Ao lançar em 27 de janeiro de 2010 o iPad, Steve Jobs estava abrindo a caixa de Pandora. O conceito de “plataforma aberta” para aplicativos já havia sido testado no iPhone com sucesso e o tablet da Apple seguiu os mesmos passos. Mas no meu ponto de vista, a maior revolução dos tablets está ainda a caminho. Algumas perguntas têm ecoado numa área específica do meu cérebro: Por que carros possuem painel com mostradores se temos o tablet? Por que geladeiras, micro-ondas e aparelhos de som possuem interfaces, se temos tablets? Por que temos controle remotos de TVs se temos tablets? Em algum ponto do futuro próximo quando NFC (Near Field Communication) e computação em nuvem encontrarem os tablets, todo equipamento que possuir uma “interface” poderá deixá-la aberta à conectividade e customização do usuário. Então vamos perceber que hoje estávamos vendo somente a ponta do iceberg.
As interfaces muti-touch ou multi-toque chegaram pra ficar. “Tocar” na tela de um celular, um terminal ATM de banco ou tablet é uma conquista da relação Homem-máquina. As telas podem ter tecnologia “resistivas” as quais reagem à pressão ou “capacitivas” as quais recebem uma pequena tensão, formando uma camada de eletricidade (muito baixa mas o suficiente para reagir ao toque). A segunda tecnologia está em alta porque foi adotada pela Apple em seus famosos iPhones e iPods. Pausa. Dos cinco sentidos, talvez o tato seja o mais intimista. Ele exige proximidade, ação e nos transmite afeto e segurança. As máquinas estão respondendo ao nosso toque, mas ainda não são capazes de sentir… ainda. Em algum ponto do futuro a superfície multi-touch será mais do que interface de controle de aplicativos, será um “sentido” da máquina. Novas possibilidades sociais, de negócios e criativas se abrirão. Um tempo onde será difícil saber quem está tocando quem.
Uma evolução fascinante. Visite o site da Elumotion
PS. A imagem do post é um desafio e tem relação com o tema. Apliquei diferentes filtros do Photoshop sobre parte de uma pintura. O pintor/escultor é bem conhecido. Cabe ao leitor desvendar…