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Vivendi compra fatia da Vodafone em operadora
Reuters Segunda-feira, 04 de abril de 2011 - 10h17LONDRES/PARIS - A Vivendi anunciou ontem acordo para comprar a participação de 44% da Vodafone na SFR, segunda maior operadora móvel francesa. Com isso, obterá controle pleno de seu negócio mais lucrativo.
O preço decidido foi de 7,95 bilhões de euros (11 bilhões de dólares). As ações da Vodafone subiram 2% nesta segunda, quando investidores e analistas parecem ter concordado em que a Vivendi pagou o preço justo em sua oferta pelo controle pleno da SFR.
A Vivendi também anunciou no domingo que pagaria 200 milhões de euros adicionais à Vodafone para refletir a geração de caixa entre janeiro e julho de 2011, o que coloca o preço final próximo do extremo mais elevado das expectativas dos analistas.
As ações da Vivendi, que flutuaram antes da abertura do pregão, caíram em um por cento na abertura e se recuperaram, mostrando alta de 0,16 por cento, cotadas a 20,68 euros às 9h45. O preço das ações da Vodafone subia 1,4 por cento.
Jean-Bernard Levy, presidente-executivo da Vivendi, fez da transação sua principal prioridade em termos de fusões e aquisições, como parte de um esforço para criar um grupo reformulado, com fluxos de caixa mais altos, e mais exposição às telecomunicações e ao seu mercado de origem, a França.
Os analistas também esperam que a aquisição ajude a melhorar o preço das ações da Vivendi, que segundo eles estão sendo negociadas entre 10 e 20 por cento abaixo do preço justo devido ao fato de que a matriz não tinha acesso ao fluxo de caixa pleno de todas as suas subsidiárias.
No entanto, alguns analistas estimaram que a Vivendi pagou demais pela SFR, em uma transação que estava em negociação há meses.
"Para a Vivendi, o preço foi alto demais," afirmou Robin Bienenstock, analista da Bernstein, em nota de pesquisa.
"As ações de telecomunicações em mercados maduros são negociadas por entre 5,1 e 5,3 vezes o múltiplo empresarial, mas o mercado francês é menos saudável que a maioria dos demais mercados europeus, e os direitos vinculados à participação acionária não justificam um valor quase 20 por cento mais alto," afirmou.
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