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TVs combatem gatonet e elevam vendas no RJ
Célio Yano, de EXAME.com Sexta-feira, 15 de outubro de 2010 - 15h41Marcos Benjamin/Seseg-RJ |
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Acordos entre o governo do Rio e as operadoras NET e Sky permitem às empresas levarem de TV por assinatura de forma legal e a preços competitivos a comunidades da periferia |
SÃO PAULO - A criação de Unidades de Polícia Pacificadora em comunidades da periferia do Rio está contribuindo não apenas para a redução nos índices de violência, mas também para o processo de legalização das conexões de TV por assinatura.
Acordos firmados pelo governo do estado com as operadoras NET e Sky tem permitido que as empresas levem o serviço de forma legal e a preços competitivos para a população que antes utilizava apenas a chamada "gato net".
A primeira iniciativa foi da NET, que, em 2008, mesmo ano do início das UPPs, regularizou a oferta de TV a cabo na comunidade do Batam, no Realengo. Um pacote com 25 canais é oferecido com exclusividade para os moradores do local por apenas R$ 35 por mês - para o restante da população, o plano mais barato custa R$ 74,90 mensais.
O projeto é respaldado pelo Plano Geral de Metas e Qualidade (PGMQ) da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A ideia deu certo e há um mês a Sky decidiu entrar no jogo, iniciando a atuação nas favelas com a criação do pacote Sky UPP. O produto está disponível nas 12 comunidades onde já foram instaladas as unidades policiais comunitárias. A operadora contrata moradores das localidades para a realização dos serviços de vendas, instalação e manutenção.
Com um pacote de 89 canais, idêntico ao ofertado para o restante do país, porém com um preço exclusivo de R$ 44,90 mensais, a empresa percebe que os moradores têm interesse em regularizar as ligações de TV por assinatura.
"Antes do Sky UPP tínhamos uma pequena base de clientes nessas comunidades. Em um mês, vimos o ritmo de vendas crescer dez vezes", conta Agrício Neto, diretor de marketing da empresa. Segundo ele, a proposta ainda pode ser levada para outras comunidades carentes do país. "Só não fazemos parceria em algo que não enxerguemos que seja sério", diz.
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Roberto Cavalcanti • 26/10/2010 - 11:48
A notícia é um verdadeiro acinte ao cidadão honesto, que paga religiosamente suas contas de luz, água, TV a cabo, mas deve conviver lado a lado com pessoas privilegiadas - os favelados - que se julgam no direito de não ter que pagar por rigorosamente nada aquilo que consomem. Pago R$ 90,00 por um pacote inferior ao dos favelados. Hoje mesmo estarei cancelando o serviço.
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Roberto Cavalcanti • 26/10/2010 - 11:45
A notícia é um verdadeiro acinte ao cidadão honesto, que paga religiosamente suas contas de luz, água, TV a cabo, mas deve conviver lado a lado com pessoas privilegiadas - os favelados - que se julgam no direito de não ter que pagar por rigorosamente nada aquilo que consomem. Pago R$ 90,00 por um pacote inferior ao dos favelados. Hoje mesmo estarei cancelando o serviço.
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Gustavo Henrique Nines dos Santos • 15/10/2010 - 17:11
Rodrigo, a resposta é simples: lei de mercado. Adam Smith, esse que entendeu o funcionamento do nosso mundo: Eles cobram R$ 74 porque as pessoas pagam. Se não pagassem, venderiam a R$ 60. Se a R$ 60 não vendesse, venderiam a R$ 50... até o mínimo aceitável, passando esse valor eles simplesmente parariam de operar. Eles já viram que R$ 35 os moradores podem pagar (o preço da gatonet). Eles fizeram as contas e... aí está. Abs!
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Diego Da Silva Rocha • 15/10/2010 - 16:44
Exatamente, isso que eu me pergunto...
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Rodrigo Melo • 15/10/2010 - 16:29
A pergunta é bem simples: se podem oferecer à comunidades de baixa renda preços como estes, porque não oferecem a todo mundo?





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