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segunda-feira, 5 de setembro de 2011 - 14:52

iPhone 5 – A lei do desejo e Logística Reversa




É muito provável que o iPhone 5 ainda este ano esteja nas prateleiras. O mais incrível é que, segundo a consultoria Experian PriceGrabber, 35% dos atuais usuários do iPhone 4 já disseram que vão comprar o iPhone 5. A Verizon afirma que vendeu 2.2 milhões de iPhones 4 então, aproximadamente 770 mil pessoas vão deixar na gaveta seu iPhone 4 para começar a usar o iPhone 5. E minha preocupação não é com o “iPhone 5″ mas com o iPhone “n-1″.

Não me lembro de ver alguém feliz ao ganhar um iPhone 3 quando o iPhone 4 já havia sido lançado. Isto é a Apple, e este desejo que seu “novo gadget” desperta em todos nós é parte de uma muito bem elaborada estratégia de marketing. Nada contra, que venham os novos iPhones, iPods, iPads… Agora, imagine se uma montadora de veículos conseguisse o mesmo feito. Não haveria no mundo espaço para colocar os carros “praticamente novos” transformados em velhos de uma hora para outra. Algumas corporações globais vivem sob a regra da “destruição criativa” ou da “obsolência induzida”. Esta é uma nova lei para o mercado da tecnologia de consumo de ponta. Este é o mundo da Apple. Mas é preciso que a Apple vá mais longe na sua política sustentável (diga-se de passagem excepcional quando o assunto é o uso de materiais não tóxicos). É preciso que a Apple busque um modelo de negócios capaz de equilibrar o “desejo de compra” que desperta em seus clientes com uma política de devolução inteligente, uma forma sofisticada de “logística reversa”, a qual poderá servir de exemplo para todos os demais fabricantes de celulares, tablets ou PCs.

Logistica Reversa
Gosto desta definição: Segundo os autores Rogers e Tibben-Lembke (1998), a logística inversa pode ser definida como: “o processo de planejamento, implementação e controlo da eficiência e eficácia e dos custos, dos fluxos de matérias-primas, produtos em curso, produtos acabados e informação relacionada, desde o ponto de consumo até ao ponto de origem, com o objectivo de recapturar valor ou realizar a deposição adequada”. (fonte Wikipedia).
A idéia central é: Se você é fabricante de algum produto, então deve também ser responsável pelo retorno do mesmo quando este é descartado pelo cliente. Atualmente, com o crescimento das usinas de reciclagem (na grande maioria independentes dos fabricantes) a logística reversa não está em evidência. Mas é preciso repensar o modelo, em especial quando o assunto são equipamentos eletrônicos ou digitais complexos em sua forma (um celular por exemplo exige pessoal especializado para desmontá-lo), usados por milhões de pessoas (quantidade gera lixo em volume equivalente) e cujo descarte é resultado mais de uma política de marketing e industrial do que da ação natural do cliente.

Proposta
Para Apple, representa uma oportunidade de se diferenciar de toda indústria, promovendo quem sabe, em suas próprias lojas uma política de troca: entregue seu “iPhone n-1″ e leve o “iPhone n” com desconto. Evidentemente que nada é tão simples. Ao adotar a prática da logística reversa a Apple deverá repensar toda sua cadeia de valor, sua linha industrial, seus estoques, distribuição, processos de (des)montagem, etc. Mas é preciso dar um primeiro passo. Deixo aqui a proposta no ciberespaço.

A política de Sustentabilidade da Apple

http://www.apple.com/environment/

Logística Reversa

http://pt.wikipedia.org/wiki/Log%C3%ADstica_reversa

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sexta-feira, 20 de maio de 2011 - 2:15

Interfaces multi-touch. Quem está tocando quem?

As interfaces muti-touch ou multi-toque chegaram pra ficar. “Tocar” na tela de um celular, um terminal ATM de banco ou tablet é uma conquista da relação Homem-máquina. As telas podem ter tecnologia “resistivas” as quais reagem à pressão ou “capacitivas” as quais recebem uma pequena tensão, formando uma camada de eletricidade (muito baixa mas o suficiente para reagir ao toque). A segunda tecnologia está em alta porque foi adotada pela Apple em seus famosos iPhones e iPods. Pausa. Dos cinco sentidos, talvez o tato seja o mais intimista. Ele exige proximidade, ação e nos transmite afeto e segurança. As máquinas estão respondendo ao nosso toque, mas ainda não são capazes de sentir… ainda. Em algum ponto do futuro a superfície multi-touch será mais do que interface de controle de aplicativos, será um “sentido” da máquina. Novas possibilidades sociais, de negócios e criativas se abrirão. Um tempo onde será difícil saber quem está tocando quem.

Uma evolução fascinante. Visite o site da Elumotion

PS. A imagem do post é um desafio e tem relação com o tema. Apliquei diferentes filtros do Photoshop sobre parte de uma pintura. O pintor/escultor é bem conhecido. Cabe ao leitor desvendar…

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