SMS ganha papel central na economia africanaSÃO PAULO - No ano 2000, Michael Joseph aterrissou no Quênia com cinco funcionários para criar um sistema de pagamentos pelo celular.
Lançado em 2007, o M-Pesa é hoje o maior sistema de mobile money do mundo, com 14 milhões de clientes (35% da população) e 3 milhões de transações diárias. No mundo, empresas de telecom e bancos tentam reproduzir o M-Pesa. Joseph falou com a INFO.
Desde que foi lançado, em 2007, quais foram os resultados do M-Pesa?
Temos 14 milhões de consumidores, movimentamos US$ 17 milhões por dia e fazemos 3 milhões de transações ao dia. As pessoas estão usando M-Pesa para comprar mercadorias e pagar por serviços, contas, sacar de um caixa eletrônico, doar e receber dinheiro e fazer pequenas economias.
O M-Pesa gerou mudanças na sociedade queniana?
O M-Pesa criou oportunidades de negócios para pessoas que agora podem comprar mercadorias e serviços pelo celular. Gerou segurança, porque elas não precisam mais viajar com dinheiro. Temos uma obrigação social. Não se trata só de fazer dinheiro, mas de fazer dinheiro para o bem da população.
Houve mudança de hábitos?
No início do M-Pesa as pessoas recebiam dinheiro móvel e logo trocavam por moeda. Mas depois passaram a guardar no telefone para depois trocar por uma cerveja. Os pobres se adaptam a novas tecnologias mais rápido. Eles também passaram a economizar mais.
Veja na tabela abaixo, uma comparação de preços do custo do SMS na África e em outros países.
| País | Pacote básico de celular (em US$) | Pacote básico de celular (em relação ao PIB per capita) |
|---|---|---|
| Japão | 44,34 | 1,39 |
| França | 35,22 | 1 |
| Brasil | 34,64 | 5,66 |
| África do Sul | 12,6 | 2,6 |
| Nigéria | 10,38 | 10,74 |
| Moçambique | 7,97 | 25,85 |
| Quênia | 7,48 | 11,66 |
| Egito | 4,15 | 2,76 |
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