
Lisboa - A operadora de telecomunicações Oi, da qual a Portugal Telecom detém 25 por cento, deverá concorrer ao leilão de quarta geração móvel (4G) no Brasil, cuja licença poderá chegar a 1,5 bilhão de reais, segundo a Caixa Banco de Investimento.
O leilão da frequência do 4G -tecnologia que permite fornecer serviços de dados e vídeo com maior velocidade- está previsto para o primeiro semestre.
"Usando como referência os valores do leilão de 3G, de 2007, os valores por licença poderão oscilar entre 1,3 bilhão e 1,5 bilhão de reais", disse o analista Guido Varatojo dos Santos, do Caixa BI, em relatório publicado na semana passada.
No entanto, ele acrescentou que no leilão de 2007 havia apenas quatro licenças em disputa, contra as atuais cinco, "o que pode acabar reduzindo a pressão competitiva e levar a preços mais baixos", destacando também que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ainda não definiu o preço mínimo de cada licença".
"Considerando a posição de liquidez da Oi, de cerca de 11,5 bilhões de reais, e à sua dívida líquida de 16 bilhões de reais, a relação de dívida líquida e Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) fica em 1,7 vez nos nove meses de 2011. Assim, achamos que a empresa não terá qualquer dificuldade em realizar este investimento", escreveu o analista.
A Anatel divulgou na quinta-feira a sua proposta para o regulamento do leilão de 4G. A proposta vai ficar em consulta pública durante 30 dias.
O leilão deverá englobar a faixa de frequências dos 450 megahertz (MHz) para zonas rurais e a faixa dos 2,5 gigahertz (GHz) para zonas urbanas.
"O leilão de espectro 4G não tem sido recebido de forma unânime no Brasil, com algumas empresas defendendo que é muito cedo para realizar esse investimento e que existe ainda muito trabalho para fazer no 3G", observou o analista do Banco BI.
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