Investimento-Anjo

terça-feira, 1 de abril de 2014 - 17:30

Boas Práticas para Relacionamento Empreendedor/Investidor

A relação entre investidores e empreendedores tem sido o tema de diversos artigos, eventos e palestras nos últimos anos, principalmente após o crescimento no número de startup no Brasil. A confiança adquirida para que se fosse possível receber o aporte, também faz com que a necessidade desse relacionamento fique em evidência.apertodemao

Como em qualquer outro relacionamento, investidores e empreendedores podem ter dificuldades iniciais para conseguir entrar em sintonia. Em geral, essas duas pontas do processo,devido aos seus perfis empresariais distintos, costumam ser convictos de suas ideias, fazendo com que conflitos, mesmo que saudáveis, não sejam tão incomuns assim. Manter uma boa relação muitas vezes é apenas uma questão de prática. Abaixo iremos abordar o papel de cada uma das partes e como manter o equilíbrio em prol do sucesso da empresa. Confira:

O papel do investidor

Muitos investidores são empresários de sucesso que conseguiram transformar suas startups em negócios escaláveis e agora colhem os lucros de anos de trabalho duro. Isso significa que eles aprenderam na prática e estão preparados para ajudar novos empreendedores, principalmente aqueles que eles investiram.

A grande questão é que, devido a esta vasta experiência, muitos investidores acabam opinando no dia a dia da empresa, querendo fazer com que ela tome o rumo que eles julgam ser o melhor. Não haveria nada de errado nisso se do outro lado não houvesse um empreendedor ansiado em demonstrar seu valor e seu trabalho. É neste ponto que os problemas de relacionamento começam.

Todo investidor, principalmente aqueles que começaram agora, precisam entender que seu papel numa startup é o de participar de decisões estratégicas e não querer gerir o negócio. É claro que ele pode tomar decisões mais ousadas caso as coisas estejam dando errado, mas sempre com o acompanhamento dos fundadores da empresa.

O papel do empreendedor

Já o empreendedor tem nele a convicção de que criou o produto ou serviço perfeito para um grande mercado, que está disposto a pagar o que for necessário pela solução ofertada. A verdade é que muitas startups falham engolidas pelo ego dos seus criadores.

O papel do empreendedor é de gerir a empresa, medir seus resultados e tomar decisões, mas também é o de manter o investidor informado sobre o desempenho do negócio, abrindo oportunidade para que ele dê sua opinião e discuta o melhor caminho. Ainda que o empreendedor acredite ter a solução para tudo, grande parte do sucesso do relacionamento dele com o investidor parte de uma postura humilde, de aprendizado.

Como manter o equilíbrio no relacionamento entre empreendedores e investidores

O equilíbrio nessa relação é quase como descobrir o modelo de negócios da sua startup: requer prática, testes, validações e, sobretudo, muito diálogo entre os agentes envolvidos. O mais importante nisso tudo é perceber que tanto investidores quanto empreendedores trabalham em busca do sucesso da empresa. Mesmo as discussões ou divergências de pensamentos, muitas vezes, são em prol deste resultado.

Encontrar o equilíbrio na relação entre investidor e empreendedor é um passo que demonstra a maturidade de ambos. O primeiro por entender que a partir de agora ele não comanda diretamente uma startup, mas a orienta. Já em relação ao segundo, cabe perceber que, acima de tudo, ele é um aprendiz. Por isso, saber ouvir e argumentar decisões contrárias é fundamental.
Como é sua relação com os empreendedores das startups que investe? E você, empreendedor, como se relaciona com os seus investidores? Aproveite a sessão de comentários abaixo para deixar suas experiências e dicas em prol de um bom relacionamento.

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terça-feira, 25 de março de 2014 - 17:30

Conheça as métricas que encherão os olhos dos investidores (e as que assustam!)

Quando uma startup sai em busca de investimento leva consigo uma série de números com a intenção de impressionar os investidores. Tamanho de mercado, número de usuários, projeções de faturamento e tantas outras métricas que, espera-se, encherão os olhos dos investidores.métricas

Mas ao marcar uma apresentação é fundamental saber o que é importante mostrar para um investidor, de modo a manter sua atenção no projeto. Apresentar as métricas corretas pode ser a diferença entre uma próxima reunião e um “até logo”. Para ajudá-lo nessa missão, abaixo listamos as métricas importantes e aquelas que não servem para os investidores. Por fim, um bônus: métricas que assustam qualquer investidor. Acompanhe:

Métricas que atraem investidores

Não é difícil encontrar as métricas que enchem os olhos dos investidores. Em geral serão aquelas que mostram o quão viável é o modelo de negócios criado pela startup. Tenha isso em mente ao criar suas apresentações e dificilmente as coisas darão errado.

Ainda assim é importante conhecer o mais básico: todo empreendedor precisa saber calcular o custo de aquisição de cada usuário (CAC) e estimar o “valor” do cliente durante o tempo de vida dele dentro do seu serviço (LTV). Sempre que a razão entre CAC e LTV for favorável para esse último é um bom indício de que a startup tem algum futuro. Do contrário, antes de procurar um investidor, revise seu modelo de negócios.

Aliado a esses números, em um estágio mais avançado, estarão os números de tração do seu negócio. É claro que startups iniciantes terão pouco para mostrar; já aquelas que conseguiram os primeiros clientes precisam contar quanto tempo demoraram para crescer. Apresentar o número de clientes conquistados num gráfico de tempo pode ser o melhor argumento que você terá para convencer um investidor.

Métricas que não importam para investidores

Há uma tendência entre os empreendedores de querer mostrar o quão capazes eles são em atrair seguidores para o Twitter e Facebook. Ainda que isso não seja algo negativo, não é uma informação relevante para um investidor. Com um número cada vez maior de ferramentas para a compra de likes, essa não é uma métrica que definirá o futuro da sua startup.

Assim, não perca tempo reunindo dados sobre likes, seguidores, pageviews ou a opinião de seus pais sobre o negócio. Foque em métricas sérias, aquelas que serão capazes de transformar sua startup num negócio escalável.

Métricas que assustam

Por último, há algumas métricas que assustam (e podem afugentar) qualquer investidor, principalmente entre startups com algum tempo de mercado. Dívidas trabalhistas, problemas jurídicos e qualquer outro tipo de passivo que não pode ser escondido e que não podem ser sanados com o investimento farão o investidor repensar sobre o risco que ele estará exposto.

Apesar desse artigo não ser uma receita sobre como suas métricas devem ser apresentadas, esperamos ter mostrado quais são as mais importantes e que precisam estar em toda apresentação. Também lembre-se de ignorar aquelas que não impactarão o seu modelo de negócios e nem transformar sua startup de sucesso.

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terça-feira, 18 de março de 2014 - 8:46

8 dicas para conhecer as pessoas certas nos meetups

Os meetups são eventos excelentes para aumentar a network e conhecer as pessoas certas para alavancar sua startup. Mentores, meetupinvestidores, empreendedores experientes, profissionais que podem ser potenciais colaboradores e até mesmo futuros sócios podem estar presentes em um evento do tipo. Para conhecer as pessoas certas nestas ocasiões é preciso uma estratégia. Confira as dicas.

Pesquise

Antes mesmo do dia do evento, use o poder da internet para pesquisar sobre as pessoas que gostaria de conhecer no encontro. Leia sobre a trajetória profissional, últimas conquistas e até mesmo hobbies. Grave a aparência delas. Esta é a melhor forma de saber exatamente quem abordar e o que conversar com a pessoa em questão.

Antecipe a aproximação

Leu no programa do meetup que um potencial investidor estará presente? Você pode antecipar o approach entrando em contato via redes sociais, como o LinkedIn, por exemplo. Assim, ao encontrar a pessoa no meetup ela já terá ideia de quem você é e o que sua empresa faz, o que facilita bastante a aproximação.

Aposte no recurso ‘amigo dos amigos’

Uma das melhores formas de conhecer as pessoas certas em meetups é, já no início, identificar participantes que você conhece e avaliar se eles podem apresentar você a alguém interessante. Quando um conhecido faz as apresentações a conversa costuma durar mais e fluir melhor. Não despreze o grande poder do network!

Seja sucinto

Não seja verborrágico. Apresente o que faz e o que busca em poucas frases e em no máximo 2 minutos. Lembre-se que as pessoas presentes no meetup não querem se engajar em longas conversas e sim terem uma ideia inicial do seu negócio e do que você tem a oferecer. Deixe as apresentações mais elaboradas para encontros futuros.

Observe

Os meetups, por serem encontros informais em que as pessoas conversam em pé e circulam, são ocasiões perfeitas para observar e escutar conversas sem ser percebido. Esta é uma forma interessante de identificar exatamente quais são as pessoas certas para você se aproximar e até mesmo ter uma ideia do que falar.

Tenha iniciativa e desenvoltura

O principal objetivo dos meetups é fazer com que as pessoas se conheçam para eventualmente terem uma oportunidade de negócios. Por isso, nestes eventos é perfeitamente normal você se aproximar de um desconhecido e se apresentar. É o lugar certo para isto e ninguém achará estranho – portanto, tenha iniciativa e desenvoltura para iniciar conversas e encontrar pessoas interessadas no seu projeto.

Faça uma apresentação objetiva

Ao fazer sua apresentação, seja bem objetivo mostrando o que você faz, qual seu diferencial, os resultados que já obteve e o que procura. Tudo isto em 2 ou 3 minutos, para manter o interesse das pessoas. Por isso, pratique antes sua apresentação para conseguir transmitir seu conteúdo de forma sucinta e focadas nos pontos essenciais do seu negócio.

Saiba escutar

Além de falar, para se aproximar das pessoas certas, é preciso saber escutar. Formule perguntas que gostaria de fazer para um investidor, por exemplo, e busque saber um pouco mais sobre os principais interesses da pessoa.

O primeiro passo para ter sucesso é um meetup é se mostrar disponível. Esteja aberto a novas ideias e com disponibilidade para conhecer pessoas novas. Prepare seus cartões de visita e boa sorte!

 

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014 - 17:20

O Grande Erro dos Empreendedores

Apresento neste artigo o que considero um dos grandes erros que os empreendedores cometem ao apresentarem seus negócios para investidores: o uso de fórmulas prontas em critério.

Infelizmente é muito comum novas formas de apresentação se tornarem modismos, como receitas prontas para o sucesso como por exemplo o storytelling, em que o empreendedor conta uma história para ilustrar o negócio dele, ou montar o Canvas do negócio, etc.. Veja bem, não estou criticando estas “ferramentas” em si, apenas destacando que elas muitas vezes são utilizadas de forma inapropriada, por serem propagadas como “fórmulas mágicas”, do tipo: faça isto e sua apresentação será perfeita. Mas, como se tratam de simples “ferramentas”, cada uma tem um propósito específico e o que interessa é por quem, como, quando e aonde são utilizadas.

Muitos negócios não têm como ser contados como historinhas; imagine só tentar explicar uma patente de fórmula bioquímica para um insumo industrial como personagens de quadrinhos. Estou “jogando pesado”, pois muitas vezes é o que soam as apresentações: totalmente artificiais. Assim, a primeira lição é ser natural, apresentar seu negócio como melhor pode ser descrito. Claro que você pode e deve seguir um roteiro geral dos principais tópicos que devem ser apresentados, mas totalmente adaptado a sua realidade.

Outro aspecto muito importante é o público para quem irá apresentar. Você deve na medida do possível conhece-lo previamente, para adequar sua apresentação ao perfil do mesmo. Se estiver apresentando para pessoas do setor financeiro, deve falar mais dos números; se estiver conversando com técnicos, apresentar as vantagens técnicas e assim por diante.

A melhor forma de aprender como apresentar é vendo apresentações dos outros, seus acertos e erros; após isto, prepare e pratique (muito) a sua apresentação; no inicio para o seu próprio espelho e depois para outras pessoas, de preferência que sejam bastantes críticas (isto exclui automaticamente pais, mães, avós, avos, etc.), até sentir confiança suficiente que está pronto para ser questionado sobre qualquer aspecto do negócio. Lembre-se quando receber feedbacks, em vez de contra argumentar de imediato, ouça, avalie, pergunte e se achar que tem uma boa base, então apresente sua fundamentação para a conclusão que chegou.

Enfim, não caia no erro de acreditar que existem atalhos rápidos; para construir um negócio de sucesso, é necessário muito trabalho, dedicação e conhecimento e investidores buscam empreendedores que souberam fazer a lição de casa correta, pois mesmo fazendo tudo isto, os desafios para ter sucesso são enormes, por isto que descartam de imediato aqueles que tentam pular etapas.

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014 - 9:19

Negociações entre Empreendedores e Investidores

Em várias das palestras que ministrei, me perguntaram sobre uma questão muito importante na relação entre empreendedores e investidores: como chegar a um acordo sobre valuation (i.e. valor do negócio), pois segundo os querelantes “o empreendedor busca dar o mais próximo de 0% do negócio enquanto que o investidor quer chegar aos 100%”!

Gostei particularmente desta pergunta pois foi uma oportunidade de apresentar minha visão sobre como deve ser o relacionamento entre empreendedores e investidores, em especial no inicio do seu relacionamento. A analogia que faço é que se uma sociedade é a de um casamento, em que as conversas preliminares são como o namoro e para dar certo nenhum dos “namorados” pode começar um relacionamento tentando obter vantagens sobre o outro. Assim entendo que numa negociação entre futuros sócios (pois é o que ambos vão se tornar), deve-se buscar os pontos em comum e estabelecer um relação de troca entre as partes, da mesma forma como no inicio de um relacionamento afetivo.

Minha recomendação é que em vez de cada um se sentar em lado oposto da mesa, ambos devem estar do mesmo lado e buscar se colocar na posição do outro de forma que consiga fazer uma oferta que seja interessante para sua contra-parte, caso contrário, não só a negociação estará fadada ao fracasso, como mesmo se por necessidade de alguma das partes (normalmente mais pelo lado do empreendedor), aceitar uma condição que seja desmotivante, certamente no futuro irá comprometer os resultados do negócio, o que será prejudicial para ambos.

Infelizmente em muitas negociações fracassadas que me contaram, isto não ocorreu; pelo menos uma das partes assume o papel de “negociador”, seja tentando obter o máximo que puder para si ou o mais comum: achando que sua contra-parte, por mais boa vontade que demonstre, está tentando obter alguma “vantagem”. Sempre lamento muito quando isto ocorre, pois é sinal que já não se estabeleceu um dos pré-requisitos fundamentais para uma sociedade de sucesso: a relação de confiança. Sempre enfatizo que cada parte exponha claramente suas expectativas com relação a outra e do negócio que vão empreender juntos e, em se estabelecendo confiança mútua, se ainda assim houver alguma divergência, como por exemplo na perspectiva de resultados futuros, podem ser estabelecidos mecanismos de compensação futuros. Isto é, se o resultado futuro atingir o previsto por uma das partes, a sua proposta de participação é a que prevalecerá.

Também é importante observar que apesar da semelhança de uma sociedade com o casamento, ambos tem diferenças significativas (além das obvias, como a que ninguém vai dormir no mesmo quarto ;-) e entre elas está sobre a duração da relação. Enquanto que num casamento tem expectativa um compromisso por toda vida, numa sociedade, em especial na de investidores e empreendedores, este casamento tem a perspectiva de terminar em algum momento, mais especificamente, quando surgir oportunidade de o investidor poder ter o retorno de seu investimento ou caso o negócio não seja bem sucedido. Assim, é fundamental já se estabelecer de antemão as condições para dissolução desta sociedade, em especial no segundo caso, pois normalmente são nos momentos de stress, em que pequenas divergências podem se tornar grandes conflitos, que irão consumir muita energia desnecessariamente.

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014 - 17:37

O Mito dos “Meus Concorrentes São os Iguais a Mim”

Um dos aspectos estratégicos mais relevante em qualquer negócio é a sua concorrência. Uma oportunidade de mercado só existe quando é deixada uma lacuna pela concorrência, seja por ela ser ineficiente ou por não ser inovadora. Assim, no planejamento de qualquer negocio, pesquisar e analisa os concorrentes é essencial para avaliar o espaço existente naquele mercado.

Nas apresentações para investidores, este é um tema que sempre é questionado pelos mesmos e aí acontece um fenômeno interessante: normalmente os empreendedores não identificam quem são os reais concorrentes doCopy&Paste seu negocio. E na maioria das vezes não é por tentarem omitir do investidor, mas sim por que eles realmente não conseguem enxergar quem são seus principais competidores, pois procuram apenas aqueles que tem produtos/serviços similares ao seu. Esquecem que o importante não é o que está sendo ofertado, mas o que a maioria dos clientes estão usando no lugar da solução apresentada. Um exemplo deste tipo de erro que já vi inúmeras vezes são de empreendedores que desenvolvem sistemas de agendamento pela internet comparando-se com outros concorrentes também de internet e menosprezando-os por não terem um market share significativo. Na realidade não percebem o seu principal concorrente é na realidade a secretaria com sua simples agenda de papel.

Com isto acabam deixando de analisar mais profundamente quais são as vantagens da “agenda de papel” sobre a online (e acredite, existem inúmeras, como por exemplo: mesmo quando a Internet cai, ela continua “funcionando”) e com isto não descobre qual a real necessidade que a concorrente é fraca perdendo a oportunidade que isto pode representar (exemplo: ser um CRM de relacionamento com os clientes)

Outro tipo de caso significativo é quando se tem uma solução inovadora, mas com um modelo de negócio tradicional. Um exemplo é do próprio mecanismo de busca do Google: sempre que pergunto quem são os concorrentes dele a resposta imediata que todos dão são o Bing e o Yahoo, mas na realidade esquecem que estes abocanham muito pouco da receita potencial do mesmo, quando na realidade lembrando que o modelo de negócio do Google é o de anúncios e quem mais ganha com isto são as redes TV, as reais competidoras do mesmo, pelo qual disputa verbas publicitárias. Tanto é fato, que comprou o YouTube por quase US$ 2 bilhões sem que este praticamente tivesse receitas.

Enfim, ao pesquisar quem são os seus concorrentes de verdade, pergunte primeiro de quem você quer tirar faturamento, pois o bolso do consumidor é fixo, assim, se ele for optar pelo seu produto/serviço, terá de reduzir o gasto com o seu “real concorrente”.

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014 - 17:14

O Empreendedor Apaixonado x Apegado

Muito se fala que o empreendedor precisa ser apaixonado pelo seu negócio, ter o chamado “brilho nos olhos” e isto sem dúvida é fundamental para seu sucesso. Pois as dificuldades são tão grandes, que sem acreditar muito no que faz, dificilmente conseguirá ter um resultado positivo mesmo que a oportunidade seja boa, uma vez que desistirá logo nos primeiros desafios.

Entretanto, infelizmente vejo muitos empreendedores confundirem paixão com apego. Isto é, em vez de terem paixão pelo que fazem, tem apego pela sua ideia, chegando a ficarem cegos para o que o mercado responde para eles. Por isto é fundamental não confundir paixão com apego e explico melhor a diferença: paixão do empreendedor é uma força que move por acreditar no que está fazendo irá ter resultado, enquanto que apego é acreditar que sua ideia é a melhor. Enquanto no primeiro caso o empreendedor está sempre olhando para frente, conectado com tudo que acontece ao seu redor, no segundo ele fica preso ao passado, a ideia que teve. O empreendedor apaixonado não hesita em mudar sua ideia se perceber que a mesma não está sendo bem recebido pelos seus clientes, já o apegado fica preso aos seus conceitos contestando as evidências que o aparecem diante de si.

apegoPara exemplificar os dois tipos, vou ilustrar com um caso hipotético de dois empreendedores que resolvem abordar um mesmo mercado com ideias iniciais muito parecidas: o do consumo de água. Ambos percebem uma grande oportunidade de reduzir os gastos dos clientes com o fornecimento de água e ao mesmo tempo criar uma solução sustentável; ambos têm uma ideia para resolver este problema: um relógio medidor de consumo que envia alertas por SMS toda vez que o consumo diário de água passa de um certo limite. Pois bem, ao implantarem esta solução nos primeiros clientes, aparece um problema: quem recebe as mensagens é o responsável pelo imóvel e o mesmo tem de chamar a atenção de todos ocupantes para reduzirem o uso de água; cada um por sua vez culpa o outro, todos se defendendo que consomem pouca água nas suas atividades e no final a conta de consumo continua a mesma, apenas gerando stress entre os participantes.

Aqui surge a diferença entre o empreendedor apaixonado e o apegado: o primeiro percebendo que a solução criada não é eficaz, resolve abandoná-la e desenvolve um sistema para que as torneiras cortem o fornecimento de água após um certo tempo, obrigando o usuário a acioná-los novamente, assim, ninguém precisa ficar lembrando individualmente sobre a obrigação de economizar. Já o apegado, insiste em manter sua solução original, criando campanhas de conscientização tentando convencer  cada um da importância de se economizar para que se lembrem isto na hora do uso; ele não consegue perceber que sua ideia original não funciona pois é muito difícil alterar o comportamento individual e tenta de todas as formas “forçar” com que ela funcione, pois no fundo o mais importante para ele é provar que sua ideia é boa. Já o apaixonado está preocupado em resolver o problema efetivamente, não importa que modo seja feito; seu olhar está voltado para o mercado e não para sua solução. Obviamente este é quem terá mais chances de ser bem sucedido, pois é quem irá resolver a necessidade dos seus clientes e terá a recompensa devida por isto.

Nós como investidores estamos muito atentos em perceber quem são os empreendedores apaixonados e os apegados e não é muito difícil de separá-los. O primeiro sempre está aberto a receber sugestões e feedbacks sobre sua ideia, avaliando-as e considerando-as, enquanto que o segundo contesta qualquer questionamento de recebe, contra argumentando sem sequer analisar os argumentos que quem está avaliando seu negócio. Não estou afirmando que os investidores tem sempre razão (vide meu artigo “Os Investidores Nem Sempre Tem Razão”), mas ignorar a visão de quem está olhando de fora pode significar a perda de uma grande oportunidade de melhoria, por isto sempre recomendo estar de olhos e ouvidos abertos, podendo apresentar seus argumentos mas de forma a chegar a uma conclusão comum do que pode ser o melhor.

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013 - 17:20

Cloud é o Novo Mainframe

Não; não é o que você pode estar imaginando; não sou nenhum saudosista, muito menos dos mainframes. Pelo contrário, eu sou exatamente da geração de embarcou na onda dos computadores pessoais; a única experiência que tive com as “grandes geladeiras” foi na universidade e na realidade foi bem ruim; era muito chato programar naqueles terminais e depois de digitar seu código, ter de esperar para ser processado e pegar o resultado numa impressora.

Mas, desde o surgimento dos browsers como o antigo Netscape, seguido pelo Internet Explorer e mais recentemente pelo Firefox e o Chrome, todos me lembravam muito os emuladores de terminal que eu desenvolvia, pois a função básica é muito parecida: receber dados de um servidor remoto e apresenta-los para o usuário. Claro que os browsers atuais são bem mais sofisticados que os antigos programas emuladores, mas sua essência é a mesma.

Pois bem, se os browsers lembravam os terminais dos mainframes, com o surgimento de tecnologias de computação em nuvem (“cloud computing”) cada vez mais lembram a antiga arquitetura dos mainframes, aonde todos os dados e programas são armazenados em computadores centrais e o usuário acessa os mesmos remotamente. Isto tem estimulado o forte crescimento dos Data Centers, que tem praticamente a mesma infraestrutura física de um antigo CPD (Centro de Processamento de Dados), com seus sistemas de alta segurança e redundância.

Bom, isto pode levar a questão se estamos voltando as origens, por que os mainframes praticamente desapareceram e agora ressurgem no formato de clusters de servidores. Minha visão é de que um dos principais motivos para o ressurgimento desta arquitetura é o crescimento acelerado da disponibilidade da comunicação de dados. Na época dos mainframes a velocidade de comunicação era de 300bps a 1200bps; observe que estou falando de “bits por segundo”, não de kbps (kilo bps ou 1000 bits por segundo) e muito menos dos Mbps (milhões de bps) que temos atualmente. Além disto, o meio físico disponível era basicamente as linhas telefônicas convencionais, que são tarifadas por tempo de uso o que onerava muito sua utilização ou eventualmente as chamadas linhas dedicadas, que além de terem um alto custo, não eram disponíveis em todos locais. Assim, não era viável utilizar os mainframes para uso pessoal ou nas pequenas empresas, devido ao valor proibitivo de conexão e suas restrições técnicas/de disponibilidade. Isto conjugado com o advento dos microprocessadores foram os ingredientes para explosão da computação pessoal.

Pois bem, com advento de novas tecnologias como as fibras ópticas, a comunicação por telefonia celular (o 3G) e a própria Internet, tanto a velocidade quanto a disponibilidade cresceram ordens de grandeza, enquanto que o custo reduziu-se enormemente. Por outro lado, com o crescimento dispositivos móveis como celulares e tablets que tem restrições de capacidade de processamento e armazenamento, os fatores que impulsionaram a computação pessoal se inverteram e com isto a reinvenção dos mainframes na forma da chamada computação elástica ganhou uma força incomparável.

Enfim, o objetivo deste artigo é apenas para desmistificar que muitas coisas podem parecer (e muitas vezes são vendidas) como se fossem revolucionarias, quando na realidade são apenas a reinvenção de algo já muito conhecido e muitas vezes até antigo; tão antigo que as novas gerações não tiverem a oportunidade de conhece-los e por isto podem achar tão inovador.

Conforme citei no começo do artigo, reitero que não sou advogado do passado, pelo contrário, adoro novidades e tenho arrepios quando lembro o quanto sofríamos com as limitações tecnológicas que tínhamos, mas pela minha experiência, muitas soluções novas podem ser desenvolvidas a partir de conhecimentos relativamente antigos, por isto, não devemos esquecer da nossa história, pelo contrário, podemos aprender muito com elas reinventando-as como se fossem novas.

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013 - 17:42

O Processo de Criação de Startups

A criação de uma nova empresa (startup) é um processo complexo que exige muitas etapas, cada uma com grandes desafios, mas vamos apresentar abaixo as principais que precisam ser bem trabalhadas para que a startup tenha uma chance de sucesso:

1. Identificação da Oportunidade: esta é a primeira etapa que deve preceder todas as outras. Deve-se identificar qual a necessidade do mercado-alvo que não está sendo bem atendida ou o chamado “problema” mal resolvido pelos fornecedores existentes. É muito importante pesquisar bastante antes de prosseguir para a fase seguinte, sob risco de se construir uma startup sem uma base sólida.

2. Concepção: nesta etapa deverá ser idealizada a solução para a necessidade/problema identificado na oportunidade anterior, observando que a mesma precisa ter um grande diferencial competitivo com relação as existentes, a inovação, bem como gerar potenciais barreiras de entrada para concorrentes atuais ou futuros, caso contrário, dificilmente conseguirá se desenvolver e manter sua posição diferenciada.

3. Prototipação/pré-validação: nesta fase deve-se buscar elaborar um protótipo ou prova de conceito da solução concebida para testar tanto sua viabilidade técnica, quanto econômica e principalmente poder começar a validar perante aos potenciais clientes seu interesse pela mesma.

4. Planejamento: uma vez pré-validada a possibilidade de criação do negócio, deve-se fazer um planejamento mínimo, definindo os próximos passos, quais recursos (humanos e financeiros) serão necessários e as principais premissas de geração de receitas, o modelo de negócio.

5. Estruturação: com o planejamento, pode-se começar a estruturar a startup, incluindo se necessário a captação de investimento, contratação dos primeiros funcionários, registros legais, etc.

6. Validação: finalmente chega-se a fase mais importante de qualquer startup, a prova que seu produto ou serviço tem demanda, através do lançamento para o mercado e a validação que os clientes comprem/contratem seus produtos/serviços.

7. Continuidade ou morte: com os resultados da fase anterior pode-se decidir se a mesma tem o potencial de crescimento necessário ou não, decretando sua continuidade ou encerramento das atividades. Como dizem, se for falhar, falhe rápido, mas aprenda por que não teve sucesso para na próxima não cometer os mesmos erros.

Como pode observar, todas estas etapas exigem muita dedicação e conhecimento, por isto é muito comum startups contarem com apoio de mentores, conselheiros e advisors, pois estes poderão compartilhar sua experiência e know-how com o empreendedor, além de darem a chamada visão “fora da caixa”, para que o empreendedor não se perca nas suas próprias ideias.

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terça-feira, 26 de novembro de 2013 - 17:30

Veja Grátis Conferência sobre Investimento Anjo

É com prazer que comunico que conseguimos efetivar para transmitirmos online a 2ª Conferência Nacional de Investimento Anjo da Anjos do Brasil.

Serão diversos painéis e palestras com temas tanto para investidores quanto empreendedores.

Para assistir pela Internet gratuitamente, acesse http://conferencia.anjosdobrasil.net no dia 27/11 a partir das 14:00.

Registre agora na sua agenda para não perder esta oportunidade em conhecer como obter investimento para seu negócio.

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