Gostaria de limpar uma boa quantidade de coisas que passaram.

E eu não estou me referindo a uma limpeza como aquela mania de ficar tirando as marcas de dedo da tela do iPhone. Estou falando de uma total remoção.

Acontece que, feitas as devidas proporções, hoje quase tudo acaba sendo registrado pelos meios informáticos.

Vivemos um Big Brother voluntário, em que aceitamos participar do Google Latitude e informarmos a quem queira saber onde estamos. Editamos nossos documentos nas nuvens. Enviamos a declaração do imposto de renda pela internet. Publicamos nossas fotos e vídeos em álbuns. Nosso dinheiro é virtual e boa parte de nossas informações está online.
Faça um teste. Jogue meu nome no Google ou no Bing e verá quantos artigos escrevi, onde me formei, onde fiz minha pós graduação e até mesmo quais vestibulares prestei. Até aí, nada de mais. Sou da geração que nasceu sem computador e não teve um até os bons 14-15 anos. E o primeiro era de tela monocromática verde (PC XT, lembra?)

Mas reflita sobre a geração totalmente imersa na realidade informática e veja o quanto essas pessoas terão registros online.

Será que eu não poderei controlar aquilo que a rede impiedosamente registra, guarda e mantém sobre mim?

No Direito Penal, depois de se cumprir uma pena, o condenado tem seus registros “limpos” após 5 anos. A sociedade o “perdoa” e tenta permitir seu reingresso no cotidiano apagando seus registros pejorativos.

A internet mundial, porém, não tem normas para permitir o apagamento dos registros indesejados. Mesmo que o pedido parta do próprio prejudicado, o caminho será somente o judicial e com probabilidade de ser negado. Uma mácula pode ficar indefinidamente no ar.

Mas li recentemente um artigo que tratava do Direito de Esquecimento. O autor citava que na França já há um projeto de lei (se alguém souber qual, por favor me passe o link!) tratando desse tema.

Pela leitura, está-se buscando regrar essa ideia de que temos direito de termos nossos registros apagados, se desejarmos.

Parte-se do pressuposto – corretíssimo – de que todo o usuário tem direito a controlar os registros feitos sobre si. Exceto, é claro, as figuras públicas.

Gostei da proposta. Ainda falaremos bastante sobre ela.

Aproveite para não esquecer de dar um beijo na sua mãe no próximo domingo. Você é uma lembrança constante na vida dela e essa tenho certeza que ela jamais apagará.

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domingo, 25 de abril de 2010 - 16:42

A CENSURA AO VIDEOGAME

As novas tecnologias estão sendo responsáveis por grandes debates acerca da liberdade de expressão. No Brasil, blogs vêm sendo censurados, sites impedidos de veicular vídeos, fotos retiradas de redes sociais, tudo em prol de uma pretensa defesa dos limites da liberdade de expressão.

Um juiz estadual de Goiás proibiu blogueiros de veicularem notícias públicas acerca de um político conhecido na cidade, presidente da Assembleia Legislativa, e que possuía contra si diversos processos crime.

Um juiz federal de Minas Gerais impediu que jogos de vídeo game fossem vendidos.

Um juiz estadual de São Paulo determinou que sites fossem multados caso veiculassem o vídeo de uma famosa artista em cenas de sexo.

Afinal, onde está a liberdade de expressão?

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domingo, 28 de março de 2010 - 20:05

AGULHA NO PALHEIRO

Eu confesso que não gosto de aglomerações.

por Pedro Casquilho

Como professor, estou quase que diariamente em contato com meus alunos ou com plateias de interessados para discutirmos temas dirigidos, e, quando chega no final de semana, procuro evitar filas, shows, jogos de futebol. Tudo em prol de um pouco de reserva. Um pouco de intimidade. Mas, pensando bem, como eu sou hipócrita!

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sexta-feira, 19 de março de 2010 - 16:02

SEU EMAIL NÃO É SEU

Durante um bom período de tempo se questionou acerca da possibilidade de os empregadores fiscalizarem e lerem os emails enviados pelos

Tecla de Controle

seus empregados. Alguns argumentaram que isso violaria o direito à intimidade do trabalhador. Mas afinal de contas, o chefe pode ler o que você escreve?

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