domingo, 20 de outubro de 2013 - 18:18

Sobre beagles e andróides sem coração

androide

A natureza parece não fazer parte de nossa humanidade. Acreditamos ser superiores a ela. Todos os demais seres que nos cercam existem para nos servir, para serem subjugados, usados e descartados em função de nossas necessidades. Isto serve de base para nosso pensamento e pesquisa científica, a qual usa animais em laboratórios como brinquedos, em procedimentos de testes que se parecem com sessões de tortura.

Diversos filósofos acreditam que esta prática precisa acabar. Testes em animais para cosméticos são proibidos na União Européia desde 2009. Mas é preciso ir mais longe, é preciso acabar com todo tipo de testes, de qualquer indústria, em animais.

Nesta semana, 178 beagles foram resgatados de seus algozes. Em pleno século 21 não acredito no sacrifício de animais para curar nossos males. Penso que somos os únicos responsáveis por tudo que sofremos: consumimos alimentos contaminados por inseticidas, peixes de rios e mares que poluímos e vivemos em cidades que nos oprimem, estressam e alucinam. Estamos nos tornando andróides sem coração.

NOTAS
Não só os animais sofrem com nossa pseudo-superioridade. Hoje produzimos alimentos da mesma forma que fabricamos carros numa linha industrial, transformando florestas nativas em grandes plantações, as quais dependem de doses bestiais de inseticidas, que por sua vez irão nos contaminar, aos poucos.

Algozes não cientistas. Não acredito que ciência se faz ao custo da vida de animais. Cabe uma decisão ética e moral dos cientistas de nosso tempo, uma busca por uma nova forma de pesquisar que não cause dano ou mal aos animais.

Links
Bioética e Peter Singer

Ricardo Murer
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