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quinta-feira, 16 de junho de 2011 - 16:28

Social commerce não é e-commerce



Muito do sucesso dos websites de e-commerce está no fato de que eles estão baseados nos paradigmas do “ponto de venda real”: vitrine, divisão por categoria de produtos, carrinho de compras, atendimento formal, etc. A idéia de reproduzir no virtual a experiência do mundo real faz sentido. Ora, nada mais lógico do que reproduzir o modelo vencedor dentro das redes sociais: Vamos colocar a “lojinha” lá dentro do Facebook, certo? Errado. A convergência entre o digital e o social altera o cenário de negócios e é preciso refletir melhor sobre a transposição dos modelos atuais para as redes sociais. social commerce não é e-commerce.
Talvez Mark Elliot Zuckerberg ou Orkut Büyükkökten nunca tenham pensado em fazer dinheiro com e-commerce dentro de suas redes sociais, a idéia inicial era a mesma do passado: criar uma comunidade virtual onde as pessoas pudessem se encontrar, trocar idéias e se divertir. E está aqui a chave para as respostas que precisamos. Para que algo possa realmente ser vendável dentro de uma rede social é preciso que o próprio produto ou serviço seja social, algo que está sendo chamado de “objeto social”.

Objeto Social
Um objeto social possui uma força equivalente a gravidade, fazendo orbitar ao redor de si centenas, milhares de pessoas. Entre seus atributos está a capacidade de gerar movimento, comentários, um buzz dentro da rede. Objetos sociais são interativos e ampliam o grau de relacionamento das pessoas. Possuem edições, versões ou podem ser bem limitados no tempo de realização, como um evento único e especial. Exemplos: um show de rock ou uma partida de futebol, um game, um filme de cinema ou um novo artefato tecnológico capaz de ampliar a capacidade das pessoas se relacionarem tais como o Stickybits ou o Poken. Objetos sociais são simples de se compreender, não exigem test-drive, são abertos e podem ser customizáveis ao ponto de parecerem exclusivos. Note que o objeto social confunde-se com o cotidiano digital das pessoas, ele não é algo “separado” do relacionamento das pessoas dentro da rede. Finalmente, as redes sociais, em especial o Facebook, precisam implementar um “gateway de pagamento” leve, seguro e transparente, algo semelhante ao modelo da Apple para compra de seus aplicativos pois isto é fundamental para se fechar o ciclo de vendas. Mas isto é questão de tempo.
Então esta é a chave: o sucesso do social commerce está intimamente relacionado ao quanto social é o produto ou serviço comercializado. A realidade é que alguns produtos não tem nada de social. Melhor não forçar a barra e continuar no website de e-commerce.

Para conhecer algums objetos sociais “tangíveis” visite:

Stickybits

Poken

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